terça-feira, setembro 16, 2014

Um lugar nesse mundo

Eu não sei o que eu quero, então não me pergunte
Porque eu ainda estou tentando entender isso
Não sei onde essa estrada vai dar, Eu estou apenas andando
Tentando ver através da chuva que vem caindo
Embora eu não seja a única
Quem se sente do jeito que eu me sinto

(Refrão)

Eu estou sozinha, comigo mesma, e é tudo que eu sei
Eu serei forte, eu estarei errada, oh mas a vida continua
Eu sou apenas uma garota, tentando achar um lugar nesse mundo

Tô com o rádio ligado, meu velho jeans azul
E eu estou vestindo meu coração na minha manga
Me sentindo sortuda hoje, ganhando o pôr-do-sol
Poderia me dizer o que mais eu preciso fazer
E amanhã é apenas um mistério, oh sim
Mas tudo bem

Eu estou sozinha, comigo mesma, e é tudo que eu sei
Eu serei forte, eu estarei errada, oh mas a vida continua
Eu sou apenas uma garota, tentando achar um lugar nesse mundo

Talvez eu seja apenas uma garota com uma missão
Mas eu estou pronta pra voar

Eu estou sozinha, comigo mesma, e é tudo que eu sei
Eu serei forte, eu estarei errada, oh mas a vida continua
Eu estou sozinha, comigo mesma, e é tudo que eu sei
Eu sou apenas uma garota, tentando achar um lugar nesse mundo

Oh eu sou apenas uma garota
Oh eu sou apenas uma garota
Oh oh
Oh eu sou apenas uma garota

domingo, setembro 14, 2014

Força


Poucas pessoas sabem da minha história de vida, pocas porque nunca fui de ter tantas pessoas na vida. Acho até que na maior parte de todos esses anos, só mesmo os parentes próximos, como pais, tios e primos.As pessoas mais importantes da minha vida, morreram enquanto eu ainda era criança.

Sempre me senti sozinha. Brincava sozinha. Não parece muito normal, mas eu jogava joguinhos de tabuleiros sozinha, sendo eu adversária de mim mesma. Isso era estranho, ainda é estranho só de pensar. Eu tenho uma irmã, um ano e seis meses mais nova que eu. Desde sempre ela foi competitiva e sempre tentou tirar vantagens em tudo. Pela pouca diferença de idade, já deu para perceber que ela veio pra me encher o saco, tanto é que tive que parar de mamar no peito, porque a mãe já estava grávida.

Indo um pouco mais no tempo, quando ela jogava comigo, sempre fazia a tal pirraça de parar de jogar quando via que ia perder. Sempre foi assim. Como eu já não queria ficar jogando sozinha, ás vezes eu perdia de propósito, para ela continuar pelo menos mais algumas partidas. 
Nas brincadeiras coletivas, onde a criançada se reunia, tipo queimada, rouba-bandeira, amarelinha, corda, eu sempre escolhia o time ou era a primeira a ser escolhida. Ela sempre foi o "café-com-leite", ou seja, só servia para completar o time, mas não fazia diferença no time, ou era quem não sabia jogar, mas não podia excluir.

Eu não sei porque, mas sempre fui forte fisicamente. Nunca quebrei nada, nenhum osso, que seja, mas tive muitas cicatrizes de vários tombos de bicicletas e raladas no joelhos. Sem mencionar os tantos tombos jogando vôlei. 

Essa reflexão de hoje, me fez pensar que eu sempre fui forte, por dentro e por fora, mas uma chorona. Já perdi a conta de como eu já chorei nessa vida. Eu aprendi a ser sozinha e fazer tudo sozinha, mas é insuportável ser solitária na vida. É horrivel ter que ir ao cinema sozinha, comer sozinha, sair sozinha.
Na adolescência eu tinha uma certa coragem absurda de  ir sozinha nas boates, as tais matinês. Mas eu ia somente para dançar. E como gostava de dançar. Eu acabava puxando papo com uma ou outra pessoa, mas eu voltava pra casa sempre sozinha. 

Voltando a falar da minha irmã. Ela sempre foi capeta. Nunca foi muito inteligente, então aprontava, e sempre arrumava confusão com meninas maiores que ela, se não fosse apenas apanhar, ainda ficava me gritando para defendê-la. Lá ia eu bater na grandona que metia a mão nela. Era engraçado. Eu sempre fui baixinha, mas a nossa pouca diferença de idade me fazia muto mais alta que ela, e tem o fato dela ser considerada fraquinha, porque drenou o pulmão quando era bem pequena devido a uma pneumonia. É como se eu tivesse nascido para ser a protetora dela. Mas o tempo passa, e eu deixei de ser a irmã dela quando fui morar com minha vó aos 11 anos.

Eu sempre quis muita coisa na vida. Muitos sonhos passaram na minha cabeça, mas sempre tinha o raio do não porque não não sobrava grana pra realizar minhas coisas. Eu acabei me tornando uma criança, uma jovem, uma adulta frustrada, até eu conseguir o primeiro emprego e comprar as coisas que eu quis. Tá certo que não realizei nem a terça parte das coisas que eu quis, como por exemplo ser dentista. Eu queria ser dentista, mas a realidade me jogou na cara que o curso era muito caro, mesmo em universidade federal. Tentei fazer uma faculdade que eu só precisasse o do meu cérebro como material de aprendizado e acabei indo pelo Direito. Hoje faço Psicologia, e não gosto nem um pouco de Direito.

Quis fazer yoga e fiz. Tentei outras coisas, do tipo ser piloto de caça, cheguei a fazer a prova, mas não tenho altura e visão precária. Jogar vôlei de verdade, mas a altura tb me limitou. Eu ainda não aprendi a nadar e acabei entrando no muay thai pra perder peso, até que em um treino inicial o instrutor perguntou se eu já tinha lutado antes,  e percebi que eu tinha jeito. Hoje eu tenho luvas de boxe. Quando eu assistia Rock Balboa jamais pensei em subir num ring. Não sou profissional, mas eu tenho treinado e o treino é pra minha própria alma. É meu escape da realidade. Dói, vivo com hematomas, mas eu preciso ficar forte pra enfrentar essa vida de solidão, porque sou guerreira.









