segunda-feira, agosto 25, 2014

HORA DE DIZER TCHAU - parte 4

Em

segunda-feira, setembro 02, 2013


As pessoas caras são raras

Não era pra doer mais. Esse tipo de coisa já aconteceu inúmeras vezes, mas ainda dói. Ser preterida é a sensação mais horrível de sentir. Aconteceu de novo. Acho que é porque era a pessoa certa. Perder algo que é caro, machuca. As pessoas caras são raras.

Thiago Cid - citado em postagens anteriores - ensinou- me muito mais do que eu podia imaginar. Me deixou esperta. Me fez inteligente, curiosa. Me fez aprender que a dor da perda tem que durar apenas 3 dias. Que o choro venha com volúpia nesse período. Que a raiva se exale pelos poros. Que coisas sejam quebradas. Palavrões sejam ditos. Que a tristeza seja sentida em sua plenitude. E que tudo, tudo isso passe. Porque a vida segue.
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Nem tudo o que se aprende serve de lição quando se tem no coração a forma errada de errar sempre.
Segundo o que escrevi na minha própria citação acima, parece que não aprendi nada ou o meu sentimento não passou, talvez tenha aumentado tanto que hoje dói. Sentimento que dói é a coisa mais insuportável de se levar no peito: dá taquicardia e angústia.

Eu disse no dia 13 desse mesmo mês, essa passagem: "De fato pude observar isso mesmo. A cumplicidade é real, porém momentânea. É aí que deveria ser pra sempre. É aí que eu fico pensando qual será o próximo capítulo. O que vai acontecer daqui a dois meses?"
Tá tudo errado. Não existe nada de cumplicidade ou qualquer tipo de gostar da parte dele por mim. Fato é que provavelmente ele estava sem grana no fim do mês e nada melhor para fazer, e por que não ter um sexo garantido com uma mulher que gosta dele? Ele não disse isso, mas foi o que eu concluí. 

Semanas se passaram e eu o perdi para sempre. Acho que dessa vez será pra sempre de verdade. Sempre é uma palavra forte quando é negativa. Hoje pude ver melhor que ele nunca me quis de verdade e só descobri isso assistindo ao filme 500 dias com ela. O filme conta sobre um rapaz apaixonado por uma moça e eles ficam "juntos" por um tempo, mas ela sempre disse que não era para valer, que seria casual. CASUAL. Depois desse filme e em uma das cenas finais, onde o rapaz diz a mesma frase que fiz a semana toda: EU NUNCA VOU ENTENDER. Me fez finalmente entender o que ele quis dizer com o casual e que "eu nunca te prometi nada e você que não quis acreditar". Dessa vez eu entendi que quando alguém nos procura pra ficar casualmente e sem compromissos é porquê a pessoa já tem alguém no pensamento, no coração, e enquanto espera a decisão, ou o desenrolar da sua verdadeira história de amor, eu e o personagem do filme apenas fomos um passa tempo sexual e sei lá o que mais, para ocupar o tempo dessa pessoa. Na verdade nunca fomos importantes ou tivemos significado algum para esta pessoa por quem nos apaixonamos, mas que nunca nos dará o que demos a ela, o nosso mais puro sentimento de paixão.

Hoje, mais uma vez, tenho quase certeza de que não haverá mais que esperar dois meses, um dia, anos. Dessa vez acabou de verdade, por mais que doa na alma, e que a garganta pareça ter um bolo de fios de cabelos entupindo o grito de raiva e de tristeza por não poder fazer nada, infelizmente eu tenho que aceitar que mais uma vez eu amei alguém que não se permite a gostar de mim.

Eu ainda não tinha dito que amava. Mas quase quatro anos só pode ser amor.

Eis então que por acaso, ou toque do destino, num desses encontros de grupos entre psicólogos, eu conheci ou reconheci o poema de Carlos Drummond de Andrade, Definitivo. Todos tiveram que ler três poemas expostos e escolher um que se identificasse. Não preciso dizer qual escolhei. Ei-lo:

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...


