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Apresentação de slides

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Quinta-feira, Março 01, 2012

Budismo


O Budismo nasceu na Índia, no séc. VI a.C., com Buda Shakyamuni. Siddhartha Gautama – “Aquele cujo Desígnio será alcançado” ( nome de origem do Buda Shakyamuni) nasceu ao norte da Índia (atualmente Nepal) como um rico príncipe pertencente a família real dos Sákyas. Durante a gravidez, a rainha Maya, mãe de Sidarta, sentia um contentamento tão profundo que inspirou o rei se voltar para as práticas espirituais, encorajando a ação benevolente e compassiva em todos ao seu redor. Na primavera, a rainha deu à luz nos Jardins de Lumbini, sob uma árvore em flor, e faleceu pouco tempo depois.
Criado sob os preceitos das antigas religiões indianas (naquele tempo, a Índia era um território muito rico nas práticas espiritualistas – Yoga já era praticado como ciência espiritualista -, bem como nas ciências como matemática e filosofia), Sidarta foi cercado de belezas e prazeres pelo pai que, temendo que seu único filho deixasse o lar em busca da verdade, o protegeu da visão de qualquer sofrimento.
Quando o príncipe Sidarta atingiu a maioridade, atendeu o desejo de seu pai de se casar, escolhendo a sábia e virtuosa princesa Gopa, cuja mão conquistou mostrando-se mestre nas artes e ciências mundanas, como os esportes (luta, corrida, natação, arte de cavalgar…), as artes (pintura, escultura, música instrumental, canto, dança…) e o comércio.
Além de tais habilidades, Sidarta tinha completo domínio da magia, dos mistérios da natureza, astrologia, escrituras tradicionais indianas, debate, ritos religiosos e Yoga.
Gopa espelhava as qualidades do príncipe, com pureza de coração, indiferente ao luxo e à ostentação. Eles viveram em deleite, nas mais elegantes moradias.
Aos 29 anos, durante quatro passeios aos jardins fora dos muros da cidade real, o príncipe teve quatro visões que transformaram sua vida: um velho homem, abandonado por sua família; um homem desfigurado pela doença e dominado pela dor; um corpo sem vida a caminho do sepultamento, seguido pelos pesarosos parentes; e um tranquilo asceta concentrado na liberação. (Lembrando que o conceito de “liberação” ou “iluminação” já era praticado pelas filosofias da época, como o Yoga). Profundamente impressionado com a inevitabilidade do sofrimento e inspirado pela serenidade do asceta, o príncipe resolveu renunciar a seu reino para buscar o fim do sofrimento. O coração e a mente de Sidarta abriram-se completamente e ele abraçou o inevitável sofrimento de que os seres humanos padecem.
Partiu a cavalo com seu amigo e cocheiro Chandaka, a caminho da estupa do Buda anterior, Kasyapa, onde o príncipe trocou suas vestes reais pelas roupas em farrapos de um mendigo. Cortou seus cabelos, signo de sua condição real, rompendo simbolicamente os laços com a vida anterior. Mandou que o amigo retornasse ao palácio e foi em busca do “incriado, imorredouro, imperturbável”. Por um tempo viveu só na montanha de Rajagrha, e depois foi atrás de cada mestre do país, de cada filosofia, aprendendo seus ensinamentos, até que continuou sua busca espiritual por si só.
Viveu em lugares ermos e praticou as mais severas austeridades, como comer apenas um grão de arroz. Através de tais práticas, alcançou níveis de consciência muito expandidos, embora temporários, e desenvolveu extraordinário poder de determinação, mostrados em cada pedido de seu pai para que regressasse.
Compelido pela compaixão dos seres em sofrimento, abandonou a prática de austeridades, aceitou o prato de arroz com leite oferecido por uma donzela, e sentou-se solitário sob a árvore bodhi, a algumas milhas ao sul da vila de Gaya. Ali, fez voto de não se levantar até que tivesse atingido completa e perfeita iluminação. Sem se distrair ou seduzir com os deuses do medo e do prazer, Sidarta, naquela noite, compreendeu as as operações internas do samsara, o ciclo de nascimento e morte, as vidas passadas de todos os seres e observou o karma em operação.
Compreendeu os padrões de sofrimento, o emaranhado de suas causas e condições e a maneira de trazê-las a um fim. Torna-se um Buddha, o completamente desperto.
Após sete semanas, o Desperto levantou-se de sob a árvore bodhi e dirigiu-se ao Parque das Gazelas em Varanasi, onde residiam seus antigos seguidores. Pelos 45 anos seguintes, o Buddha viajou extensamente ensinando o Dharma a centenas de milhares de seguidores.
Durante o octogésimo ano de vida do senhor Buda, chegou o tempo de seu último ensinamento: Conclamou seus seguidores a buscarem a verdade por si mesmos e a agarrarem-se à verdade como uma lâmpada e a um refúgio. Depois de pronunciar suas últimas palavras – “Monges, a decadência é inerente a todas as coisas compostas”, o Desperto entrou em Paranirvana, fundindo-se com o inconcebível onipresente Dharmakaya.
Pelas mãos de seus discípulos, o budismo firma-se como filosofia e religião em diversas vertentes, que dão continuidade aos ensinamentos do Buddha.

