domingo, fevereiro 16, 2014

O que é a mefedrona?

A mefedrona (4-metilmetcatinona) é uma droga estimulante e entactogénica, da mesma classe química que a catinona, anfetamina e fenetilamina. Na sua forma pura é um pó branco cristalino, mas também está disponível em comprimidos ou cápsulas. É frequentemente vendida por fabricantes e vendedores como fertilizante de plantas ou sais de banho, para escapar às leis medicinais, as quais proíbem a venda da substância.
Ainda tem uma história curta de uso humano, e sabe-se pouco sobre os seus efeitos secundários a longo prazo.

História

A mefedrona foi primeiro produzida pela Neorganics e vendida em 2007. No princípio de 2008 foi proibida em Israel, onde era fabricada. A mefadrona tornou-se cada vez mais popular no Reino Unido desde o final de 2009. Com o aparecimento de numerosos vendedores na internet, o preço de consumo desceu significativamente. A sua enorme popularidade pode em grande parte ser atribuida ao estatuto do mercado do MDMA e da cocaína nessa altura, com preços exurbitantes e fraca qualidade. A mefedrona tornou-se rapidamente a alternativa perfeita e legal. Para além de ser facilmente acessível na internet e entregue em casa no dia seguinte, a mefedrona é normalmente muito pura, sem cortes.

Quando os média descobriram a existência da nova substância, responderam com uma invasão de histórias sensacionalistas sobre a nova “droga letal”, e reportaram mesmo sobre um utilizador que supostamente arrancou o seu próprio escroto. Esta notícia foi mais tarde provada falsa, mas isto não impediu os jornalistas de continuarem a referi-la. Com toda a publicidade negativa, os vendedores viram as vendas de mefedrona descerem abismalmente.
O Reino Unido proibiu a mefedrona em Abril de 2010. Esta decisão recebeu muitas críticas, pois muitos acreditam que a proibição foi apressada devido à pressão dos média.
No final de 2009 a mefedrona foi encontrada em comprimidos de XTC na Holanda, um dos países que mais produz XTC. A razão para isto foi o risco reduzido (devido à mefedrona não ser controlada) para os produtores, e a semelhança com os efeitos do MDMA.
Após a atenção dos média em Março de 2010, o Ministério da Saúde e a Inspetoria da Saúde (IGZ) da Holanda informaram o ministro da justiça que consideravam a mefedrona um medicamento não controlado, tornando a venda e a posse ilegais e puníveis com 6 anos de prisão ou multa de 45.000 euros.

Efeitos


A mefedrona induz um estado de euforia algo semelhante ao do MDMA. Os efeitos da mefedrona são frequentemente descritos como um cruzamento entre a cocaína e o MDMA. É muito “gulosa”, e durante uma sessão muitos acham difícil limitar o seu uso.

Uma dose oral tem uma duração média de 2 horas. Quando inalada, os efeitos geralmente duram cerca de 1 ahora.
O uso prolongado e em doses altas pode induzir efeitos negativos. Os relatos de utilizadores variam entre taquicardia e paranóia e pernas arroxeadas ou vermelhas. Outros efeitos secundários incluem náuseas, dores de cabeça, tonturas, excesso de transpiração, ranger dos dentes, hemorragias nasais e sensações de medo. Estes são alguns dos principais efeitos primários e secundários relatados – nem todos estes efeitos serão experimentados por todos os utilizadores.
A mefedrona pode causar dependência em muitos indíduos. O curto efeito de euforia e a subsequente “descida” induzem uma forte vontade de tomar mais. Este é o caso, sobretudo, quando cheirada. Pode também desenvolver-se habituação, tornando-se necessária uma dose cada vez maior para o mesmo efeito.

Uso

A dosagem varia dependendo da via de administração. Uma típica dose oral (em cápsula) será entre os 100 e os 200 miligramas. Os efeitos sentem-se normalmente após 15 a 45 minutos, dependendo do conteúdo no estômago e da constituição física do utilizador. Quando inalada, os efeitos sentem-se normalmente após 5 a 15 minutos.

Avisos

Devido à curta história de uso humano, não se sabe muito sobre a toxicidade e os efeitos secundários a longo termo da mefedrona. Provas sugerem que os problemas de circulação (pernas arroxeadas ou vermelhas) não se devem apenas à vasoconstrição, mas a algo mais sério – uma vasculite (inflamação auto-imune dos vasos sanguíneos). Isto afecta uma percentagem bastante pequena da população, devido a diferenças genéticas. Embora a relação não esteja confirmada, quem notar nódoas negras ou arroxeamento dos membros inferiores ou nas ligações deve parar de tomar mefedrona.

Misturas

Devido à escassa pesquisa científica, é aconselhável não misturares a mefedrona com outras substâncias. Com álcool e outras substâncias estimulantes, a mefedrona pode aumentar o risco de problemas cardíacos, pois acelera as batidas cardíacas. Se tiveres história de problemas cardíacos, de circulação ou tensão arterial, aconselhamos-te a evitar a mefedrona.

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