sábado, setembro 13, 2014

Oni

Um oni é humanóide; eles geralmente são grandes, mas às vezes pequenos, e têm rostos de homens, macacos ou bestas e ocasionalmente até de pássaros. Freqüentemente possuem chifres, que variam desde pequenas protuberancias a chifres longos, pontudos e espiralados que formam arcos como em um antílope, ou lisos como os chifres de um dragão. Selvagens na natureza, raramente vestem muito mais do que um fundoshi.
A variação mais famosa dos oni - com chifres como de um boi e trajando um fundoshi de pele de tigre, pode ser relacionado aokimon, a porta do demônio, através da qual os infortunados do mundo devem passar. A porta é encontrada no noroeste, ou no sentido do ushi-tora - Ushi e tora que são os sinais do boi e do tigre.
Por outro lado, a aparência dos oni é derivada provavelmente dos demônios chineses, importados dos contos do submundo budistaEmma-Daiō, o rei do jigoku(inferno), é imaginado às vezes como tendo dois assistentes, o aka-oni (ogro vermelho) e o ao-oni (ogro azul ou verde).
oni ni kanabō possui um porrete cravejado com pontas de ferro, o kanabō (金棒?). Mesmo que uma arma tão poderosa pareça desnecessária nas mãos de uma besta tão amedrontadora, de qualquer maneira esses onis são descritos frequentemente carregando estes instrumentos destrutivos.
O oni pode certamente ser encontrado torturando os pecadores no inferno, e ameaçam também seres humanos neste mundo, procurando nas montanhas e povoados de lugares distantes, e montando nas nuvens como os espíritos do vento e do trovão.
Enquanto nos contos folclóricos os onis são geralmente criaturas maliciosas, antropófagas a serem temidas e destruídas por heróis errantes, o oni pode também ter uma função protetora. As telhas onigawara, encontradas na extremidade de telhados japoneses são assim chamadas porque são curvadas originalmente dessa forma para se assemelharem à cara de um ogro, com semblantes ferozes, pretendendo espantar espíritos prejudiciais.
Oni é uma parte chave do feriado japonês conhecido como setsubun. Este festival marca o começo da primavera, e o ano novo no antigo calendário lunar. Pessoas com máscaras do ogro são ritualmente afastados, simbolicamente protegendo o ano vindouro do infortúnio e do mal. Há muito tempo atrás, o oni poderia ser repelido pelo fedor de sardinhas ardentes e outros métodos, mas hoje é o mais popular lançar grãos de soja (que é dito o oni odiar) e gritando "Oni wa soto! Fuku wa uchi!" ("Para fora com demônios! Venha a felicidade!").
Onis marcam presença em alguns gamesanimes, Mangás e tokusatsus.
Em Onimusha, os Onis protegem os humanos dos chamados Genma (outro tipo de demônio) e os personagens principais recebem (no caso de Onimusha 1 e 3) uma manopla Oni para os ajudar, já em Onimusha 2, o personagem principal faz parte de um clã descendentes dos Oni. Em jogos como esse, é possível ver a criatividade atual em criar variantes de seres como esse, além de morto-vivoyoukai e outras criaturas.
No Anime e Mangá Naruto, o Juubi ( 10 Caudas), tem a forma de um oni, só que com 10 caudas e seu olho possui um Sharingan.
No anime/mangá Gantz, os protagonistas participam de uma missão em que devem eliminar os Aliens Oni, mas eles não têm aparência horrenda, são homens adultos comuns com poderes diferentes, como o controle do fogo e o poder de se transformar em qualquer pessoa ou animal.
O pokémon Electabuzz é inspirado no Oni.
Na série de TV Kamen Rider Hibiki, os vários Kamen Riders têm a habilidade de se transformar em guerreiros com aparência de Onis.
No anime Histórias de Fantasmas tem a aparição de um Oni chamado Amanojaku.
No jogo Ao Oni, um Oni azul que assombra uma casa no norte da cidade, é o antagonista. Ao Oni é um RPG Maker.
No desenho animado As Aventuras de Jackie Chan no decorrer da quarta temporada, Jackie Chan precisa enfrentar máscaras onis que ganham vida ao serem usadas.
No jogo de Nintendo 64, "The legend of Zelda: Majora's Mask" o protagonista pode se transformar em Oni Link ao final do jogo, com alguns critérios para isso. Nesse jogo, o "Oni" é referido como "Deity".
Suika Ibuki e Yuugi Hoshiguma são duas oni em forma de garotas na série Touhou Project. Ambas possuem chifres longos, adoram beber sake e têm uma força física descomunal, apesar das aparências.
No mangá de Shaman King aparece o Grande Oni, esse é visto por Hao em sua 1ª vida e é quem dá à Hao o poder de reencarnar a cada 500 anos a fim de participar da Shaman Fight até realizar seu sonho de criar um mundo só de Shamans.
No jogo eletrônico de luta chamado "mortal kombat" os oni são uma raça de criaturas de diversas formas que habitam o inferno e o grotesco covil de goro,eles geralmente são pouco inteligente e possuem 3 olhos,os principais onis da saga são Moloch e Drahmin,Drahmin é um oni que usa uma mascara que o ajuda a não ser um oni selvagem,e sim um ser que fala e pensa.
No anime Urusei Yatsura, uma das personagens principais Lum é uma extraterrestre classificada como Oni.
No jogo Warriors Orochi 3 (Musou Orochi 2) que será lançado pela Koei, haverá um personagem chamado Shuten Döji, o líder dos Onis.
No anime toriko o protagonista pode fazer uma aura em forma de um oni ou hannya
Na terceira temporada da série americana de TV Teen Wolf, Onis são retratados como demônios que vêm das sombras.

quarta-feira, setembro 03, 2014

Os astros dizem que engravidarei

Gêmeos,
Você terá ocasião de evoluir pessoalmente, mostrando-se brilhante e otimista nas tarefas que lhe serão confiadas, então evite dispersões. O período mostra-se muito fecundo e uma cegonha poderia entrar na sua casa, então se vive uma relação a dois terá de usar cautela se não quiser ter um filho. 

Coisa mais estranha esse meu horóscopo de hoje. Ultimamente tenho sonhado com gravidez, pessoas no centro espírita disse que vou engravidar e agora isso. Não sei se choro ou sorrio, porque não faço ideia de quem poderá ser o pai desse meu suposto filho. Será que já to grávida?

segunda-feira, setembro 01, 2014

Assisti ontem no cinema

Título original: Lucy      lucy1-patron-site-simple-signed
Origem: França
Diretor: Luc Besson
Roteiro: Luc Besson
Com: Scarlett Johansson, Morgan Freeman, Min-sik Choi, Amr Waked
Autor de vários gêneros (O Profissional (1994), Além da Liberdade, (2011), A Família (2013)…), Luc Besson, “o mais hollywoodiano dos diretores franceses” – como alguns críticos gostam de dizer por aqui – traz para as telas, neste ano, um filme que mistura ação, ficção científica e filosofia, por mais maluco que isso possa parecer.
Escolhido para abrir o Festival de Locarno, aqui na Suíça, Lucy é um filme envolvente, daqueles que nos deixam ligados do começo ao fim, não nos dando muito tempo para a reflexão, mesmo que o tema e as imagens na tela peçam vez por outra nossa intervenção. Talvez seja justamente este o porquê dos críticos franceses considerarem Besson tão hollywoodiano e de terem falado tão mal deste seu novo filme… A crítica francesa gosta mesmo é de fazer pensar!
É verdade que, logo que o filme termina, ficamos sim com aquela sensação de termos acabado de assistir a uma historia muito louca, barulhenta, sem pé nem cabeça, mas que, enquanto nos distanciamos da sala de cinema, vai devagarzinho fazendo sentido. E, pouco a pouco, vamos conseguindo conectar os fatos, dissecar as imagens, enxergando com mais clareza as tantas mensagens ali implícitas.
Com excelente ritmo, montagem criativa e bem humorada, o filme conta, em uma primeira parte, a história de Lucy (Scarlett Johansson), uma jovem estudante, residente em Taipei, que se envolve com um desconhecido traficante de drogas.
Vestida de casaco de onça, vestido curtíssimo colado ao corpo, maquiagem borrada e uma ressaca animal, a louríssima Lucy acaba virando presa fácil nas mãos dos poderosos traficantes de uma nova droga a ser lançada no mercado europeu: a CPH4. Uma substância sintética que imita a substância natural produzida pelas mulheres na sexta semana de gravidez. Aqui vale um parênteses: (a sequência da entrada de Lucy no hotel, bem no começo no filme, é super interessante, composta por uma montagem paralela, revezando as cenas de Lucy, presa-humana caminhando rumo à armadilha preparada pelo animal-homem e as cenas de uma presa-animal sendo atraída por um animal-animal em plena selva).
Lucy e mais outros infelizes serão usados como “mulas”, transportando a droga dentro de seus corpos para diferentes capitais europeias e para os EUA. Acontece que, após alguns chutes levados na barriga, o saco estoura dentro do corpo da jovem americana e a droga começa a se espalhar por seu corpo. A moça vai pouco a pouco percebendo o mundo de forma diferente, tornando-se hiper sensível a tudo que está ao seu redor. Usando um percentual maior de sua capacidade cerebral, ela lê mentes, enxerga o invisível, aprende a falar chinês em uma hora e muito mais. No entanto, seus sentimentos vão se esvaindo. Não sente mais medo, dor, pena…
Em um segundo momento do filme, mudando de continente e de personagens, vemos o professor Norman (Morgan Freeman), dando uma aula na Sorbonne. Ele apresenta suas hipóteses sobre o que aconteceria se o ser humano conseguisse usar mais do que 10% da capacidade cerebral (teoria, aliás, já bem explorada em obras de ficção científica). Se usássemos 20%, por exemplo, já conseguiríamos ter um domínio bem maior sobre nosso corpo, sobre nossas sensações e sobre o mundo que nos cerca. E o que aconteceria se conseguíssemos descobrir uma maneira de usar 40%? Ou 100%? Neste caso, responde o professor, já estaríamos entrando no mundo da ficção científica.
E a partir dessa fala, o filme começa a se desviar, de fato, para o gênero da ficção científica, com Lucy controlando mentes, objetos, enxergando o que mais ninguém vê, dominando todos os personagens do filme e todos os espectadores na plateia.
Daí por diante, as duas histórias vão então se cruzar, já que é ao professor Norman que Lucy vai pedir socorro. E não vão faltar sequências cheias de ação e movimento, com muitos tiros e muito sangue derramado. Além de cenas pra lá de surreais e psicodélicas, referências a filmes marcantes na história do cinema, como o famoso 2001 – Uma odisseia no espaço (1968), de Stanley Kubrick, ou ao A Arvore da Vida (2011), de Terrence Malick. A maior viagem!
Mas por trás dessa história de desmantelamento de uma poderosa rede de tráfico de drogas, em sua essência, Lucy levanta questões bem mais filosóficas: a que leva tanto conhecimento? Será que precisamos de fato explorar todo o potencial de nosso cérebro? Controlar mentes, ler pensamentos, enxergar o invisível… de que maneira isso nos faz agir de forma diferente dos animais-animais? Qual o preço a pagar? Vale a pena? Para que serve essa corrida desenfreada rumo à informação total, ao domínio de tudo e de todos, se no final, o que conta mesmo na vida é o que conservamos de mais primitivo dentro de nós: nossos sentimentos. Essa é nossa verdadeira riqueza, nossa essência, é o que nos constitui de fato, é quem realmente somos, desde sempre, desde os primórdios, desde a primeira Lucy, fóssil de Australopithecus afarensis encontrado há 3,5 milhões de anos e que fará duas aparições no filme de Besson.
É ver para crer!
Um filme PRA SE DIVERTIR e PRA PENSAR.

segunda-feira, agosto 25, 2014

HORA DE DIZER TCHAU - parte 4

Em

segunda-feira, setembro 02, 2013


As pessoas caras são raras

Não era pra doer mais. Esse tipo de coisa já aconteceu inúmeras vezes, mas ainda dói. Ser preterida é a sensação mais horrível de sentir. Aconteceu de novo. Acho que é porque era a pessoa certa. Perder algo que é caro, machuca. As pessoas caras são raras.