Buda

"Não acredite em algo simplesmente porque ouviu. Não acredite em algo simplesmente porque todos falam a respeito. Não acredite em algo simplesmente porque está escrito em seus livros religiosos. Não acredite em algo só porque seus professores e mestres dizem que é verdade. Não acredite em tradições só porque foram passadas de geração em geração. Mas depois de muita análise e observação, se você vê que algo está de acordo com a razão, e que conduz ao bem e beneficio de todos, aceite-o e viva-o" - Buda

Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

O significado das palavras


- ...
- Você gosta de que?
- Gosto de palavras.
- Que tipo de palavras?
- Todos os tipos, menos as que doem.
- Hum...
-Você é uma palavra...
-E você gosta?
-Gosto sim...
-Eu gosto de você. E isso é uma afirmação. Não tem um “acho” na frente.
-É porque eu também sou uma palavra...
-Pode ser...
-Quer algumas palavras de presente? Posso te dar.
-Não sei... Tenho um pouco de receio. Não lido muito bem com as palavras...
-Mas as minhas são um pouco mágicas. É que saem de dentro, sabe. Não surgem na boca ou nos dedos... Surge do ventre, da barriga... Ou daqui ó. Do peito...
- É? Você me doaria algumas, então?
-Sim... Mas antes, você precisa me dizer uma palavra também.
-Ué, você não disse que me daria palavras? Porque está me pedindo uma agora? Já te disse que não me dou muito bem com elas...
- Me diz uma. Uma que saia da boca mesmo. Junte os lábios, force a língua. Alguma palavra vai sair. Sem a sua palavra, não tenho como fabricar as minhas...
- ...
- Mas tem uma coisa... As minhas palavras, enquanto estiverem saindo de mim, continuam sendo minhas... Só passam a ser suas quando eu terminar e estiver vazia. E aí, faça delas o que quiser. Se servir, as utilize. Caso não sirva, deixe que o vento as leve. Entendeu?
- Entendi...
- Me dá uma palavra agora!
- Amor. Só isso pode ter em mim e só isso posso te dar. E te dou a palavra amor...
- Amor... Sei que minhas palavras são poucas, mas o que me move ao ganhar essa palavra é um impulso livre. Um vento bom...  E as minhas palavras são tão pouquinhas e insuficientes para doar amor... Mas uma coisa eu te digo, tudo que te dou a partir do amor, sai do coração. Não existe simplesmente porque existe. Existe porque precisa viver, precisa ser sentido. Vai além, muito além das palavras pequenas que tenho... É a semente que por amor recebe água. Que por amor à água, resolve brotar. E por brotar ama mais e floresce. Amor floresce. Amor é flor. E por amor à flor, surgem mais sementes. É tudo aquilo que também por ser muito até dói. Mas o que fazer da dor se não se sente nada além que uma vontade imensa de amar... Não sei ao certo quanto tempo o amor morou em mim, mas ele está aqui agora... Não é tão leve, nem tão claro como a água nem tão bonito quanto à flor. Mas é real, é honesto, é luz, insistindo em iluminar o breu do meu coração. Amor não é feito pra entender, não é feito pra definir, não é feito pra se achar. É feito pra confundir, pra se perder, pra criar sorrisos...
Não sei ao certo quanto tempo o amor morou em mim, mas ele está aqui agora.
Mais do que todas essas palavras, pegue pra você o que há entre elas, por dentro delas... Seu peso, sua textura, sua consistência... Sua essência. Esqueça os significados, esqueça os conceitos e só queira sentir... Por que, posso não saber por quanto tempo ainda o amor permanecerá, mas ele está aqui agora...
- ...
- Que?
- Nada.
- Ai ai...
- Senti. Senti o seu amor...
- E...
- Não sei usar as palavras, mas estou sentindo. Estou cheio de tudo que disse. De cada palavra que me deu. E que agora são minhas.
- ...
-Que foi?
-Nada.
-Nada não... Cadê seu brilho?
-Está aqui em algum lugar... É que agora estou vazia.
-Vai passar...
-Eu sei que vai.
-E, sabe... Você não está assim tão vazia... Sobrou o amor. Eu o sinto aqui...
-É. Ele está aqui agora... Que se demore...

Concientemente eu posso até te negar, mas, dentro de mim, você continua sendo uma afirmação. Como pode alguém fazer tanto sentido?!!!

Frejat - Desculpas já não peço mais



BOA MÚSICA.

Sexta-feira, Fevereiro 24, 2012

O cemitério de Praga. Quatrocentos mil exemplares vendidos na Itália em um mês. Um tratado sobre o mecanismo do ódio, e espécie de síntese da história do preconceito, o livro causou desconforto em setores mais conservadores da sociedade italiana, principalmente entre religiosos, por misturar personagens históricos a um anti-herói fictício, cínico e maquiavélico, capaz de tudo para conseguir se vingar de padres, jesuítas, comunistas, mas, principalmente, dos judeus. Repleto de teorias da conspiração, falsificações, assuntos maçônicos e detalhes da unificação italiana, é no antisemitismo que repousa o coração da narrativa. O cemitério de Praga também lembra um dos mais impressionantes episódios de falsificação da história: Os protocolos dos sábios de Sião, um texto forjado pela polícia secreta do Czar Nicolau II para justificar a perseguição aos judeus. Os escritos, que se acredita terem sido baseados em um texto francês ? Diálogos no inferno entre Maquiável e Montesquieu ? descreviam um suposto plano para a dominação mundial pelos israelitas. E serviriam de inspiração a Hitler para os campos de concentração. O odioso Simonini, que o próprio autor define como um dos mais repulsivos personagens literários já criados, é um mestre do disfarce e da conspiração. Um falsário a serviço de vários governos. Do nordeste italiano até a Sicília de Garibaldi, das favelas de Paris às tabernas alemãs, passando por missas negras, o bombardeio a Napoleão III, a Comuna de Paris, o caso Dreyfus, o Ressurgimento, Simonini é todas as revoluções, as más escolhas, os erros do século XIX, que Eco reconstrói com grande rigor histórico, entre tomadas de poder e revoluções. Com ares de novo clássico, O cemitério de Praga leva as mentiras históricas a novos patamares e revela, ainda, ferramentas usadas por falsários e propagandistas. Um trabalho memorável de filosofia da história e a natureza da ficção. Eco em sua melhor forma.

Terça-feira, Fevereiro 21, 2012

Escrito Nas Estrelas cap 87 21/07/10 (1/4)


Tive que postar de novo, depois de tanto tempo. O post de julho de 2010 expiro no youtube. Nunca vou me esquecer desta cena, da explicação, desta novela.

Pai e Filho Lição de Vida Lindo


Entre agradar o outro e ser você mesmo...

Entre agradar o outro e ser você mesmo...
Quando iniciamos um relacionamento, é muito natural tentarmos agradar o outro. Afinal, é a fase da conquista, é tempo de cativar um coração desconhecido. Para isso, é preciso que haja identificação, harmonia, desejo de continuarem por perto... 