Inspirada, enfim, por Drummond, acabei escrevendo uma das minhas melhores mensagens virtuais para ele. Mas acho que ele não lê nenhuma delas. Sobretudo em momentos raros, ele já me disse pessoalmente coisas que eu tinha escrito, sem mencionar que quando realmente uma delas o toca, ele leva um dia inteiro para responder tentando ser o mais sutil e menos cafajeste com as palavras. Por fim só quis dizer que ele estava livre do meu sentimento e que gostar de alguém é nobre.

sexta-feira, agosto 22, 2014

Sistema Nervoso Autônomo e como se comporta

O sistema nervoso autônomo é formado por dois ramos nervosos situados ao lado da coluna vertebral, os gânglios; um conjunto de nervos que liga os gânglios nervosos aos diversos órgãos e um conjunto de nervos comunicantes que ligam os gânglios aos nervos raquidianos, fazendo com que o sistema autônomo não seja totalmente independente do sistema nervoso cefalorraquidiano.
Esse sistema participa do controle funcional de diversos órgãos, como peristaltismo do intestino, a contração do músculo cardíaco, as secreções do músculo cardíaco, as secreções dos órgãos do sistema digestivo e outras atividades involuntárias.
O sistema nervoso autônomo é dividido em sistema simpático e sistema parassimpático, que apresentam ação antagônica sobre os órgãos que enervam.
Uma das principais diferenças entre os nervos simpáticos e parassimpáticos é que as fibras pós-ganglionares dos dois sistemas normalmente secretam diferentes hormônios.
O hormônio secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina, razão pela qual esses neurônios são chamados colinérgicos.
Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina, razão por que a maioria deles é chamada neurônios adrenérgicos.
A acetilcolina e a noradrenalina têm a capacidade de excitar alguns órgãos e inibir outros, de maneira antagônica.
As ações do Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático:
Olhos:
O sistema simpático dilata as pupilas, permitindo a entrada de maiores quantidades de luz no globo ocular, enquanto o sistema parassimpático faz com que contraia o que diminui a quantidade de luz que penetra em seu interior.
Assim, em ambientes mal iluminados, por ação do sistema nervoso simpático, o diâmetro da pupila aumenta. Em locais muito claros, a ação do sistema nervoso parassimpático acarreta diminuição do diâmetro da pupila. Esse mecanismo evita o ofuscamento e impede que a luz em excesso lese as delicadas células fotossensíveis da retina.
As fibras parassimpáticas controlam o músculo ciliar que focaliza o cristalino para a visão de perto. 
 
Sistema respiratório:
Os brônquios são dilatados pela estimulação simpática, porém o sistema simpático provoca uma vasoconstrição muito moderada sobre os vasos sanguíneos do pulmão. Alem disso a estimulação simpática permite o alargamento das vias respiratórias.
Enquanto que o parassimpático faz a constrição dos brônquios, com isso o estreitamento das vias respiratórias. Não possui ação sobre os vasos sanguineos do pulmão. 
 
Sistema digestório:
A secreção dos sucos digestivos por algumas das glândulas do tubo gastrintestinal é controlada, em sua maior parte, pelas fibras parassimpáticas, enquanto as fibras simpáticas têm efeito muito diminuto sobre a maioria dessas glândulas.
As glândulas gástricas do estomago são normalmente quase que controladas de modo total pelas fibras parassimpáticas.
Por outro lado, as glândulas do intestino são controladas apenas parcialmente pelo parassimpático, e, em sua maior parte, por fatores locais, produzidos no próprio intestino.
A estimulação parassimpática estimula o peristaltismo, ao mesmo tempo, que diminui o tônus dos esfíncteres gastrintestinais. O peristaltismo propele o alimento para diante, enquanto que os esfíncteres aberto permitem a fácil passagem desse alimento.
A estimulação simpática inibe o peristaltismo ao mesmo tempo que provoca a contração dos esfíncteres.

Fígado:
A estimulação simpática provoca a rápida degradação do glicogênio, com a formação de glicose no fígado, acompanhada pela liberação dessa glicose para o sangue. Essa glicose sanguinea aumentada representa suprimento de nutrientes disponíveis a curto prazo, para as células dos tecidos, o que é muito útil, durante o exercício.