Thiago Cid - citado em postagens anteriores - ensinou- me muito mais do que eu podia imaginar. Me deixou esperta. Me fez inteligente, curiosa. Me fez aprender que a dor da perda tem que durar apenas 3 dias. Que o choro venha com volúpia nesse período. Que a raiva se exale pelos poros. Que coisas sejam quebradas. Palavrões sejam ditos. Que a tristeza seja sentida em sua plenitude. E que tudo, tudo isso passe. Porque a vida segue.
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Nem tudo o que se aprende serve de lição quando se tem no coração a forma errada de errar sempre.
Segundo o que escrevi na minha própria citação acima, parece que não aprendi nada ou o meu sentimento não passou, talvez tenha aumentado tanto que hoje dói. Sentimento que dói é a coisa mais insuportável de se levar no peito: dá taquicardia e angústia.

Eu disse no dia 13 desse mesmo mês, essa passagem: "De fato pude observar isso mesmo. A cumplicidade é real, porém momentânea. É aí que deveria ser pra sempre. É aí que eu fico pensando qual será o próximo capítulo. O que vai acontecer daqui a dois meses?"
Tá tudo errado. Não existe nada de cumplicidade ou qualquer tipo de gostar da parte dele por mim. Fato é que provavelmente ele estava sem grana no fim do mês e nada melhor para fazer, e por que não ter um sexo garantido com uma mulher que gosta dele? Ele não disse isso, mas foi o que eu concluí. 

Semanas se passaram e eu o perdi para sempre. Acho que dessa vez será pra sempre de verdade. Sempre é uma palavra forte quando é negativa. Hoje pude ver melhor que ele nunca me quis de verdade e só descobri isso assistindo ao filme 500 dias com ela. O filme conta sobre um rapaz apaixonado por uma moça e eles ficam "juntos" por um tempo, mas ela sempre disse que não era para valer, que seria casual. CASUAL. Depois desse filme e em uma das cenas finais, onde o rapaz diz a mesma frase que fiz a semana toda: EU NUNCA VOU ENTENDER. Me fez finalmente entender o que ele quis dizer com o casual e que "eu nunca te prometi nada e você que não quis acreditar". Dessa vez eu entendi que quando alguém nos procura pra ficar casualmente e sem compromissos é porquê a pessoa já tem alguém no pensamento, no coração, e enquanto espera a decisão, ou o desenrolar da sua verdadeira história de amor, eu e o personagem do filme apenas fomos um passa tempo sexual e sei lá o que mais, para ocupar o tempo dessa pessoa. Na verdade nunca fomos importantes ou tivemos significado algum para esta pessoa por quem nos apaixonamos, mas que nunca nos dará o que demos a ela, o nosso mais puro sentimento de paixão.

Hoje, mais uma vez, tenho quase certeza de que não haverá mais que esperar dois meses, um dia, anos. Dessa vez acabou de verdade, por mais que doa na alma, e que a garganta pareça ter um bolo de fios de cabelos entupindo o grito de raiva e de tristeza por não poder fazer nada, infelizmente eu tenho que aceitar que mais uma vez eu amei alguém que não se permite a gostar de mim.

Eu ainda não tinha dito que amava. Mas quase quatro anos só pode ser amor.

Eis então que por acaso, ou toque do destino, num desses encontros de grupos entre psicólogos, eu conheci ou reconheci o poema de Carlos Drummond de Andrade, Definitivo. Todos tiveram que ler três poemas expostos e escolher um que se identificasse. Não preciso dizer qual escolhei. Ei-lo:

Definitivo

Definitivo, como tudo o que é simples.
Nossa dor não advém das coisas vividas,
mas das coisas que foram sonhadas e não se cumpriram.

Sofremos por quê? Porque automaticamente esquecemos
o que foi desfrutado e passamos a sofrer pelas nossas projeções
irrealizadas, por todas as cidades que gostaríamos de ter conhecido ao lado
do nosso amor e não conhecemos, por todos os filhos que gostaríamos de ter
tido junto e não tivemos,por todos os shows e livros e silêncios que
gostaríamos de ter compartilhado,
e não compartilhamos.
Por todos os beijos cancelados, pela eternidade.

Sofremos não porque nosso trabalho é desgastante e paga pouco, mas por todas
as horas livres que deixamos de ter para ir ao cinema, para conversar com um
amigo, para nadar, para namorar.

Sofremos não porque nossa mãe é impaciente conosco, mas por todos os
momentos em que poderíamos estar confidenciando a ela nossas mais profundas
angústias se ela estivesse interessada em nos compreender.

Sofremos não porque nosso time perdeu, mas pela euforia sufocada.

Sofremos não porque envelhecemos, mas porque o futuro está sendo
confiscado de nós, impedindo assim que mil aventuras nos aconteçam,
todas aquelas com as quais sonhamos e nunca chegamos a experimentar.

Por que sofremos tanto por amor?
O certo seria a gente não sofrer, apenas agradecer por termos conhecido uma
pessoa tão bacana, que gerou em nós um sentimento intenso e que nos fez
companhia por um tempo razoável,um tempo feliz.

Como aliviar a dor do que não foi vivido? A resposta é simples como um
verso:

Se iludindo menos e vivendo mais!!!
A cada dia que vivo, mais me convenço de que o desperdício da vida
está no amor que não damos, nas forças que não usamos,
na prudência egoísta que nada arrisca, e que, esquivando-se do
sofrimento,perdemos também a felicidade.

A dor é inevitável.
O sofrimento é opcional...


Inspirada, enfim, por Drummond, acabei escrevendo uma das minhas melhores mensagens virtuais para ele. Mas acho que ele não lê nenhuma delas. Sobretudo em momentos raros, ele já me disse pessoalmente coisas que eu tinha escrito, sem mencionar que quando realmente uma delas o toca, ele leva um dia inteiro para responder tentando ser o mais sutil e menos cafajeste com as palavras. Por fim só quis dizer que ele estava livre do meu sentimento e que gostar de alguém é nobre.

sexta-feira, agosto 22, 2014

Sistema Nervoso Autônomo e como se comporta

O sistema nervoso autônomo é formado por dois ramos nervosos situados ao lado da coluna vertebral, os gânglios; um conjunto de nervos que liga os gânglios nervosos aos diversos órgãos e um conjunto de nervos comunicantes que ligam os gânglios aos nervos raquidianos, fazendo com que o sistema autônomo não seja totalmente independente do sistema nervoso cefalorraquidiano.
Esse sistema participa do controle funcional de diversos órgãos, como peristaltismo do intestino, a contração do músculo cardíaco, as secreções do músculo cardíaco, as secreções dos órgãos do sistema digestivo e outras atividades involuntárias.
O sistema nervoso autônomo é dividido em sistema simpático e sistema parassimpático, que apresentam ação antagônica sobre os órgãos que enervam.
Uma das principais diferenças entre os nervos simpáticos e parassimpáticos é que as fibras pós-ganglionares dos dois sistemas normalmente secretam diferentes hormônios.
O hormônio secretado pelos neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso parassimpático é a acetilcolina, razão pela qual esses neurônios são chamados colinérgicos.
Os neurônios pós-ganglionares do sistema nervoso simpático secretam principalmente noradrenalina, razão por que a maioria deles é chamada neurônios adrenérgicos.
A acetilcolina e a noradrenalina têm a capacidade de excitar alguns órgãos e inibir outros, de maneira antagônica.
As ações do Sistema Nervoso Simpático e Parassimpático:
Olhos:
O sistema simpático dilata as pupilas, permitindo a entrada de maiores quantidades de luz no globo ocular, enquanto o sistema parassimpático faz com que contraia o que diminui a quantidade de luz que penetra em seu interior.
Assim, em ambientes mal iluminados, por ação do sistema nervoso simpático, o diâmetro da pupila aumenta. Em locais muito claros, a ação do sistema nervoso parassimpático acarreta diminuição do diâmetro da pupila. Esse mecanismo evita o ofuscamento e impede que a luz em excesso lese as delicadas células fotossensíveis da retina.
As fibras parassimpáticas controlam o músculo ciliar que focaliza o cristalino para a visão de perto. 
 
Sistema respiratório:
Os brônquios são dilatados pela estimulação simpática, porém o sistema simpático provoca uma vasoconstrição muito moderada sobre os vasos sanguíneos do pulmão. Alem disso a estimulação simpática permite o alargamento das vias respiratórias.
Enquanto que o parassimpático faz a constrição dos brônquios, com isso o estreitamento das vias respiratórias. Não possui ação sobre os vasos sanguineos do pulmão. 
 