No entanto, também é muito natural que, com o passar do tempo, cada um comece a revelar seus desejos e seu modo de ser, e nem sempre o que um quer e faz, é o mesmo que o outro gostaria ou faria. São duas pessoas que, por mais que se descubram profundamente interessadas mutuamente, têm histórias, valores e gostos diferentes. 

Algumas pessoas, ao perceber que desagradaram ou decepcionaram o outro com sua atitude, escolha ou com a simples expressão de si mesmas, sentem-se inseguras e com medo de que a relação termine. Assim, decidem relevar essa vontade para considerar a vontade do outro. 

Sem dúvida, saber ceder é uma qualidade admirável. Aliás, cada vez mais rara eu diria. Mas é preciso compreender, antes de qualquer coisa, a diferença, a sutil diferença entre ceder conscientemente e anular-se, subjugar-se e não ocupar seu lugar nos relacionamentos. 

Em outras palavras, o fato é que, numa relação, é preciso aplicar a famosa regra do “nem 8, nem 80”. Isto é, equilíbrio é o segredo. E embora nem sempre seja fácil praticar o equilíbrio, especialmente porque os resultados também dependem do bom senso do outro, eu diria que com bastante diálogo e disposição para o amadurecimento, é possível. 

Dito isso, penso que o verdadeiro problema nessa questão sobre agradar o outro ou ser a gente mesma é mais profundo. O buraco é mais embaixo. Acontece que muitas pessoas têm afogado seus desejos, ignorado seus sentimentos, tapado os ouvidos para sua intuição e fechado os olhos para si mesmas não como demonstração de maturidade e equilíbrio e sim, justamente o contrário: como demonstração de imaturidade, desajustes internos e de uma enorme urgência em se rever antes de tentar agradar o outro, seja esse outro quem for. 

Até porque, convenhamos, uma pessoa que termina fazendo tudo o que outro quer, está bem longe de ser agradável. Ocupa apenas o lugar de quem alimenta, além de seus próprios desajustes, também os desajustes óbvios do outro. Sim, claro, quem aceita estar numa relação onde o outro nunca tem vez e sua vontade tem de ser a soberana, está decididamente demonstrando o outro lado da mesma moeda! Ou seja, não existe uma vítima e um vilão. Existem dois seres humanos precisando trabalhar suas individualidades e a capacidade de enxergar a si mesmo e ao outro como merecedores de algo que faça mais sentido. Que se pareça um pouco mais com amor. 

E que nos tornemos cada vez mais cientes de uma grande verdade: ser a gente mesma não é uma escolha, não é uma ação forçada. É a suave e natural consequência de um processo de autoconhecimento e, sobretudo, de saber reconhecer que toda vez que não encontrarmos espaço para expor o que sentimos e queremos, ou seja, espaço para sermos inteiros e íntegros, então essa situação não é real. E não vale a pena ser vivida. 

Por fim, só existe um jeito de agradar a pessoa certa, na hora certa e no lugar certo: sendo quem você é! Enquanto isso não acontecer, enquanto você estiver perdido de si mesmo, vai continuar atraindo a pessoa errada, na hora errada e no lugar errado!

Domingo, Fevereiro 19, 2012

smallville time after time legendado



Nem precisa dizer que eu fiquei vendo este vídeo repetidas vezes e chorando, né?
Gosto do seriado, acho que sou uma das poucas que gosta e que tem todas as temporadas. Amo esta música antes de entrar na trilha e mais ainda nessa versão bem acústica.
Só essas náuseas que não me deixam em paz. Sensação horrorosa!

Quinta-feira, Fevereiro 16, 2012

É a primeira vez que eu leio um livro e não lembro do Thiago Cid como personagem.  Até hoje ele sempre era retratado por mim como o personagem da história. Hoje comecei a ler Querido John. Tive a chance de ter o filme em mãos, mas tenho que ler o livro antes. Das 25 páginas que li dentro do ônibus, o pensamento era somente para uma pessoa , a cada linha, parágrafo só o rosto dele me vinha à cabeça. Tive que conter minhas lágrimas para não chamar atenção das pessoas.

Ontem e hoje meu humor tem tido alterações rompantes. Hoje chorei tanto sem uma razão específica. Eu me perguntava chorando o motivo de eu estar assim. Nunca vi coisa igual. 

Ontem, magoei alguém com palavras que soaram ríspidas. Eu sou assim tão louca e sempre me arrependo depois. O arrependimento não é porque eu estive errada, mas por eu tirar minhas próprias conclusões. Céus! Por que diabos estou cobrando algo que não é um relacionamento? Talvez eu tenha a resposta, talvez eu já tenha criado uma paixão, uma ilusão, o medo de perder. Como eu quero deixar de ter alma sonhadora! Como eu quero deixar de crer.

Estou com medo de estar grávida. Medo de algo que eu desejei tanto. Medo de morrer sem ver um filho nascer. Medo por ter sentido todas essas sensações horríveis por causa de hormônios.Medo de ser velha demais. Medo... de alguém gostar de mim e não ficar comigo. 



Quarta-feira, Fevereiro 15, 2012


Grávida de um mês

O primeiro mês de gravidez costuma ser o que a mulher fica mais ansiosa. Aparentemente pouca coisa muda, mas os sintomas, sinais e sensações ficam evidentes neste estágio, é o momento de adaptação do corpo para a nova vida que chega.
Muitas mães também não se dão conta que estão grávidas com um mês de gestação. Grande número, só descobre a gravidez perto do terceiro mês.
Neste artigo, tentamos compilar as informações básicas e necessárias sobre este mês tão importante, e o que você deve / não deve fazer.

Sinais característicos e sintomas de gravidez no primeiro mês:

- Ausência ou diminuição significativa da menstruação
- Cansaço e sonolência
- Vontade de urinar com freqüência
- Náusea, vômitos e salivação excessiva
- Âzia e dificuldade de digestão
- Repulsa ou desejo por certos alimentos
- Modificações no seio (inchaço, sensação de adormecimento, formigamento, escurecimento das aréolas, aparecimento de pequenas veias de cor azul sob a pele, devido ao aumento de irrigação sanguínea no seio)

Sinais emocionais

Instabilidade emocional, similar à TPM como, por exemplo, maior irritabilidade, mudanças repentinas de humor e vontade de chorar
Apreensão, medo, alegria, excitação.