Pâncreas:
A estimulação simpática realiza a inibição da secreção de enzimas digestivas e insulina. Estimulando a produção de glucagon.
A estimulação parassimpática age na secreção de enzimas digestivas e insulina, inibindo o glucagon. 

Glândulas salivares:
As glândulas salivares da boca, assim como as glândulas gástricas do estomago, são normalmente controladas, quase de modo total, pelas fibras parassimpáticas.

Glândulas sudoríparas:
As glândulas sudoríparas são estimuladas por fibras do sistema nervoso simpático. Entretanto, essas fibras são diferentes das fibras simpáticas em geral, por serem predominantemente colinérgicas. Também, são estimuladas por centros encefálicos que, normalmente controlam o sistema parassimpático e não pelos centros que controlam o simpático. Apesar do fato de que as fibras que inervam as glândulas sudoríparas serem anatomicamente simpáticas, elas podem ser consideradas, em termo funcional, parassimpáticas. 
 
Coração:
A estimulação do sistema nervoso simpático aumenta a atividade cardíaca, algumas vezes chegando a aumentar a freqüência cardíaca de até três vezes e a força de sua contração de duas vezes.
Por outro lado, a estimulação parassimpática diminui a atividade cardíaca. A estimulação forte do nervo vago para o coração pode fazer com que o coração chegue a parar por ate alguns segundos. 
 
Circulação periférica:
A mais importante função do sistema simpático a de controlar os vasos sanguineos de todo o corpo. A maior parte desses vasos sanguineos contrai-se pela estimulação simpática, embora alguns como os vasos coronarianos se dilatem. Pelo controle dos vasos sanguineos periféricos, o sistema nervoso simpático é capaz de regular por curtos períodos de tempo, o debito cardíaco e a pressão arterial, a constrição das veias e dos reservatórios venosos aumenta o debito cardíaco, e a constrição das arteríolas aumenta a resistência periférica, o que eleva a pressão arterial.
O parassimpático quando atua sobre os vasos, os faz dilatar na maioria dos casos, mas seu efeito é tão minúsculo e ocorre em áreas tão restritas do corpo.

Órgãos sexuais:
O sistema nervoso autônomo também controla os atos sexuais nos dois sexos. No masculino, o parassimpático produz a ereção, e o simpático, a ejaculação.
No sexo feminino, o parassimpático produz a ereção de todos os tecidos eréteis em torno do intróito vaginal, o que faz com que fique estreito e secrete grande quantidade de muco, o que facilita o ato sexual.
O efeito do simpático sobre a função sexual feminina não é bem conhecido, mas acredita-se que esses nervos possam produzir o peristaltismo uterino invertido, durante o orgasmo feminino.
Quanto ao útero, a estimulação simpática inibe a contração em mulheres não grávidas, e estimula em mulheres grávidas. E o parassimpático não possui efeito sobre esse órgão. 
 
Músculos:
No músculo estriado cardíaco, a estimulação simpática aumenta sua atividade, enquanto que o parassimpático diminui.
No músculo circular da Iris, o parassimpático faz a contração, miose, e favorece a drenagem do humor aquoso.
No músculo ciliar, o parassimpático faz a contração, diminui a tensão dos ligamentos, adapta a visão para perto.
Músculo liso dos brônquios, o parassimpático faz a contração
Nos músculos esqueléticos, a atuação cabe ao sistema nervoso simpático.
Durante uma atividade física, o metabolismo muscular aumentado exerce o efeito local de dilatar os vasos sanguineos dos músculos, porem ao mesmo tempo, o sistema simpático fica ativado, produzindo a contração dos vasos sanguineos na maior parte do corpo. Essa vasodilatação local nos músculos permite o fluxo sanguineo sem impedimento, enquanto a vasoconstrição diminui quase todos os outros fluxos sanguineos regionais, com exceção do coração e cérebro. Assim, o sistema simpático favorece o desvio do fluxo de sangue pelos vasos dos músculos em atividade.