Sistema digestório:
A secreção dos sucos digestivos por algumas das glândulas do tubo gastrintestinal é controlada, em sua maior parte, pelas fibras parassimpáticas, enquanto as fibras simpáticas têm efeito muito diminuto sobre a maioria dessas glândulas.
As glândulas gástricas do estomago são normalmente quase que controladas de modo total pelas fibras parassimpáticas.
Por outro lado, as glândulas do intestino são controladas apenas parcialmente pelo parassimpático, e, em sua maior parte, por fatores locais, produzidos no próprio intestino.
A estimulação parassimpática estimula o peristaltismo, ao mesmo tempo, que diminui o tônus dos esfíncteres gastrintestinais. O peristaltismo propele o alimento para diante, enquanto que os esfíncteres aberto permitem a fácil passagem desse alimento.
A estimulação simpática inibe o peristaltismo ao mesmo tempo que provoca a contração dos esfíncteres.

Fígado:
A estimulação simpática provoca a rápida degradação do glicogênio, com a formação de glicose no fígado, acompanhada pela liberação dessa glicose para o sangue. Essa glicose sanguinea aumentada representa suprimento de nutrientes disponíveis a curto prazo, para as células dos tecidos, o que é muito útil, durante o exercício.

Pâncreas:
A estimulação simpática realiza a inibição da secreção de enzimas digestivas e insulina. Estimulando a produção de glucagon.
A estimulação parassimpática age na secreção de enzimas digestivas e insulina, inibindo o glucagon. 

Glândulas salivares:
As glândulas salivares da boca, assim como as glândulas gástricas do estomago, são normalmente controladas, quase de modo total, pelas fibras parassimpáticas.

Glândulas sudoríparas:
As glândulas sudoríparas são estimuladas por fibras do sistema nervoso simpático. Entretanto, essas fibras são diferentes das fibras simpáticas em geral, por serem predominantemente colinérgicas. Também, são estimuladas por centros encefálicos que, normalmente controlam o sistema parassimpático e não pelos centros que controlam o simpático. Apesar do fato de que as fibras que inervam as glândulas sudoríparas serem anatomicamente simpáticas, elas podem ser consideradas, em termo funcional, parassimpáticas. 
 
Coração:
A estimulação do sistema nervoso simpático aumenta a atividade cardíaca, algumas vezes chegando a aumentar a freqüência cardíaca de até três vezes e a força de sua contração de duas vezes.
Por outro lado, a estimulação parassimpática diminui a atividade cardíaca. A estimulação forte do nervo vago para o coração pode fazer com que o coração chegue a parar por ate alguns segundos. 
 
Circulação periférica:
A mais importante função do sistema simpático a de controlar os vasos sanguineos de todo o corpo. A maior parte desses vasos sanguineos contrai-se pela estimulação simpática, embora alguns como os vasos coronarianos se dilatem. Pelo controle dos vasos sanguineos periféricos, o sistema nervoso simpático é capaz de regular por curtos períodos de tempo, o debito cardíaco e a pressão arterial, a constrição das veias e dos reservatórios venosos aumenta o debito cardíaco, e a constrição das arteríolas aumenta a resistência periférica, o que eleva a pressão arterial.
O parassimpático quando atua sobre os vasos, os faz dilatar na maioria dos casos, mas seu efeito é tão minúsculo e ocorre em áreas tão restritas do corpo.

Órgãos sexuais:
O sistema nervoso autônomo também controla os atos sexuais nos dois sexos. No masculino, o parassimpático produz a ereção, e o simpático, a ejaculação.
No sexo feminino, o parassimpático produz a ereção de todos os tecidos eréteis em torno do intróito vaginal, o que faz com que fique estreito e secrete grande quantidade de muco, o que facilita o ato sexual.
O efeito do simpático sobre a função sexual feminina não é bem conhecido, mas acredita-se que esses nervos possam produzir o peristaltismo uterino invertido, durante o orgasmo feminino.
Quanto ao útero, a estimulação simpática inibe a contração em mulheres não grávidas, e estimula em mulheres grávidas. E o parassimpático não possui efeito sobre esse órgão. 
 
Músculos:
No músculo estriado cardíaco, a estimulação simpática aumenta sua atividade, enquanto que o parassimpático diminui.
No músculo circular da Iris, o parassimpático faz a contração, miose, e favorece a drenagem do humor aquoso.
No músculo ciliar, o parassimpático faz a contração, diminui a tensão dos ligamentos, adapta a visão para perto.
Músculo liso dos brônquios, o parassimpático faz a contração
Nos músculos esqueléticos, a atuação cabe ao sistema nervoso simpático.
Durante uma atividade física, o metabolismo muscular aumentado exerce o efeito local de dilatar os vasos sanguineos dos músculos, porem ao mesmo tempo, o sistema simpático fica ativado, produzindo a contração dos vasos sanguineos na maior parte do corpo. Essa vasodilatação local nos músculos permite o fluxo sanguineo sem impedimento, enquanto a vasoconstrição diminui quase todos os outros fluxos sanguineos regionais, com exceção do coração e cérebro. Assim, o sistema simpático favorece o desvio do fluxo de sangue pelos vasos dos músculos em atividade.

terça-feira, agosto 19, 2014

a mulher vista por um jovem

Em um primeiro momento, por algum motivo, os olhos se atraem pelas curvas, pelo cabelo, pelos olhos, pela exuberância dos traços que seduzem e deixam o homem em estado de perplexidade, maravilhado de tal forma que é capaz de perder-se nas palavras e sentir-se o mais tolo dentre os mortais. O tempo passa e para o homem sábio aquela bela garota que um dia aceitou seu amor ganha paulatinamente novos e inquestionáveis traços de admiração, traços que o homem tolo não é capaz de perceber pois seus olhos são cegos para o que há de mais belo na identidade de uma mulher.


O homem que tem uma mulher do seu lado experimenta emoções que jamais experimentaria na companhia de outros homens, muito menos na solidão. Desde as manifestações químicas do corpo até a inexplicável sensação de um poder divinal quando aquela linda garota torna-se mulher e lhe presenteia com a possibilidade de tornar-se um pai. Os filhos vêm, e o homem continua inquieto e sem saber como ela consegue ser mãe, tão atenciosa, tão devota daqueles filhos, tão paciente, uma paciência que homem nenhum na face da terra seria capaz de ter.



A textura daquela pele jovem transforma-se com o tempo, assim como transforma sua capacidade de amar, de compreender, de entregar-se. O amor transcende o físico, mas muito mais que uma possibilidade prazerosa de encontros constantes com esta mulher, com o tempo o homem terá se tornado um com ela, a perfeita extensão de seu próprio eu que só seria capaz de se realizar de forma tão perfeita como um pai, co-criador da vida humana, em uma união perfeita com ela, a mulher que tudo tornou possível.



O homem sábio percebe que, sem ela, ele nada seria, talvez um eterno adolescente obcecado pelo prazer que não consegue tornar-se homem apesar da idade que continua a envelhecer. O homem sábio vê além das curvas, ele olha nos olhos e não acredita que foi digno de ter sido escolhido, de ter tido seu pedido de casamento aceito, ele é um eterno apaixonado. O homem sábio não compreende os comentários dos tolos que afirmam em suas rodas de amigos que o casamento é um fardo, que a mulher é um problema e que é difícil amar.



mulher tem o poder de desestabilizar e desestabiliza, tem o poder de dar à luz e ilumina, ela não brilha só, seu maior dom é fazer brilhar, faz brilhar os filhos pelo simples dom de ser mulher, faz brilhar ao homem pelo simples dom de ser esposa. A mulher brilha em todo lugar e para todo o mundo, o tolo e inseguro tem medo do brilho de sua mulher, quer escondê-la, enquanto o sábio se realiza em vê-la brilhar para todo o mundo, pois é o brilho de sua felicidade a maior prova de que este homem não cometeu o crime de privar o jardim do mundo da beleza daquela rosa singular, única e irrepetível.



Os anos sempre se passarão e os eternos adolescentes se tornarão frustrados pela obsessão estéril de que a garota conquistada não se envelhecesse. Os sábios, por outro lado, serão os mais felizes do mundo, olharão todos os dias no espelho sem acreditar que aquela preciosa pérola que um dia entrou em sua vida ainda permanece ao seu lado apesar das limitações que insistem em multiplicar-se em seu próprio corpo. Os sábios sorriem porque são portadores da constância de um amor sublime, somam os anos de casamento como um troféu de inestimável valor, olham para os filhos maravilhados com os traços dela que se misturam com os dele nas vidas que só ela, aquela eterna garota por quem se apaixonou, seria capaz de lhe dar.