Desenvolvimento do feto

Aproximadamente no 14° dia do ciclo menstrual, o óvulo feminino é liberado pelo ovário e se dirige ao útero através das trompas.  De seu encontro com o espermatozóide procede a gestação.
O óvulo fecundado então se transforma em um embrião depois de aproximadamente seis a oito dias após a concepção. Nesta fase, ele é formado por algumas centenas de células que serão as precursoras na formação de todos os futuros órgãos.
Devidamente acomodado no útero, o embrião começa a desenvolver os sistemas de formação da placenta e do cordão umbilical, que permitem que ele se adapte à vida aquática dentro do útero até o momento do nascimento.

O que você vai sentir?

CANSAÇO

O cansaço vem porque seu corpo está produzindo todo o complexo embrião-placenta, que é o sistema que servirá para sustentar a vida de seu bebê, e também está se adaptando a muitas outras necessidades físicas e emotivas da gravidez. Todo esse processo deve continuar nos primeiros três meses, por isso, se estiver se sentindo muito cansada considere como um fato normal e aproveite para descansar. Mas se o cansaço for excessivo ou acompanhado de desmaios, palidez ou palpitações é importante comunicar o seu médico.

NÁUSEA MATUTINA

Muitas vezes ela pode aparecer em outros períodos do dia, como à tarde e à noite, ou mesmo durar o dia inteiro, mas na maioria das vezes ela é matutina. Ninguém ao certo sabe definir a causa da náusea, mas algumas dicas de como aliviá-la são: faça desde o início da gravidez uma alimentação mais saudável e balanceada; beba muitos líquidos (chás, sucos ou sopas) ou alimentos com alto teor de água (frutas e verduras); evite sentir o cheiro ou a visão dos alimentos que você já identificou que lhe causam a náusea; faça várias pequenas refeições ao dia, evitando ficar longos períodos de estomago vazio; durma bem para se sentir relaxada, e quando levantar de manhã, faça-o lentamente; não tome medicamentos contra a náusea sem antes falar com seu médico.

VONTADE DE IR NO BANHEIRO TODA HORA

No primeiro e último trimestre da gravidez, a maior parte das gestantes faz freqüentes idas ao banheiro, e um dos motivos é o aumento representado pelo maior volume de líquidos corpóreos e pela maior eficiência dos rins. Outro fator é a compressão feita pelo útero, que começa a aumentar de tamanho, pressionando a bexiga.
Lembre-se de sempre consultar seu médico.

Terça-feira, Fevereiro 14, 2012

Eminem ft. Lloyd Banks - Where I'm At (Legendado)


O AMOR EM CAIXAS...

(aonde foi que eu perdi meu sapatinho?)

Das duas, uma. Ou você tem namorado(a), amante, parceiro (a); ou está sozinha. A sociedade prega que as pessoas vivam em pares. Isso não é de hoje. Mas eu gostaria de dizer que sinto uma imensa preguiça desse papo. Papo furado de quem leu muito "Romeu e Julieta". Eu acredito no amor. Não como uma salvação. Mas como um prêmio de quem consegue se achar. E se conhecer. Não acho que a felicidade do outro esteja unica-e-exclusivamente em alguém. Longe disso. O que eu vejo muitas vezes são pessoas desesperadas para encontrar alguém. Mulheres lindas e inteligentes que acreditam que são menos por não serem dois. Fico triste com tudo isso. Muita gente casa sem querer. Namora sem saber os sonhos de quem dorme ao seu lado. As pessoas banalizam o amor e o colocam em pacotes. Com laços de fita e tudo. Muito chique. Da Trousseau.

(O que eu acho é que o mundo precisa de pessoas apaixonadas. Por elas mesmas.)

Valentine's Day


São Valentim e o Dia dos Namorados


Entre nós, o Dia dos Namorados celebra o amor, a paixão entre amantes e a partilha de sentimentos. Todos os anos, no dia 14 de Fevereiro, ocorre a azáfama da troca de chocolates, envio de postais e de oferta de flores. Muitos casais planeiam jantares românticos, noites especiais e fazem planos para surpreender e agradar à sua «cara-metade». Há também quem escolha este dia para se declarar à pessoa amada e também quem avance com pedidos de casamento, embebido pelo espírito do dia.



A História
O Dia dos Namorados é celebrado naquele que até 1969, era o Dia de São Valentim. No entanto a Igreja Católica decidiu não celebrar os santos cujas origens não são claras. Isto porque até nós chegaram relatos de pelo menos dois Valentim, santos martirizados, directamente relacionados com o dia 14 de Fevereiro.

As raízes deste dia remontam à Roma Antiga e à Lupercália, festa em homenagem a Juno, deusa associada à fertilidade e ao casamento. O festival consistia numa lotaria, onde os rapazes tiravam à sorte de uma caixa, o nome da rapariga que viria a ser a sua companheira durante a duração das festividades, normalmente um mês. A celebração decorreu durante cerca de 800 anos, em Fevereiro, até que em 496 d.c., o Papa Gelásio I decidiu instituir o dia 14 como o dia de São Valentim, para que a a celebração cristã absorvesse o paganismo da data. 

A dúvida persiste no entanto, em saber a qual dos santos se refere este dia. Muitos acreditam tratar-se de um padre que desafiou as ordens do imperador romano Claudio II. A lenda diz que o imperador proibiu os casamentos com o argumento de que os rapazes solteiros e sem laços familiares, eram melhores soldados. Valentim terá ignorado as ordens e continuado a fazer casamentos em segredo a jovens que o procuravam. Segundo a lenda, Valentim foi preso e executado no dia 14 de Fevereiro, por volta do ano 270 d.c.

Outra lenda diz que um outro padre católico se recusou a converter à religião de Claudio II, e este mandou prendê-lo. Na prisão, Valentim apaixonou-se pela filha do carcereiro que o visitava regularmente, a quem terá deixado um bilhete assinando: «Do teu valentim» (em inglês, «from your Valentine»), antes da sua execução, também em meados do século III..