terça-feira, agosto 19, 2014

a mulher vista por um jovem

Em um primeiro momento, por algum motivo, os olhos se atraem pelas curvas, pelo cabelo, pelos olhos, pela exuberância dos traços que seduzem e deixam o homem em estado de perplexidade, maravilhado de tal forma que é capaz de perder-se nas palavras e sentir-se o mais tolo dentre os mortais. O tempo passa e para o homem sábio aquela bela garota que um dia aceitou seu amor ganha paulatinamente novos e inquestionáveis traços de admiração, traços que o homem tolo não é capaz de perceber pois seus olhos são cegos para o que há de mais belo na identidade de uma mulher.


O homem que tem uma mulher do seu lado experimenta emoções que jamais experimentaria na companhia de outros homens, muito menos na solidão. Desde as manifestações químicas do corpo até a inexplicável sensação de um poder divinal quando aquela linda garota torna-se mulher e lhe presenteia com a possibilidade de tornar-se um pai. Os filhos vêm, e o homem continua inquieto e sem saber como ela consegue ser mãe, tão atenciosa, tão devota daqueles filhos, tão paciente, uma paciência que homem nenhum na face da terra seria capaz de ter.



A textura daquela pele jovem transforma-se com o tempo, assim como transforma sua capacidade de amar, de compreender, de entregar-se. O amor transcende o físico, mas muito mais que uma possibilidade prazerosa de encontros constantes com esta mulher, com o tempo o homem terá se tornado um com ela, a perfeita extensão de seu próprio eu que só seria capaz de se realizar de forma tão perfeita como um pai, co-criador da vida humana, em uma união perfeita com ela, a mulher que tudo tornou possível.



O homem sábio percebe que, sem ela, ele nada seria, talvez um eterno adolescente obcecado pelo prazer que não consegue tornar-se homem apesar da idade que continua a envelhecer. O homem sábio vê além das curvas, ele olha nos olhos e não acredita que foi digno de ter sido escolhido, de ter tido seu pedido de casamento aceito, ele é um eterno apaixonado. O homem sábio não compreende os comentários dos tolos que afirmam em suas rodas de amigos que o casamento é um fardo, que a mulher é um problema e que é difícil amar.



mulher tem o poder de desestabilizar e desestabiliza, tem o poder de dar à luz e ilumina, ela não brilha só, seu maior dom é fazer brilhar, faz brilhar os filhos pelo simples dom de ser mulher, faz brilhar ao homem pelo simples dom de ser esposa. A mulher brilha em todo lugar e para todo o mundo, o tolo e inseguro tem medo do brilho de sua mulher, quer escondê-la, enquanto o sábio se realiza em vê-la brilhar para todo o mundo, pois é o brilho de sua felicidade a maior prova de que este homem não cometeu o crime de privar o jardim do mundo da beleza daquela rosa singular, única e irrepetível.



Os anos sempre se passarão e os eternos adolescentes se tornarão frustrados pela obsessão estéril de que a garota conquistada não se envelhecesse. Os sábios, por outro lado, serão os mais felizes do mundo, olharão todos os dias no espelho sem acreditar que aquela preciosa pérola que um dia entrou em sua vida ainda permanece ao seu lado apesar das limitações que insistem em multiplicar-se em seu próprio corpo. Os sábios sorriem porque são portadores da constância de um amor sublime, somam os anos de casamento como um troféu de inestimável valor, olham para os filhos maravilhados com os traços dela que se misturam com os dele nas vidas que só ela, aquela eterna garota por quem se apaixonou, seria capaz de lhe dar.



Caríssimo homem, se um dia fizeste uma mulher sorrir, certamente saberás que a felicidade existe, pois se foste capaz de fazer uma rosa desabrochar, uma estrela brilhar ou o sol não se esconder, nada lhe será impossível. A mulher não é a portadora de tua felicidade, mas se conseguir amá-la te garanto com todas as palavras que puder escrever que tua alegria chegará e não tardará, serás o homem mais feliz de tua vizinhança, a adolescência te dará lugar à maturidade e na tua velhice teu semblante será sorriso e o mundo ao teu redor será constantemente iluminado. 