Caríssimo homem, se um dia fizeste uma mulher sorrir, certamente saberás que a felicidade existe, pois se foste capaz de fazer uma rosa desabrochar, uma estrela brilhar ou o sol não se esconder, nada lhe será impossível. A mulher não é a portadora de tua felicidade, mas se conseguir amá-la te garanto com todas as palavras que puder escrever que tua alegria chegará e não tardará, serás o homem mais feliz de tua vizinhança, a adolescência te dará lugar à maturidade e na tua velhice teu semblante será sorriso e o mundo ao teu redor será constantemente iluminado. 

Elison Santos especialista aleteia network

quarta-feira, agosto 13, 2014

E essa cadeia cíclica do amor... HORA DE DIZER TCHAU - parte 3

"E essa cadeia cíclica do amor?"... nossa isso dá um bom título de livro. Vou pensar nisso mais pra frente, assim que terminar o livro que estou escrevendo.Pois é, me viciei nessa coisa das prosas!

Mas hoje eu vim falar de novo daqueles posts que eu havia colocado aqui há pelo menos dois meses atrás: HORA DE DIZER TCHAU . Por isso dei este nome ao post de hoje. Tenho vivido momentos cíclicos de retorno e afastamento daquele mesmo cara que eu mencionou no dia 21 de abril deste ano e que em junho ficamos decididos a não mais nos falarmos. Se a vida realmente fosse um livro com inicio, meio e fim, seria bem mais fácil de entender o que vai acontecer apenas abrindo a última página.

Eis que mais uma vez, e dessa vez com dez dias de antecedência do dia do mês preferida por ele, porém com quatro dias de antecipação para se completar o ciclo de dois meses exatos, ele reaparece.

Acho que eu desejei que ele voltasse, ou que desse noticias e dessa vez fiz mesmo minha parte e não o procurei, mesmo estando ele boa parte desse tempo de ausência, em meus pensamentos. Foi só eu pensar nele em um dia que no outro trocamos umas mensagens e ele acabou assistindo filme comigo lá em casa. Nos reaproximamos e não mencionamos nada sobre antes. Foi como um primeiro encontro.

Diz um amigo meu que nós dois somos aquele tipo de casal que foram marcados um no outro, como assim? bem, segundo ele, independente do que aconteça, ou das pessoas que nos apareçam, a gente sempre se procura. É como se houvesse uma ligação inconsciente. De fato pude observar isso mesmo. A cumplicidade é real, porém momentânea. É aí que deveria ser pra sempre. É aí que eu fico pensando qual será o próximo capítulo. O que vai acontecer daqui a dois meses?

Sobre os druidas

 Andei lendo por aí sobre os druidas e acabei encontrando este texto sobre desmistificação dos druidas.


O objetivo deste artigo é relacionar e esclarecer algumas afirmações infundadas que têm sido difundidas erroneamente sobre os celtas e os druidas. Com o crescente interesse que essa cultura vem despertando nos dias de hoje, vemos inúmeros livros sobre neo-paganismo, como também artigos em revistas e sites na internet, citando os celtas e os druidas. Os autores de alguns desses livros e artigos certamente não tiveram adequada assessoria ou simplesmente buscaram fontes não confiáveis sobre do assunto, pois muitas das informações são erros sérios sobre os celtas, que acabaram por perpetuar ideias absurdas.
Alguns mitos modernos que surgiram a respeito dos celtas se devem à publicação do livro de fantasia As Brumas de Avalon (de Marion Zimmer Bradley), romance genial e envolvente, mas que poucas verdades traz sobre os celtas, tendo a autora optado por romancear as informações e usado de bastante licença poética, o que é desejável em um romance de ficção. Não serve, no entanto, como base para estudos sobre os celtas e sua religião, o druidismo.
Todas as informações aqui contidas (como em todo o resto deste site), vale lembrar, são fruto de pesquisas em fontes primárias, acadêmicas e arqueológicas. Não buscamos informações na literatura esotérica, mas na História, e nos registros que os celtas nos deixaram através de suas lendas e mitos. A seguir, relaciono os principais pontos de dúvidas e erros:

Mito: Os druidas não eram celtas: dissociar os celtas dos druidas é o mesmo que dissociar os pajés dos índios nativos de nossas terras. Ou, grosso modo, dissociar os padres do catolicismo. Os druidas eram a classe sacerdotal da sociedade celta, eram professores, médicos, juízes, advinhos e conselheiros dos reis e rainhas. Sabemos que nem todas as tribos celtas possuíam um druida ou seguiam o druidismo como religião, mas certamente as tribos da maioria do mundo celta – me refiro aqui à Gália, Grã-Bretanha e Irlanda – tinham um druida como conselheiro, médico, juiz e sacerdote e, como religião, professavam o druidismo.
Hoje em dia, no entanto, os modernos druidas não possuem necessariamente etnia celta, da mesma forma que não é necessário ser hebreu para seguir o judaísmo ou cristianismo, e nem hindu para seguir o budismo.
Mito: Os druidas construíram Stonehenge: o famoso megalítico data de 2000 ac, portanto, foi construído muito tempo antes dos celtas  chegarem às Ilhas Britânicas: isso só ocorreu por volta de 700 ac. Essa informação é recente em termos históricos, pois até antes da datação por caborno 14, atribuía-se aos druidas a construção desse círculo de pedras. No entanto, não existe a menor chance dele ser um monumento druida, ainda que podemos deduzir que os druidas realizavam cerimônias em Stonehenge ao descobrirem seu alinhamento com o nascer do sol no solstício de inverno.

Mito: Allan Kardec era um druida: esse é um equívoco muito comum que freqüentemente associa o espiritismo cristão ao druidismo. Não existe, porém, nenhuma relação entre essas duas correntes religiosas. Ao codificar o espiritismo, Denizard Hypolyte Leon Rivail (nome verdadeiro de Kardec) decidiu adotar o nome Allan Kardec para permanecer no anonimato, uma vez que ele era um conhecido professor/filósofo. Um dos espíritos que estaria passando as informações sobre a doutrina a Denizard, teria lhe aconselhado a usar esse pseudônimo, pois Allan Kardec teria sido uma de suas reencarnações como um sacerdote druida, na Gália pré-romana. Portanto, Denizard/Allan Kardec nunca foi um druida em seu tempo, mas afirmava ter sido um druida em uma de suas encarnações.

Vale sempre lembrar aqui que os celtas não eram reencarnacionistas do mesmo modo que são os espíritas. Para os celtas, a alma era imortal e podia viver muitas vidas, sim, mas não havia o conceito de carma, recompensas ou punições como no espiritismo cristão. Para os celtas não havia um julgamento e nem uma ênfase na necessidade de fazer reparações ao reencarnar. A ênfase era em passar por novas experiências e o impulso da alma não era o dever imposto por um carma, mas sim o desejo e a necessidade natural de reviver até entrar em sintonia com o mundo dos deuses - lugar perfeito em si. (ver mais sobre o assunto em "A visão do renascimento no druidismo" e "Depois da morte", no tópico "Druidismo".)


Mito: Os celtas eram matriarcais e cultuavam uma deusa única: esse também é um erro muito comum e muito observado em livros sobre wicca, a religião criada por Gerald Gardner. Gardner, membro a AOD (Ancient Order of Druids), criou a Wicca baseado em informações apresentadas a ele por seu amigo Ross Nichols (criador da OBOD – ordem druídica muito ativa até os dias de hoje) e também baseado em elementos da maçonaria, bruxaria tradicional e nos trabalhos de Margareth Murray sobre a suposta religião paleolítica que dominava toda a europa e tinha como principal divindade uma Deusa-Mãe. Essa mistura toda resultou numa religião interessante e atraente para nossos dias, mas também gerou muita confusão, pois insinua que os celtas adoravam uma Deusa-Mãe (idéia utilizada no romance “As Brumas de Avalon”), o que nunca foi verdade.
Os celtas eram politeístas, isto é, tinham inúmeros deuses e deusas em seu panteão, com a peculiaridade de que nenhum deles e nenhuma delas era um deus-pai ou uma deusa-mãe absolutos, como acontece entre os gregos, por exemplo, onde Zeus era o deus dos deuses e Hera a deusa das deusas. Os deuses celtas eram tribais e associados ao lar, ao clã, ao local – a paisagem. Não havia uma Deusa-Mãe no panteão de nenhuma tribo celta. Aliás, as deusas celtas desempenhavam em sua maioria o papel de guerreiras ou esposas indomáveis e/ou independentes, que não se submetiam aos maridos, tinham seus amantes e levavam sua vida em liberdade. A Deusa-Mãe da wicca é a Natureza personificada, no panteão celta nenhuma deusa representava a Natureza como um todo, mas aspectos isolados dela e da paisagem a ela atribuída.
A sociedade celta não era matriarcal, isso seria absolutamente inviável para uma sociedade guerreira como a deles. Quando muito, podemos dizer que eram matrilineares, isto é, os filhos recebiam o sobrenome da mãe em vez do sobrenome do pai. Mas poucas tribos adotavam esse processo e, em geral, quem recebia o nome da mãe eram as mulheres apenas.