Nesta lenda, a conotação do dia e do amor que ele representa não se relaciona tanto com a paixão, mas mais com o «amor cristão» uma vez que ele foi executado e feito mártir pela sua recusa em rejeitar a sua religião.

Sexta-feira, Fevereiro 10, 2012

Rendição.

Eu bem podia ler alguma coisa por aí e postar aqui, mas hoje eu quero falar, ou escrever.
Ano estranho este de 2012, pelo menos está bem diferente dos outros.
A estabilidade no emprego vai bem , obrigada! Relacionamentos novos: nossa, que começo de ano conturbado. Quanto mais acho que estou sendo normal e bacana, vejo que de alguma forma sempre peco, ou me engano. Será que sou eu que interpreto tudo de forma errada?
Será que eu tenho ponto de vista equivocado de tudo o que vejo?
Pode ser que eu não saiba, ou nunca soube interpretar situações?
Meu Deus! O que fazer?
Toques, conselhos, dicas, ou simplesmente esporros. Ontem e hoje, tomei na cara algum desses substantivos aí.
Mal sabia eu que este blog é lido. Lido pelo Edmilton. Pelo menos foi o que ele disse ontem, sobre passagens que eu postei e ele leu. Acho que foram postagens sobre ele.

Hoje: esporro por falar de outros homens em momentos íntimos com outro cara. Aff, que gafe! Esta é a regra número 1 e eu a esqueci. Dali esporro! Assumo o ato inválido.




Segunda-feira, Fevereiro 06, 2012

"Não, ela não era tola. Mas como quem não desiste de anjos, fadas,
cegonhas com bebês, ilhas gregas e happy ends cinderelescos, ela queria
acreditar. "

Nunca, jamais diga o que sente. Por mais que doa, por mais que te faça feliz. Quando sentir algo muito forte, peça um drink.
Caio F. abreu

(...)Sem apego. Sem melancolia. Sem saudade. A ordem é desocupar lugares. Filtrar emoções .
Caio F. Abreu

"Vem, antes que eu me vá, antes que seja tarde demais. Vem, que eu não tenho ninguém e te quero junto a mim. Vem, que eu te ensinarei a voar."
Caio Fernando de Abreu

Fiquei. Você sabe que eu fiquei. E que ficaria até o fim, até o fundo. Que aceitei a queda, que aceitei a morte. Que nessa aceitação, caí. Que nessa queda, morri. Tenho me carregado tão perdido e pesado pelos dias afora. E ninguém vê que estou morto."
Caio Fernando de Abreu

"Podia ser só amizade, paixão, carinho, admiração, respeito, ternura, tesão. Com tantos sentimentos arrumados cuidadosamente na prateleira de cima, tinha de ser justo amor, meu Deus?"
Caio Fernando de Abreu

Quinta-feira, Fevereiro 02, 2012

Jason Mraz -The Remedy (I Won't Worry)

Os homens morrem de medo da língua afiada das mulheres


O ano é 1983. O local é um condomínio de classe média no bairro do Itaim, em São Paulo. Dois garotos, um de 13 e outro de 14 anos, conversam com uma garota pouco mais velha, de 17. Ela é a rebelde mal afamada mais desejada do prédio, desbocada a ponto de permitir qualquer conversa. Eles, meio sem jeito, tentam convencê-la a fazer com eles o que ela não esconde fazer com rapazes mais velhos. Depois de escutar a proposta com um sorriso malicioso, ela responde, sem hesitação: “Claro, eu subo no apartamento com vocês, agora mesmo. Mas, se vocês não conseguirem, eu vou contar para todo mundo”! Os garotos preferiram continuar virgens.

O ano é 1962. O local é um apartamento em Ipanema. Um jovem Tom Jobim de 35 anos toca piano numa festinha da bossa nova e uma loira francesa que estava de passagem pelo Rio se encanta com ele. O nome dela é Brigitte Bardot, a mulher mais desejada do planeta. Ela se acerca do piano e vai ficando, a festa esvazia aos poucos e, num dado momento, o último amigo sai para que Tom e a beldade fiquem sozinhos. Meia hora depois, para surpresa do amigo, Tom aparece no bar habitual. O sujeito, incrédulo, pergunta por que Tom não ficou lá, uma vez que era óbvio que a mulher queria transar com ele. Diz a lenda que o maestro teria respondido: “Eu também queria, mas, é complicado. Está tarde, eu já bebi demais, se não desse certo ela iria falar pra todo mundo. Preferi vir aqui, tomar um uísque com o amigo”.

A primeira história eu ouvi de um conhecido na mesa de um bar. A de Tom Jobim me foi contada por outro amigo, que a leu em algum lugar. As duas dizem exatamente a mesma coisa: os homens morrem de medo de que as mulheres exponham a intimidade deles. Têm razão em sentir-se assim? Depende.

Quando se conversa com as mulheres sobre essas coisas, emerge uma certeza muito nítida: assim como os homens, elas conversam entre si, mas com um grau de franqueza maior. Enquanto os homens se preocupam em contar vantagens, escondendo, escrupulosamente, qualquer motivo de vergonha, tudo indica que os relatos femininos são mais honestos e, aparentemente, mais detalhados. Os homens resumem o fim de semana numa queixa heróica que exalta o seu próprio desempenho: “Quatro vezes por dia é de matar”... As mulheres, pelo que me contaram, vão mais fundo. Detalhes sentimentais, sensoriais e mesmo anatômicos podem ser divididos. Se a transa for boa, as amigas vão ter muita informação. Se for ruim, também. Assim, da maneira mais óbvia, vão se construindo reputações sexuais. Fulano é bom, sicrano não é. Esse cenário justifica inteiramente os temores masculinos.