Elison Santos especialista aleteia network

quarta-feira, agosto 13, 2014

E essa cadeia cíclica do amor... HORA DE DIZER TCHAU - parte 3

"E essa cadeia cíclica do amor?"... nossa isso dá um bom título de livro. Vou pensar nisso mais pra frente, assim que terminar o livro que estou escrevendo.Pois é, me viciei nessa coisa das prosas!

Mas hoje eu vim falar de novo daqueles posts que eu havia colocado aqui há pelo menos dois meses atrás: HORA DE DIZER TCHAU . Por isso dei este nome ao post de hoje. Tenho vivido momentos cíclicos de retorno e afastamento daquele mesmo cara que eu mencionou no dia 21 de abril deste ano e que em junho ficamos decididos a não mais nos falarmos. Se a vida realmente fosse um livro com inicio, meio e fim, seria bem mais fácil de entender o que vai acontecer apenas abrindo a última página.

Eis que mais uma vez, e dessa vez com dez dias de antecedência do dia do mês preferida por ele, porém com quatro dias de antecipação para se completar o ciclo de dois meses exatos, ele reaparece.

Acho que eu desejei que ele voltasse, ou que desse noticias e dessa vez fiz mesmo minha parte e não o procurei, mesmo estando ele boa parte desse tempo de ausência, em meus pensamentos. Foi só eu pensar nele em um dia que no outro trocamos umas mensagens e ele acabou assistindo filme comigo lá em casa. Nos reaproximamos e não mencionamos nada sobre antes. Foi como um primeiro encontro.

Diz um amigo meu que nós dois somos aquele tipo de casal que foram marcados um no outro, como assim? bem, segundo ele, independente do que aconteça, ou das pessoas que nos apareçam, a gente sempre se procura. É como se houvesse uma ligação inconsciente. De fato pude observar isso mesmo. A cumplicidade é real, porém momentânea. É aí que deveria ser pra sempre. É aí que eu fico pensando qual será o próximo capítulo. O que vai acontecer daqui a dois meses?

Sobre os druidas

 Andei lendo por aí sobre os druidas e acabei encontrando este texto sobre desmistificação dos druidas.


O objetivo deste artigo é relacionar e esclarecer algumas afirmações infundadas que têm sido difundidas erroneamente sobre os celtas e os druidas. Com o crescente interesse que essa cultura vem despertando nos dias de hoje, vemos inúmeros livros sobre neo-paganismo, como também artigos em revistas e sites na internet, citando os celtas e os druidas. Os autores de alguns desses livros e artigos certamente não tiveram adequada assessoria ou simplesmente buscaram fontes não confiáveis sobre do assunto, pois muitas das informações são erros sérios sobre os celtas, que acabaram por perpetuar ideias absurdas.
Alguns mitos modernos que surgiram a respeito dos celtas se devem à publicação do livro de fantasia As Brumas de Avalon (de Marion Zimmer Bradley), romance genial e envolvente, mas que poucas verdades traz sobre os celtas, tendo a autora optado por romancear as informações e usado de bastante licença poética, o que é desejável em um romance de ficção. Não serve, no entanto, como base para estudos sobre os celtas e sua religião, o druidismo.
Todas as informações aqui contidas (como em todo o resto deste site), vale lembrar, são fruto de pesquisas em fontes primárias, acadêmicas e arqueológicas. Não buscamos informações na literatura esotérica, mas na História, e nos registros que os celtas nos deixaram através de suas lendas e mitos. A seguir, relaciono os principais pontos de dúvidas e erros:

Mito: Os druidas não eram celtas: dissociar os celtas dos druidas é o mesmo que dissociar os pajés dos índios nativos de nossas terras. Ou, grosso modo, dissociar os padres do catolicismo. Os druidas eram a classe sacerdotal da sociedade celta, eram professores, médicos, juízes, advinhos e conselheiros dos reis e rainhas. Sabemos que nem todas as tribos celtas possuíam um druida ou seguiam o druidismo como religião, mas certamente as tribos da maioria do mundo celta – me refiro aqui à Gália, Grã-Bretanha e Irlanda – tinham um druida como conselheiro, médico, juiz e sacerdote e, como religião, professavam o druidismo.
Hoje em dia, no entanto, os modernos druidas não possuem necessariamente etnia celta, da mesma forma que não é necessário ser hebreu para seguir o judaísmo ou cristianismo, e nem hindu para seguir o budismo.
Mito: Os druidas construíram Stonehenge: o famoso megalítico data de 2000 ac, portanto, foi construído muito tempo antes dos celtas  chegarem às Ilhas Britânicas: isso só ocorreu por volta de 700 ac. Essa informação é recente em termos históricos, pois até antes da datação por caborno 14, atribuía-se aos druidas a construção desse círculo de pedras. No entanto, não existe a menor chance dele ser um monumento druida, ainda que podemos deduzir que os druidas realizavam cerimônias em Stonehenge ao descobrirem seu alinhamento com o nascer do sol no solstício de inverno.

Mito: Allan Kardec era um druida: esse é um equívoco muito comum que freqüentemente associa o espiritismo cristão ao druidismo. Não existe, porém, nenhuma relação entre essas duas correntes religiosas. Ao codificar o espiritismo, Denizard Hypolyte Leon Rivail (nome verdadeiro de Kardec) decidiu adotar o nome Allan Kardec para permanecer no anonimato, uma vez que ele era um conhecido professor/filósofo. Um dos espíritos que estaria passando as informações sobre a doutrina a Denizard, teria lhe aconselhado a usar esse pseudônimo, pois Allan Kardec teria sido uma de suas reencarnações como um sacerdote druida, na Gália pré-romana. Portanto, Denizard/Allan Kardec nunca foi um druida em seu tempo, mas afirmava ter sido um druida em uma de suas encarnações.

Vale sempre lembrar aqui que os celtas não eram reencarnacionistas do mesmo modo que são os espíritas. Para os celtas, a alma era imortal e podia viver muitas vidas, sim, mas não havia o conceito de carma, recompensas ou punições como no espiritismo cristão. Para os celtas não havia um julgamento e nem uma ênfase na necessidade de fazer reparações ao reencarnar. A ênfase era em passar por novas experiências e o impulso da alma não era o dever imposto por um carma, mas sim o desejo e a necessidade natural de reviver até entrar em sintonia com o mundo dos deuses - lugar perfeito em si. (ver mais sobre o assunto em "A visão do renascimento no druidismo" e "Depois da morte", no tópico "Druidismo".)


Mito: Os celtas eram matriarcais e cultuavam uma deusa única: esse também é um erro muito comum e muito observado em livros sobre wicca, a religião criada por Gerald Gardner. Gardner, membro a AOD (Ancient Order of Druids), criou a Wicca baseado em informações apresentadas a ele por seu amigo Ross Nichols (criador da OBOD – ordem druídica muito ativa até os dias de hoje) e também baseado em elementos da maçonaria, bruxaria tradicional e nos trabalhos de Margareth Murray sobre a suposta religião paleolítica que dominava toda a europa e tinha como principal divindade uma Deusa-Mãe. Essa mistura toda resultou numa religião interessante e atraente para nossos dias, mas também gerou muita confusão, pois insinua que os celtas adoravam uma Deusa-Mãe (idéia utilizada no romance “As Brumas de Avalon”), o que nunca foi verdade.
Os celtas eram politeístas, isto é, tinham inúmeros deuses e deusas em seu panteão, com a peculiaridade de que nenhum deles e nenhuma delas era um deus-pai ou uma deusa-mãe absolutos, como acontece entre os gregos, por exemplo, onde Zeus era o deus dos deuses e Hera a deusa das deusas. Os deuses celtas eram tribais e associados ao lar, ao clã, ao local – a paisagem. Não havia uma Deusa-Mãe no panteão de nenhuma tribo celta. Aliás, as deusas celtas desempenhavam em sua maioria o papel de guerreiras ou esposas indomáveis e/ou independentes, que não se submetiam aos maridos, tinham seus amantes e levavam sua vida em liberdade. A Deusa-Mãe da wicca é a Natureza personificada, no panteão celta nenhuma deusa representava a Natureza como um todo, mas aspectos isolados dela e da paisagem a ela atribuída.
A sociedade celta não era matriarcal, isso seria absolutamente inviável para uma sociedade guerreira como a deles. Quando muito, podemos dizer que eram matrilineares, isto é, os filhos recebiam o sobrenome da mãe em vez do sobrenome do pai. Mas poucas tribos adotavam esse processo e, em geral, quem recebia o nome da mãe eram as mulheres apenas.