Mito: Somente as mulheres celtas exerciam o sacerdócio: informação provavelmente interpretada do romance citado “As Brumas de Avalon”, onde as personagens que seguem a assim chamada Antiga Religião (relacionada aos celtas, mas equivocada – a religião dos celtas era o druidismo) eram sacerdotisas da Grande Deusa. Embora Marion tenha citado os druidas e o Merlin como sacerdotes da Deusa única, ela dá total ênfase às sacerdotisas, o que levou alguns a entenderem que o povo celta dava exclusividade de sacerdócio às mulheres. Sabemos, no entanto, que a classe sacerdotal dos celtas era composta por druidas e druidesas, embora alguns autores também digam que eram apenas os homens que podiam exercer essa função – autores estes equivocados, mas certamente influenciados pelo mesodruidismo (ver texto sobre o tema), que era machista/patriarcal como a sociedade da época em que existiu, séculos 18 e 19. São todos unânimes, porém, em negar que somente as mulheres celtas exerciam o sacerdócio. E nenhum deles, nem druidas, nem druidesas, eram sacerdotes da Grande Deusa. Eles eram sacerdotes de seu povo.

Mito: Os druidas eram monoteístas: outro erro absurdo que provavelmente se origina nos equívocos difundidos pelo mesodruidismo. Se houve ou há algum druida monoteísta, certamente ele nasceu depois do século 19 e esteve ou está professando a religião de forma equivocada, influenciado pelo poder do cristianismo. Os druidas clássicos pré-cristãos eram politeístas e, como todo sacerdote pagão, veneravam os espíritos da Natureza, deuses tribais, deuses da paisagem e os ancestrais. O druidismo moderno é igualmente politeísta, pois se baseia nas crenças dos druidas clássicos e não nos druidas do renascimento do século 19.

Mito: Os druidas vieram da Atlântida: não. Mesmo que Atlântica existisse, os druidas não teriam vindo de lá. Embora na mitologia celta existam inúmeras lendas sobre ilhas míticas, os druidas nunca são originários dessas ilhas. Entre essas inúmeras ilhas, inclusive, não há nenhuma que tenha uma semelhança sequer com Atlântida. As ilhas dos mitos celtas são lugares para onde os heróis se dirigem sob o encantamento de algum ser mágico ou então em alguma missão em busca das terras imortais. Os celtas nunca vêm das ilhas, mas vão para elas. Essas ilhas são associadas ao Outro Mundo, à terra da juventude eterna, à terra dos ancestrais, ao local para onde as almas vão depois da morte, onde viverão uma vida perfeita e imortal ao lado dos antepassados e dos deuses.
O druidismo surgiu quando os celtas chegaram nas ilhas britânicas e lá travaram contato com a espiritualidade dos povos neolíticos que habitavam a região. Essa mistura da espiritualidade celta com a desses povos originou a religião dos celtas que conhecemos como druidismo, e esta migrou de volta ao continente, levando o druidismo para a Gália. Alguns autores chamam a religião dos neolíticos de proto-druida, mas a Atlântida está certamente fora de questão. É certo que o surgimento do druidismo é uma mescla da espiritualidade celta (de origem indo-européia) com a dos povos do oeste europeu. Os celtas vieram do coração da europa, onde hoje é a  Hungria, Rep. Tcheca, Suíça. Os povos neolíticos construtores de  estruturas megalíticas do oeste europeu já estavam por lá havia algum tempo quando da chegada das primeiras levas de tribos celtas. Do contato entre esses povos surge o druidismo clássico.

Andréa Guimarães

Quem foram os druidas?

Os druidas formavam uma classe poderosa dentro da sociedade celta – povo que, há 3 mil anos, habitava territórios onde hoje estão Reino Unido e norte da Espanha, de Portugal e da França, na Europa. Todos esses povos compartilhavam um mesmo tronco linguístico e alguns traços culturais. Dentre as diversas funções dos druidas na sociedade, as principais eram como intelectuais e conselheiros.
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Considerados por muitos como magos e bruxos, a filosofia dos druidas era fundamentada nos princípios do amor e da sabedoria. Eles adoravam a natureza e estavam sempre em busca do equilíbrio com ela e com os outros seres. Além disso, cultivavam a música e a poesia. Ainda hoje é possível tornar-se um druida. O druidismo passou a ser considerado como uma filosofia de vida. O treinamento para se tornar um senhor de barba branca, vestido de túnica e sandálias de couro pode levar até quatro anos e há três classes de ensinamento.

SABEDORIA NATURAL
De acordo com o nível de instrução, os druidas podem exercer três funções diferentes
 
Bardos
Quem são: o primeiro grau de aprendizado druídico
Cor: azul
São cantores e poetas. Com a música, expressam as emoções, contam histórias e louvam os deuses. São treinados para passar a mensagem druídica, seus mitos e mistérios ancestrais. Em uma obra irlandesa do século 9, o Glossário de Cormac, os bardos vestiam um manto com penas coloridas.
 
Ovates ou vates
Quem são: magos e médicos formam a segunda classe druídica
Cor: verde
Espécie de xamã, os ovates possuem habilidades medicinais e supostamente mágicas. São conhecedores da astrologia e, em estado de transe, seriam capazes de se conectar com outros seres e o além. Poderiam prever o futuro e transmitir mensagens do outro mundo.
- Segundo o naturalista romano Plínio, o Velho, os druidas usavam uma foice dourada para colher o visco, erva sagrada que cresce nos galhos das árvores.
 
Druidas
Quem são: o último nível são os sacerdotes e juízes
Cor: branco.
Esta é a definição dos druidas: são os profundos conhecedores, conselheiros e responsáveis pelos rituais religiosos druídicos. São também juízes e, no passado, tinham funções políticas importantes.
- Originário de termos gaélicos, bretões e galeses, druida significa “aquele que tem a sabedoria do carvalho”.
- Júlio César teria inventado que os druidas eram adeptos do sacrifício humano para justificar sua campanha militar contra os “celtas selvagens”.
- O mago Merlin (ou Taliesin), que aparece nas lendas do rei Arthur, é, na verdade, um druida. É considerado “o maior bardo de todos os tempos”.
 
UM TREINO DE 19 ANOS
Aprendizado durava o mesmo tempo de um ciclo astrológico
Na Antiguidade, o treinamento de um druida podia durar até 19 anos. Isso porque esse período completa um Ciclo Metônico (criado pelo astrônomo grego Meton) – o tempo mínimo, em anos, para que os calendários solar (365 dias) e lunar (354 dias) se encontrem e também o tempo de intervalo entre dois eclipses idênticos.
 
ELES ESTÃO NO NOSSO CALENDÁRIO
Algumas das datas que celebramos hoje têm origem druida
Os cultos à natureza e aos fenômenos naturais são quase sempre o tema das festividades druídicas. O Sol é cultuado nos solstícios (verão e inverno) e equinócios (outono e primavera). Entre os dias 31 de outubro e 2 de novembro, ocorriam o Samhuinn e o Dia de Todas as Almas, hoje refletidos no Halloween e no Dia de Finados.
 
FONTES: Claudio Quintino Crow, pesquisador de cultura celta e irlandesa, e Philip Carr-Gomm, escritor, psiquiatra e pesquisador do druidismo.

quarta-feira, junho 18, 2014

Autoestima

texto retirado do link:

http://www.marisapsicologa.com.br/auto-estima.html

O que pode ser feito para que você admire esta pessoa em seu espelho?

A sua autoestima afeta diretamente tudo o que você faz, afeta o seu trabalho, sua vida social, seus estudos. Com uma boa auto-estima você muda a forma como lida com as pessoas, por exemplo seus colegas de trabalho, pois será mais confiante, saberá se colocar, não terá medo falar sobre qualquer assunto que precisar. Sem auto-estima provavelmente você não consegue se colocar  quando precisa de uma ajuda qualquer, pois seu tom de voz será titubeante, e com esta postura será possível que seu colega não te atenda justamente por você não se colocar de forma convincente quanto a sua necessidade.