Nos dois casos, porém, os sentimentos envolvidos pesam muito. Um homem apaixonado fica mesquinho e não divide nada com os amigos. Há mais zelo em proteger “a reputação” da moça, assim como a intenção (muitas vezes secreta para o próprio sujeito) de não despertar interesse dos outros homens por ela. Quando é apenas farra, os homens contam mais, para o bem e para o mal.
As mulheres parecem funcionar de um jeito parecido. Se gostam do cara, protegem. O sexo foi um fiasco, mas, como ele é bacana, nem todo mundo vai ficar sabendo. Se ela achar que o marmanjo agiu como escroto, é diferente: vai encontrar uma maneira de divulgar o vexame para um número maior de pessoas, inclusive os outros homens. Já vi isso acontecer.

Claro, isso é também uma questão de temperamento, ou de caráter, como se dizia antigamente. Há homens falastrões e homens discretos. Existem mulheres maldosas e mulheres mais generosas. Com que tipo de pessoa você está lidando? Talvez fosse bom descobrir antes de levar para a cama o bonitão ou a gostosona que trabalha com você.

A rigor, não há nada de surpreendente nisso tudo. A gente intui que as coisas que ocorrem na intimidade podem (ou vão) se tornar públicas de alguma forma. Por isso os homens têm medo e, em várias ocasiões, hesitam, mesmo quando as portas estão escancaradas. Nem sempre as mulheres entendem a importância desse temor na psicologia masculina – o temor de falhar e, ainda pior, o temor de que todo mundo fique sabendo.

As mulheres que entendem isso têm uma arma poderosa nas mãos. Uma amiga grã-fina me contou que certa vez, na Europa, precisou dividir a cama de hotel com um playboy árabe conhecido pela fama de garanhão. Como ela não tinha para onde ir, e o cara tentava se aproveitar da situação, ela fez uma ameaça simples: “Se você tentar encostar um dedo em mim, amanhã eu vou dizer a todos os seus amigos que eu quis dar para você, mas você não conseguiu”... O Omar Sharif virou de lado e a deixou em paz.

Não são apenas os adolescentes virgens ou os potentados muçulmanos que têm medo das línguas afiadas. Acontece com boa parte dos homens – ainda que eles sejam diferentes entre si. Certos caras são muito seguros a respeito do taco deles, ou apenas ligam menos para a possibilidade de um fiasco. Esses vão em todas as bolas. Os menos seguros, ou apenas mais preocupados com o que vão achar deles, escolhem as parceiras com mais cautela. Se elas parecerem ameaçadoras, são descartadas. Isso explica por que garotas atiradas ou hostis nem sempre conseguem o que querem: elas colocam a sexualidade masculina na parede e muitos homens não ficam confortáveis nessa posição. Uma abordagem menos agressiva muitas vezes funciona melhor.

No fundo, não há qualquer novidade nisso. Somos bichos sociais. Falar, contar, fofocar, dividir é parte da compulsão que nos faz humanos. É improvável que conseguíssemos ser reservados a respeito de sexo, um assunto de tamanha importância na nossa vida. Logo, não conte integralmente com a discrição das suas parceiras. É improvável que elas não falem sobre a sua intimidade. Se você não é o Romário ou o Ziraldo, cedo ou tarde elas terão um fiasco a narrar. E daí? Lide com a situação com menos drama e mais humor. Isso pode até contar pontos a seu favor... com ela, e com quem mais souber do ocorrido.

Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Brilho eterno de uma mente sem lembranças

As coisas que escrevo aqui, tanto pessoais, como os textos que reproduzo, não são aleatórios. Todos eles têm uma razão de ser. Sejam porque eu li em algum lugar e fiquei curiosa pra saber o que significavam, como também são coisas que passam pela minha cabeça.

Quando me leio, me sinto tão triste e rancorosa. Me sinto como alguém desinteressante. Deve ser esse o motivo de meu blog ter o nome de DES INTERESSES. Eu acabei me dando conta disso neste exato momento. Por alguma razão que eu não sei qual.

Eu queria poder ser como Rei Salomão, e se Deus me concedesse um pedido, seria o de ter sabedoria. As vezes me acho esperta, mas quando os dias passam, vejo que tenho tanta coisa a aprender ainda, que refaço mentalmente meus diálogos com outras pessoas, e coloco outras frases que poderiam levar a outro rumo uma história. Me acho tão idiota.

Quando chego a postar aqui, coisa que não faço com frequência, é porque estou sob a influência de algum acontecimento. Agora estou sob a influência do filme que eu demorei seis anos para ver após terem me indicado: Brilho eterno de uma mente sem lembrança. Foi na minha primeira turma do curso de Direito. Acabei me redescobrindo neste filme. Eu queria mesmo poder me esquecer de alguém, (este é o enredo do filme), mas se eu o fizesse, eu me esqueceria do que sou hoje. Isso soa tão confuso, mas não é. As memórias moldam nosso caráter. Isso já foi dito por outros, mas é fato.

Tem uma cena desse filme que me identifico com a louca personagem que vive mudando a cor dos cabelos, sou tão triste que o fato de pensar que seduzo alguém a achar que terá sexo comigo, levanta meu ego. Eu já tinha descoberto essa infeliz incapacidade que tenho em ser auto suficiente. Talvez eu precise mesmo ser o objeto de desejo para me sentir melhor. Acho que é o medo de envelhecer, ou simplesmente ser importante de alguma forma, mesmo que essa forma seja induzindo alguém à sedução. Só que após conseguir o que eu queria, me sinto mal. E acabo me sentindo fútil e espero que reconheçam que sou inteligente.

Inteligente, inteligentíssima. Adjetivos que recebo com certa frequência, mas será que realmente o sou? Sei apenas que tais adjetivos são de muita responsabilidade. Pessoas exigem demais de quem é adjetivado inteligente.
Mas vamos então às citações do tal filme reflexivo:

"A vantagem de ter péssima memória é divertir-se muitas vezes com as mesmas coisas boas como se fosse a primeira vez." - Friedrich Nietzsche




  • Feliz é o destino da inocente vestal
    Sentir raiva é vingar-se das falhas dos outros em si próprio
    Feliz é a inocente vestal!
    Esquecendo o mundo e sendo por ele esquecida.
    Brilho eterno de uma mente sem lembranças
    Toda prece é ouvida, toda graça se alcança -Alexandre Pope 
     

Quarta-feira, Janeiro 18, 2012


  • “Paixão é paixão. É o entusiasmo intercalando o espaço do tédio, e não importa a que se dirige.”