Mito: Somente as mulheres celtas exerciam o sacerdócio: informação provavelmente interpretada do romance citado “As Brumas de Avalon”, onde as personagens que seguem a assim chamada Antiga Religião (relacionada aos celtas, mas equivocada – a religião dos celtas era o druidismo) eram sacerdotisas da Grande Deusa. Embora Marion tenha citado os druidas e o Merlin como sacerdotes da Deusa única, ela dá total ênfase às sacerdotisas, o que levou alguns a entenderem que o povo celta dava exclusividade de sacerdócio às mulheres. Sabemos, no entanto, que a classe sacerdotal dos celtas era composta por druidas e druidesas, embora alguns autores também digam que eram apenas os homens que podiam exercer essa função – autores estes equivocados, mas certamente influenciados pelo mesodruidismo (ver texto sobre o tema), que era machista/patriarcal como a sociedade da época em que existiu, séculos 18 e 19. São todos unânimes, porém, em negar que somente as mulheres celtas exerciam o sacerdócio. E nenhum deles, nem druidas, nem druidesas, eram sacerdotes da Grande Deusa. Eles eram sacerdotes de seu povo.

Mito: Os druidas eram monoteístas: outro erro absurdo que provavelmente se origina nos equívocos difundidos pelo mesodruidismo. Se houve ou há algum druida monoteísta, certamente ele nasceu depois do século 19 e esteve ou está professando a religião de forma equivocada, influenciado pelo poder do cristianismo. Os druidas clássicos pré-cristãos eram politeístas e, como todo sacerdote pagão, veneravam os espíritos da Natureza, deuses tribais, deuses da paisagem e os ancestrais. O druidismo moderno é igualmente politeísta, pois se baseia nas crenças dos druidas clássicos e não nos druidas do renascimento do século 19.

Mito: Os druidas vieram da Atlântida: não. Mesmo que Atlântica existisse, os druidas não teriam vindo de lá. Embora na mitologia celta existam inúmeras lendas sobre ilhas míticas, os druidas nunca são originários dessas ilhas. Entre essas inúmeras ilhas, inclusive, não há nenhuma que tenha uma semelhança sequer com Atlântida. As ilhas dos mitos celtas são lugares para onde os heróis se dirigem sob o encantamento de algum ser mágico ou então em alguma missão em busca das terras imortais. Os celtas nunca vêm das ilhas, mas vão para elas. Essas ilhas são associadas ao Outro Mundo, à terra da juventude eterna, à terra dos ancestrais, ao local para onde as almas vão depois da morte, onde viverão uma vida perfeita e imortal ao lado dos antepassados e dos deuses.
O druidismo surgiu quando os celtas chegaram nas ilhas britânicas e lá travaram contato com a espiritualidade dos povos neolíticos que habitavam a região. Essa mistura da espiritualidade celta com a desses povos originou a religião dos celtas que conhecemos como druidismo, e esta migrou de volta ao continente, levando o druidismo para a Gália. Alguns autores chamam a religião dos neolíticos de proto-druida, mas a Atlântida está certamente fora de questão. É certo que o surgimento do druidismo é uma mescla da espiritualidade celta (de origem indo-européia) com a dos povos do oeste europeu. Os celtas vieram do coração da europa, onde hoje é a  Hungria, Rep. Tcheca, Suíça. Os povos neolíticos construtores de  estruturas megalíticas do oeste europeu já estavam por lá havia algum tempo quando da chegada das primeiras levas de tribos celtas. Do contato entre esses povos surge o druidismo clássico.