Conseqüências da autoestima rebaixada

Sem auto-estima é possível que você tenha postura  e voz de uma pessoa sem valor. A consequência a médio e longo prazo poderá ser a instalação de um processo depressivo .
Os relacionamentos de forma geral são influenciados pela auto estima, o relacionamento com seu marido ou namorado  não permitirá que você mostre, por exemplo, o quanto é importante fazer aquele programa que você está querendo, ou deixar de fazer aquele programa ele está querendo mas que você não quer.
Quem não tem auto-estima se deixa levar pela vontade dos outros, pois a falta de amor próprio  demonstra uma imagem de  desmerecimento, uma pessoa que não merece ser gostada nem respeitada.
As suas reações no dia a dia são determinadas para sua auto-estima, se alguém lhe passou a frente na fila e você não tem auto-estima, você não conseguirá se posicionar e reclamar.
Sem auto estima não vai se sentir à vontade na academia quando for uma das poucas que está gordinha, mesmo que saiba que está gordinha por não ter tido tempo para dedicar-se como as outras pessoas que estão lá há mais tempo.
Sem auto estima talvez não conseguirá procurar o emprego dos seus sonhos, pois sua postura nas entrevistas será a de uma pessoa que não acredita que merece o tal emprego, e isso acontece sem mesmo perceber, só se alguém te filmar e mostrar seu comportamento você verá uma pessoa com a postura corporal, facial, e tom de voz de quem não serve para aquele emprego. Como você quer que alguém lhe dê um emprego que nem você acredita que merece?
Se não tem auto-estima você irá para aula , mas provavelmente não participará, não fará perguntas, morrerá de vergonha de ser você mesmo.
Irá para festa , as não dançará, "imagina... quem vai querer te ver dançando”. Isso é o que pode passar na sua cabeça.
Ou seja, a auto estima pode determinar o seu fracasso ou sucesso como pessoa.
Avaliar sua auto estima é a dica pra você se conhecer melhor  e saber como está o seu relacionamento com as outras pessoas.

Autoestima x Transtornos emocionais

Encontramos questões referentes à auto-estima em toda dificuldade emocional. Se você pensar em cada transtorno emocional, depressão, ansiedade , síndrome do pânico , você verá em cada um destes transtornos a auto estima rebaixada. A falta de auto estima está evolvida na maioria das dificuldades emocionais.
O depressivo não gosta de si, da sua vida, não considera que haja algo de tão bom em si mesmo que lhe dê alegria para viver, ou seja, a auto estima está rebaixada.
Abuso de álcool , suicídio , violência, em cada um desses quadros percebemos auto-estima negativa envolvida.
Uma boa auto estima é extremamente importante para você ter uma vida satisfatória, legal, gostosa de ser vivida.

O que é autoestima?

É o julgamento que você faz de si mesmo. É autoconfiança, auto-respeito e auto aceitação.
É a auto estima que determina se você é capaz de dominar os problemas do dia a dia, como também determina sua capacidade de se respeitar e fazer valer os seus direitos e suas necessidades .
Auto estima é se sentir confiante e adequado. É se sentir competente e merecedor .
Não ter auto-estima é se sentir inadequado, se sentir errado diante das pessoas e da vida. É considerar que não será capaz, não será competente.  É o sentimento de ser errado como ser humano.

Auto estima é privilégio de poucos?

Não. Todo mundo merece uma boa auto-estima, ser autoconfiante e ter auto-respeito. Por quê? Porque somos seres pensantes, e a própria capacidade de pensar é prova de que somos competentes, e só o fato de estarmos vivos é prova suficiente de que temos o direito de lutar pela felicidade.
O ideal seria que todos tivéssemos excelente auto-estima, mas esta não é a realidade. Muitos se sentem inadequados, sentem medos , insegurança , culpa , um sentimento de não ser “suficiente”.
Muita gente nunca chega a ter uma visão positiva de si mesmo, pois fizeram julgamentos extremistas sobre si, foram severos demais consigo mesmos. Tem gente que consegue ser seu próprio carrasco, nem precisa de outras pessoas pra falarem mal dele, ele mesmo faz isso.
Não conheço ninguém que não seja capaz de desenvolver sua auto-estima, desenvolver a convicção de ser merecedor de viver com felicidade , e assim ter mais autoconfiança , mas inda assim há muitas pessoas não utilizam esta capacidade, e passam a vida com sentimentos de inferioridade.

Auto estima pra quê?

Quanto maior a auto-estima maior será a capacidade em lidar como os problemas. Quem nunca teve que lidar um rompimento de relacionamentos , com a solidão , com desemprego, com marido agressivo, com filhos que dão trabalho? A pessoa com sua auto-estima em alta tem mais chance de conseguir lidar com isso tudo de forma mais tranquila.
Flexibilidade é uma das chaves pois quanto mais flexível a pessoa for, mais resistente será à pressão, ao desespero, à derrota. Quanto mais a pessoa se valorizar mais conseguirá ver opções e possibilidades diferentes e superar os problemas da vida.
Quanto maior a auto-estima, mais criativo, e quanto mais criativo mais chance de sucesso. Porque criatividade não serve só para pintar quadros, serve para pensar em alternativas para vida.
Quanto mais você se aprovar é possível que mais pessoas irão gostar de você e mais relações saudáveis terá. Já viram aquela pessoa que todo mundo gosta, parece que atrai gente legal, que a apóia. Ela atrai gente legal porque está legal consigo mesma, porque tem vitalidade, é comunicativa. Por outro lado, já notaram aquela pessoa que não trata ninguém com respeito, observe  e você encontra auto-estima negativa nesta pessoa.
Quem não gosta de si pode não saber lidar com as outras pessoas.

Autoconfiança

Auto estima é o que você pensa sobre você mesmo, não o que o outro pensa sobre você. Por isso auto estima está muito próxima da autoconfiança, é garantir que você seja sua própria referencia, e não viver sob a referência do outro, do que o outro aprova ou não. Para quem tem boa auto-estima a aprovação do outro é apenas conseqüência.
Para você que percebe que precisa melhorar sua auto-estima, pense em fazer sua terapia. Algumas vezes fazer psicoterapia com um psicólogo é parecido a fazer ginástica, ás vezes a pessoa consegue fazer sozinha, mas outras precisam de um profissional que lhe mostrará o caminho mais curto e mais eficiente.

A autoestima nasce com a pessoa?

Não, ela começa a ser construída na infância. Como? Quanto mais você foi respeitado, amado, valorizado, encorajado a realizar atividades diversas, mais probabilidade  terá de ter construído uma boa auto-estima.
Você deve estar pensando: "Ahhh entendi porque não tenho auto-estima, a culpa foi dos meus pais que só me cobraram, me julgaram, não acreditaram em mim, e por isso eu sou o que sou, é por isso que tudo dá errado na minha vida, eu não tenho auto-estima porque meus pais não me ajudaram a ter uma".
Você pode estar certo em parte, os pais podem influenciar mas você não precisa estacionar, sempre é possível realizar  mudanças em você mesmo. Não é certo pensar que está condenado a viver assim para o resto da  vida. Agora você é adulto, e agora é com você. É possível mudar todo esse quadro de sentimentos de auto-rebaixamento se trabalhar consciente e intencionalmente para isso. Se não conseguir sozinho, conte com um psicologo.
Quando criança sua auto estima podia ser alimentada ou destruída pelos adultos. Mas você está se construindo a cada dia, e agora a definição está em sua mão. Se ninguém pode respirar por você, também não pode pensar por você. Sua cabeça depende dos pensamentos que você tem hoje, mesmo que idéias de auto-desvalorização tenham entrado em sua mente você pode retira-las. Se não está conseguindo sozinho, procure ajuda.Para isso existe o psicólogo , para ser a sua força extra nessa jornada. Uma vez alguém disse "se você já leu dois livros de auto-ajuda e continua igual, então está na hora de procurar um psicólogo".

Auto estima interna

Uma coisa é certa, a auto estima deve ser construída dentro de você. Ela não vem de fora. Você pode ter pessoas que te amam e lhe dizem todos os dias o quanto você é bacana, bonito, interessante, mas se você não se amar não vai nem perceber  o amor dessas pessoas quanto mais considerar que elas estão certas. Pode ser admirada pelos seus colegas, mas se não admirar a si mesma aquelas palavras parecerão vazias.
Você pode ter uma imagem externa de muita segurança, todo mundo pode te achar o máximo, mas sem auto estima você mesmo se achará uma fraude. Já percebeu que os aplausos dos outros não vão te ajudar a melhorar a auto-estima? Você ouvirá esses aplausos e pensará “eu engano bem, convenci todo mundo que eu sou bom”. Mas não convenceu a si mesmo.
Procurar auto-estima fora de si será trabalho perdido. Estudar para ter um título, um cargo importante, fazer cirurgia plástica, casar, ter um filho, tudo isso vai te alegrar por um tempo se você não fizer por você, se dentro de você não tiver uma valorização sua. Você perde tempo e dinheiro procurando autoconfiança em tudo quanto é lugar, menos dentro de você.
É bobagem considerar que vai melhorar a auto estima se causar boa impressão para os outros, por exemplo casando porque a sociedade cobra casamento, correndo atrás de promoção, comprando um carro maior, fazer tudo isso só para causar boa impressão. Isso só significa que você se deixa levar pelo julgamento dos outros. Se auto estima é confiança em si mesmo ninguém vai gerar essa confiança, a não ser você mesmo.