    Pode ser moedas, esportes, política, cavalos, música ou fé… As pessoas 
    mais tristes que já conheci na vida são as que não se importam 
    profundamente com nada. Paixão e satisfação caminham lado a lado. Sem 
    ... elas qualquer felicidade é apenas temporária, porque não há o que a faça
    durar. 

    Nicholas Sparks Querido John pág 65

Domingo, Janeiro 08, 2012

Eu não sei de onde vem isso, mas acontece. É como a preguiça que deixa o homem no sofá enquanto a mulher levanta para fazer a comida, ou o hábito de muitas mulheres de nunca mais guiar um automóvel depois que um homem entrou na vida delas. São acomodações, relaxamentos, auto-indulgências que a gente se permite, mas talvez devesse combater. Alguém vai dizer que essas atitudes revelam quem somos e que um bom relacionamento é, justamente, aquele que nos permite relaxar, sermos nós mesmos sem disfarces e sem afetações. Eu duvido. Acho que esse personagem sem graça que criamos nas relações duradouras não nos revela. Ele é apenas um pedaço bobo e infantil de nós mesmos. Então, apesar do conforto que eu sinto ao seu lado, não tenho a menor vontade de virar um chinelo velho, um apelido ridículo, uma piada repetida no almoço de domingo. 

Quando a gente está num relacionamento, é comum ter vontade de exigir a atenção do outro o tempo inteiro. “Me escuta, olha para mim, fala comigo, pega a minha mão, não me ignora.” Pode ser bonitinho, mas não é razoável. É importante poder ficar longe, mesmo estando na presença um do outro – estar quieto, lendo, trabalhando ou apenas imerso em si mesmo. É igualmente importante poder fazer coisas sozinho, entrar no cinema ou caminhar pela rua sem estar de mãos dadas. A cumplicidade, embora essencial, não nos transforma em uma única pessoa, e isso é bom. Mesmo apaixonados, ainda precisamos boiar sozinhos no mar interior e você não deveria se assustar com isso. Entenda como uma oportunidade de estar na sua, de forma segura: eu estou aqui, você conta comigo permanentemente, minha mão está ao alcance da sua. Mas, às vezes, vou exigir distância e solidão – e é importante que você compreenda isso.

Quando nos conhecemos, eu escolhi você – e fui escolhido – em meio a um monte de outras pessoas. Essa opção não mudou e não mudará enquanto houver carinho e intensidade entre nós. Mas uma coisa, sim, mudou inteiramente: passamos a evitar as tentações da multidão. Um pacto de medo fez com que passássemos a evitar pessoas e situações que nos causam insegurança. Vamos ser francos: não é apenas aquele ex que incomoda, mas uma listinha de pessoas que parece crescer a cada ano, assim como a relação das situações que precisam ser evitadas. Ouvi uma amiga dizer outro dia: ir ao cinema com outra mulher é traição. Seria mesmo? Almoçar, passear, rir, fazer compras, se emocionar fora da relação, esses são todos atos de deslealdade? Não acho que sejam, não podem ser. O mundo, o nosso mundo, precisa ser maior do que isso.
Por isso eu falo de aceitar riscos. Quero que você entenda, e me ajude a entender, que ter alguém não significa não ter mais ninguém ao redor. Às vezes você vai querer jantar com um amigo ou terá desejo de ir a uma festa sem mim. Tudo bem, porque eu também tenho vontade de fazer essas coisas. Há riscos? Claro, eles estão por toda parte. As pessoas são encantadoras, bonitas, sensuais. Mas você e eu temos um pacto, explícito ou não, com ou sem data de validade, que nos mantém unidos e leais um ao outro. No dia em que ele deixar de ser válido, a gente senta e reconversa. Até lá, vamos viver sem medo. Ou enfrentá-lo.

Fotógrafa registra a velhice dos animais


Vídeos e fotos de animais estão entre os maiores sucessos da internet. Todo mundo clica para ver um gatinho brincando com uma caixa. Um cachorrinho fazendo arte. Eles são fofos mesmo – não há o que discutir. Mas nunca tinha reparado que grande parte dos bichos que fazem sucesso na web tem algo em comum: são filhotes. Assim como os rostos de pessoas jovens, as carinhas redondas dos filhotes dominam a mídia. É raro nos depararmos com rugas, com cabelos brancos, com flacidez. E também é raro nos depararmos com a velhice dos bichos.

O novo trabalho da fotógrafa americana Isa LeshkoElderly Animals (Animais idosos), registra justamente esse momento da vida dos animais. A ideia do ensaio surgiu quando Isa visitou parentes em um sítio em Nova Jersey e viu Petey, um cavalo cego de 35 anos de idade. Isa conta que ficou hipnotizada pela imagem daquele animal e começou a fotografá-lo. Depois, fez imagens de outros bichos idosos. Um galo, outro cavalo, um cachorro, um casal de ovelhas.
Vários, segundo Isa, tinham sido maltratados, pareciam cansados. Outros pareciam calmos.  E, alguns, olharam desafiantes para a câmera. Em muitos momentos, ela conta que foi preciso conter as lágrimas. Como quando tirou fotos do galo sem idade definida cujas asas, sem penas, expunham os ossos. Mas mostrar a decrepitude não era a intenção de Isa. Ela queria, em suas palavras, ”ter a certeza de honrar [com as imagens] a experiência do animal”.
A fotógrafa afirma que o trabalho foi a maneira que encontrou de lidar com o próprio medo da velhice e com a sua mãe, que tem Alzheimer. “Minha avó materna também tinha demência. E eu estava morrendo de medo de desenvolver a mesma doença. Esse projeto foi um meio para eu mergulhar nesse medo, tentar entendê-lo melhor e fazer as pazes com o envelhecimento”, disse Isa ao New York Times.
Com seu trabalho, Isa conseguiu fazer as pazes com o seu próprio destino. E nos incentivou a refletir sobre o destino de todos nós – sobre o que tememos, o que valorizamos e as imagens que vemos, e as que deixamos de ver.

Onde estão os homens?