Andréa Guimarães

Quem foram os druidas?

Os druidas formavam uma classe poderosa dentro da sociedade celta – povo que, há 3 mil anos, habitava territórios onde hoje estão Reino Unido e norte da Espanha, de Portugal e da França, na Europa. Todos esses povos compartilhavam um mesmo tronco linguístico e alguns traços culturais. Dentre as diversas funções dos druidas na sociedade, as principais eram como intelectuais e conselheiros.
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Considerados por muitos como magos e bruxos, a filosofia dos druidas era fundamentada nos princípios do amor e da sabedoria. Eles adoravam a natureza e estavam sempre em busca do equilíbrio com ela e com os outros seres. Além disso, cultivavam a música e a poesia. Ainda hoje é possível tornar-se um druida. O druidismo passou a ser considerado como uma filosofia de vida. O treinamento para se tornar um senhor de barba branca, vestido de túnica e sandálias de couro pode levar até quatro anos e há três classes de ensinamento.

SABEDORIA NATURAL
De acordo com o nível de instrução, os druidas podem exercer três funções diferentes
 
Bardos
Quem são: o primeiro grau de aprendizado druídico
Cor: azul
São cantores e poetas. Com a música, expressam as emoções, contam histórias e louvam os deuses. São treinados para passar a mensagem druídica, seus mitos e mistérios ancestrais. Em uma obra irlandesa do século 9, o Glossário de Cormac, os bardos vestiam um manto com penas coloridas.
 
Ovates ou vates
Quem são: magos e médicos formam a segunda classe druídica
Cor: verde
Espécie de xamã, os ovates possuem habilidades medicinais e supostamente mágicas. São conhecedores da astrologia e, em estado de transe, seriam capazes de se conectar com outros seres e o além. Poderiam prever o futuro e transmitir mensagens do outro mundo.
- Segundo o naturalista romano Plínio, o Velho, os druidas usavam uma foice dourada para colher o visco, erva sagrada que cresce nos galhos das árvores.
 
Druidas
Quem são: o último nível são os sacerdotes e juízes
Cor: branco.
Esta é a definição dos druidas: são os profundos conhecedores, conselheiros e responsáveis pelos rituais religiosos druídicos. São também juízes e, no passado, tinham funções políticas importantes.
- Originário de termos gaélicos, bretões e galeses, druida significa “aquele que tem a sabedoria do carvalho”.
- Júlio César teria inventado que os druidas eram adeptos do sacrifício humano para justificar sua campanha militar contra os “celtas selvagens”.
- O mago Merlin (ou Taliesin), que aparece nas lendas do rei Arthur, é, na verdade, um druida. É considerado “o maior bardo de todos os tempos”.
 
UM TREINO DE 19 ANOS
Aprendizado durava o mesmo tempo de um ciclo astrológico
Na Antiguidade, o treinamento de um druida podia durar até 19 anos. Isso porque esse período completa um Ciclo Metônico (criado pelo astrônomo grego Meton) – o tempo mínimo, em anos, para que os calendários solar (365 dias) e lunar (354 dias) se encontrem e também o tempo de intervalo entre dois eclipses idênticos.
 
ELES ESTÃO NO NOSSO CALENDÁRIO
Algumas das datas que celebramos hoje têm origem druida
Os cultos à natureza e aos fenômenos naturais são quase sempre o tema das festividades druídicas. O Sol é cultuado nos solstícios (verão e inverno) e equinócios (outono e primavera). Entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, ocorriam o Samhuinn e o Dia de Todas as Almas, hoje refletidos no Halloween e no Dia de Finados.
 
FONTES: Claudio Quintino Crow, pesquisador de cultura celta e irlandesa, e Philip Carr-Gomm, escritor, psiquiatra e pesquisador do druidismo.

Sobre sonhar com dentes

Tenho recebido inúmeros comentários sobre algum tipo de ajuda com relação à explicação em sonhar com dentes. Entendam que os dentes sã...