Falsa autoestima

Sabe aquela pessoa que parece estar sempre com a auto-estima altíssima? Muitas vezes pode não se tratar de auto estima verdadeira. Para identificar veja se ela se compara ou compete com os outros. Se ela diz coisas assim “estou feliz porque fui promovido, e consegui antes do meu irmão”. Esta fala denuncia que ele está competindo com outro, isso não é auto-estima verdadeira.
Em outro exemplo, a garota que se diz muito feliz com a plástica que fez no nariz, diz que melhorou muito a sua auto-estima, porque agora “ficou mais bonita que as outras garotas do colégio”. Ela está se comparando, isso não é auto-estima, é angustia. Ela está correndo, fugindo do desespero de se sentir pra trás. Não está procurando a felicidade, está fugindo da angustia, e a fuga é sempre desesperadora.
Quem diminui os outros para se sentir maior não está desfrutando de boa auto-estima.
Tem gente que chama isso de excesso de auto-estima. Eu chamo de excesso auto-engano. Porque a pessoa não está tranquila com sua conquista, não está simplesmente desfrutando da harmonia do momento, está sofrendo para ser notada.

Infância

Falamos agora a pouco da influencia da infância na construção, ou destruição de nossa auto-estima. Muitas vezes a gente continua respondendo, agora mesmo adulto, como se fosse aquela garotinha, ou garotinho inseguro, sem direito a nada, de falar, de fazer, de sair e brincar com outras crianças.
Há remédio. O que devemos fazer agora é aprender a reestruturar essa criança que todo mundo tem dentro de si. Todo mundo carrega sua infância. Se você rejeitar essa criança, por medo ou por vergonha, você vai manter essa criança mal resolvida aprisionada e ela vai te atormentar para o resto da vida.
A criança que sofreu indignações, humilhações merece ser redimida. A criança que cresceu percebendo o mundo como um lugar perigoso, perigoso se expressar, sem ter vez em casa pois estavam sempre gritando com ela, debochando ou a deixando de lado fazendo de conta que ela não estava ali. Essa criança cresceu e virou um adulto que nem sabe como ou porque, mas está lidando com o mundo que tem agora como se fosse aquele mundo da infância, e isso não é justo, as conseqüências são muito negativas.
Para este trabalho a psicoterapia poderá ser de ajuda maravilhosa.

Dicas para obter mais autoestima:

A primeira grande dica pra vencer a falta de auto estima é ter consciência . Consciência de quem você é de verdade, do que você foi um dia, e do que você é hoje. Você precisa saber o que fazer, saber que comportamentos devem mudar, e se perguntar: suas atitudes são resultado de sua intenção, ou você continua só reagindo ao conteúdo interno de sua mente e nem sabe direito o que é porque não tem consciência de si mesmo.
Ter consciência significa usar adequadamente sua capacidade de pensar, é isso que nos torna humanos, nossa capacidade de raciocinar, de nos conhecermos e agirmos conforme decidimos .
Usar a nossa consciência é sair do automático e passar a escolher. Temos o poder de escolha, podemos ser mais ou menos consciente, depende da nossa escolha.
Tem gente que tenta existir sem pensar , sem se auto avaliar, sem medir conseqüências. Só existe, levanta da cama de manhã e vai para vida como se fosse um robô, sem se perceber, sem se sentir.
Auto estima é resultado do que percebemos em nós mesmos, e a cada dia tomamos mil decisões,  até de nível de consciência pois  escolhemos entre pensar e não pensar. E com o tempo você vai estabelecendo que tipo de pessoa é. Dependendo da escolha que faz, você estabelece sua integridade como ser humano.
Viver conscientemente significa que você sabe exatamente as conseqüências de cada ato, as boas e as ruins, para você e para os outros. É assumir a responsabilidade de cada ato.
Ser consciente é estar de corpo e alma em cada coisa que faz. Se você tem um trabalho e se interessa por ele, se interessa em ver sua empresa crescer, sente curiosidade em aprender... isso demonstra que você está consciente do que faz e com certeza sua auto estima é boa. Mas... se voce vai para o trabalho só olhando no relógio contado os minutos para voltar pra casa, você não está consciente do seu trabalho, e com certeza a auto estima é muito ruim. A sua auto estima é conseqüência do quanto voce é consciente.

Como identificar a pessoa sem auto estima?

Para  identificar uma pessoa sem auto estima observe quem vive dizendo que tem muito azar na vida,  que nunca consegue um bom emprego, um namorado, um convite para sair.  Olhe se essa pessoa é do tipo que mal inicia seu trabalho e já está  olhando no relógio para ver a hora de sair.
Aquele que diz que nunca consegue um namorado decente. Mulheres sempre tiveram dicas de que cada homem com quem se envolveram não era a pessoa certa, mas ela se deixou enganar e quando vai ver está em outra enrascada. Ou seja, não vive conscientemente e claro não tem auto-estima.
Aqueles  que vivem levando o cano de todo mundo. Se não é na escola, é no trabalho, em todo lugar ele encontra alguém que lhe dê uma rasteira. Esse é aquele que não se dá o trabalho de olhar de frente para cada uma das pessoas com quem convive.
Na realidade no mundo tem gente legal e gente que não é legal, porque será que algumas pessoas só se envolvem com as que não são legais? Quem faz isso não tem auto-estima e conseqüentemente não tem consciência do que está acontecendo a seu redor, e pronto, dali a pouco já estão admiradas porque levaram mais uma rasteira.
Perceberam que viver conscientemente é o que lhe proporciona auto-estima. Pode ser mais cansativo ser consciente, mas vale à pena. Ser mais racional, raciocinar, observar a vida e aprender com ela. Não ser consciente é fugir da realidade, e a conseqüência é colocar sua auto-estima ladeira abaixo.

Autoestima x Depressão

Na clínica recebemos muitas queixas de desanimo e depressão.
Desanimo é medo e falta de forças para enfrentar e assumir os riscos adequados. Tudo na vida envolve algum risco, e quando você fica assustado demais com a vida, tudo parece mais difícil do que precisaria ser. Dá medo, e claro que a sensação é de desanimo e a consequência é a redução da auto estima.
Perceberam que ser consciente é ser independente intelectualmente, é pensar por você mesmo, e quem pensa por si mesmo, que não se preocupa com o julgamento dos outros, não se preocupa porque está consciente do que faz e pensa, essa pessoa gosta de si mesma, tem auto-estima.
A gente pode, e deve, aprender uns com os outros, mas o importante é o entendimento e não só a repetição do que o outro faz ou pensa.
Quem tem auto-estima é, por conseqüência, independente. Já perceberam que as pessoas que mais sofrem com baixa auto estima são as que mais se preocupam como que os outros pensam, quando estão sozinhas são de um jeito, podemos dizer normal, mas na frente dos outros travam totalmente, isso é a prova de que se incomodam demais com que pensam dela ou como a julgam. O medo do julgamento do outro é a base da falta de auto-estima.

Auto aceitação

Quando falta  auto estima falta também a auto aceitação.
Aceitar a si mesmo não significa gostar de tudo o que há em você, significa ser consciente do que é. Alguns consideram que ao aceitar tudo em si mesmo vão acomodar-se. Mas não é assim que funciona. Claro que você pode aceitar-se e ainda assim ter objetivos de mudança quanto as coisas que não estão funcionado. Na realidade você só muda se conseguir aceitar-se como é agora, se conseguir ver-se claramente, senão você nem sabe o que deve ser mudado porque não conseguiu nem se enxergar.
Quer fazer um teste simples? Olhe-se no espelho de corpo inteiro e fique assim por um tempinho, é possível que voce se sinta desconfortável ao olhar para certas partes, o seu impulso vai ser tirar o olhar, isso é fugir, é repudiar a si mesmo, é não se aceitar, e como alguém poderia mudar essa parte se nem consegue tomar consciência dela? Ou seja, não aceita essa parte.
Aceitar é vivenciar sem negação, você pode querer mudar essa parte, mas só se aceitar que essa parte existe.
Você não consegue se sentir motivado a mudar uma coisa que nega existir. E isso vale pra tudo, não só para aceitar seu corpo. Por exemplo, você terá que fazer uma exposição do seu trabalho na sala de reunião da empresa, um grupo de pessoas estará lá para te ouvir. E você começa a suar, sente medo e esse medo te faz ficar com vontade de fugir, quer mudar a data, quer colocar alguém no seu lugar, qualquer coisa pra não ter que falar na frente das pessoas. Se você ficar dizendo para si mesmo “não fique com medo” não vai adiantar nada, por quê? Porque você está negando sua emoção, está negando o medo. Aceite esse medo, aceite que ele existe, e converse com ele. O que ele te diz, o que esse medo diz que pode acontecer? Você pode se tornar consciente de onde vem esse medo quando ele começou, e vai acabar se conscientizando de que esse medo não tem fundamento, aí sim você irá  vencê-lo. Fingir que o medo não existe não vai te levar a lugar nenhum.
Auto aceitação implica em aceitar seus sentimentos, inclusive os negativos. Olhe seus sentimentos de frente, o que sua insegurança, seu medo, sua raiva estão lhe dizendo, observe e converse com eles, aceite que eles existem e assim você vai perceber que é possível supera-los. Um exemplo seria aquela pessoa que não tem o pai, a mãe que gostaria de ter, e passa a vida tentando mudar o que depende dos outros. Conte com o que você pode fazer por você mesmo.