O negócio é o seguinte: não é que eu esteja querendo começar o ano com pessimismo, não. Estou sendo apenas REALISTA. E o que eu quero dizer é: se você é mulher, tem mais de 35 anos e está começando 2012 solteira, não quero te desanimar, não. Mas as chances são grandes de que você TERMINE o ano solteira… Depois dos 35, a regra é: quem namorou, namorou.  Quem não namorou, só contando com um milagre divino. Porque simplesmente está faltando homem no pedaço. Não tá?
Pra onde eu olho, vejo amigas lindas, maravilhosas, independentes e…. solteiras. Mas não são solteiras com “ficantes”, não. São solteiras sem nada no horizonte, sem nem uma paquerinha ao longe, sem fumacinha nenhuma saindo de janela nenhuma para onde se encaminhar no final do dia. Todas se queixam do mesmo: não tem homem, os homens sumiram todos, os bons estão casados ou são gays. Eu diria mesmo que os bons são os gays!
Outro dia fui numa festa de aniversário e a cena era impressionante: a pista de dança estava cheia de mulheres lindas, jovens (inclusive com bem menos de 35 anos!) e… sozinhas. Era tanta mulher que uma bela hora tocou um forró e elas dançavam JUNTAS, fazendo pares umas com as outras! Nesta festa havia apenas dois homens dentro da categoria “solteiro-hetero”. O resto dos homens, ou era casado, ou não era heterossexual. Um dos heteros, olhando para a pista de dança lotada de mulheres, preferiu ir para casa, exausto por antecipação, tal a diversidade da escolha!
Essa semana, num jantar pequeno de amigos, eram 12 mulheres solteiras “contra” 2 homens solteiros. Tenho sempre a sensação de que o placar está desfavorável para as mulheres. Não sei, não, mas ando realmente preocupada com isso. Tenho visto amigas totalmente conformadas com a solidão, como se procurar um namorado já não fizesse mais parte dos seus desejos. Como se o sonho de um companheiro tivesse virado algo tão impossível quanto, no passado, foi para outras gerações de mulheres, a independência financeira, o direito ao voto e outras conquistas adquiridas neste século.
Por outro lado, penso que a independência das mulheres de hoje fez com que ficássemos mais exigentes, mais seletivas do que no passado. Isto só pode ser bom. Ou não? Sonhamos hoje com uma relação idealizada e perfeita como aquelas que vemos nos filmes americanos. E se não for assim, simplesmente saímos pela porta e vamos em frente. Será por isso que os namoros não funcionam? Será por isso que há tantas mulheres sozinhas?
Uma amiga me contou que brigou com o marido e saiu de casa.  Foi para a casa de outra amiga nossa, desabafar. Esta outra amiga, solteirona com mais de 35 anos, deu o seguinte conselho:“você vai voltar a-go-ra pra sua casa e pro seu marido, entendeu? Porque se você não voltar agora, você simplesmente NÃO vai arranjar outro marido, nem outro namorado NUNCA MAIS, porque simplesmente NÃO TEM mais homens para namorar ou casar”. A amiga recém-separada (linda, loura, dos olhos verdes) resolveu seguir o conselho e voltar para casa. Onde está até hoje, feliz da vida com seu maridinho.
Outro dia, uma amiga da minha mãe me disse: “o problema de vocês é que não vocês não aguentam nada, não tem o menor grau de tolerância, e por qualquer motivo se separam”. Será que é isto mesmo? Será que a nossa independência nos trouxe um outro lado de falta de tolerância que nos isola e dificulta as nossas relações amorosas?
Ou será que simplesmente está faltando homem no mercado?
Feliz ano novo!

E eu me perguntei o que tinha acontecido a ele... tá aí a resposta


Físico britânico Stephen Hawking 




completa 70 anos



Hawking sofre de esclerose lateral amiotrófica desde os 21 anos.
Apesar da doença, ele se transformou no cientista mais famoso do mundo.

Do G1, com informações das agências
O físico britânico Stephen Hawking completou 70 anos neste domingo (8). Nascido em Oxford, Hawking é um exemplo do triunfo frente à adversidade, já que aos 21 anos foi diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica, uma doença neurodegenerativa progressiva.
Físico britânico Stephen Hawking completou 70 anos neste domingo. (Foto: AFP)Físico britânico Stephen Hawking completou 70 anos neste domingo. (Foto: AFP)
Os médicos chegaram a lhe dar apenas alguns anos de vida. Mas, apesar de ter perdido o movimento de suas extremidades e da musculatura, inclusive a força do pescoço para manter-se com a cabeça erguida, Hawking chega aos 70 anos como o cientista mais famoso do mundo.
Por ocasião do aniversário de Hawking, o professor Martin Rees, astrônomo do Trinity College de Cambridge, disse que quando conheceu o cientista os dois eram estudantes e pensava que seu companheiro não viveria muito mais por conta de sua doença.
"Foi incrível, chegou aos 70 anos, se transformou sem dúvida no cientista mais famoso do mundo, aclamado por pesquisas brilhantes, por seus livros mais vendidos e, principalmente, por seu incrível triunfo frente à adversidade", afirmou Rees.
Ao lado de seu colega Roger Penrose, ele mostrou que a Teoria da Relatividade de Albert Einstein implica que o espaço e o tempo hão de ter um princípio, o chamado "Big Bang", e um final dentro dos buracos negros.
Hawking também criou polêmica no campo religioso por acreditar que a ideia do paraíso e da vida depois da morte é um "conto de fadas" criado por gente que tem medo da morte.
"Acredito que o cérebro é um computador que para de funcionar quando todos os seus componentes falham. Não existe nenhum paraíso ou vida após a morte para computadores quebrados; isso é um conto de fadas para pessoas com medo do escuro", disse o cientista, em no jornal britânico “Guardian”.
Recentemente, ele voltou a ser notícia ao afirmar, em entrevista à revista "New Scientist", que as mulheres são "um completo mistério" ao qual dedica a maior parte de seus pensamentos.
Hawking foi agraciado com a Ordem do Império Britânico em 1982 e com o Prêmio Príncipe de Astúrias da Concórdia em 1989, além de outras distinções que lhe foram concedidas ao longo dos anos.