quarta-feira, junho 18, 2014

Autoestima

texto retirado do link:

http://www.marisapsicologa.com.br/auto-estima.html

O que pode ser feito para que você admire esta pessoa em seu espelho?

A sua autoestima afeta diretamente tudo o que você faz, afeta o seu trabalho, sua vida social, seus estudos. Com uma boa auto-estima você muda a forma como lida com as pessoas, por exemplo seus colegas de trabalho, pois será mais confiante, saberá se colocar, não terá medo falar sobre qualquer assunto que precisar. Sem auto-estima provavelmente você não consegue se colocar  quando precisa de uma ajuda qualquer, pois seu tom de voz será titubeante, e com esta postura será possível que seu colega não te atenda justamente por você não se colocar de forma convincente quanto a sua necessidade.

Conseqüências da autoestima rebaixada

Sem auto-estima é possível que você tenha postura  e voz de uma pessoa sem valor. A consequência a médio e longo prazo poderá ser a instalação de um processo depressivo .
Os relacionamentos de forma geral são influenciados pela auto estima, o relacionamento com seu marido ou namorado  não permitirá que você mostre, por exemplo, o quanto é importante fazer aquele programa que você está querendo, ou deixar de fazer aquele programa ele está querendo mas que você não quer.
Quem não tem auto-estima se deixa levar pela vontade dos outros, pois a falta de amor próprio  demonstra uma imagem de  desmerecimento, uma pessoa que não merece ser gostada nem respeitada.
As suas reações no dia a dia são determinadas para sua auto-estima, se alguém lhe passou a frente na fila e você não tem auto-estima, você não conseguirá se posicionar e reclamar.
Sem auto estima não vai se sentir à vontade na academia quando for uma das poucas que está gordinha, mesmo que saiba que está gordinha por não ter tido tempo para dedicar-se como as outras pessoas que estão lá há mais tempo.
Sem auto estima talvez não conseguirá procurar o emprego dos seus sonhos, pois sua postura nas entrevistas será a de uma pessoa que não acredita que merece o tal emprego, e isso acontece sem mesmo perceber, só se alguém te filmar e mostrar seu comportamento você verá uma pessoa com a postura corporal, facial, e tom de voz de quem não serve para aquele emprego. Como você quer que alguém lhe dê um emprego que nem você acredita que merece?
Se não tem auto-estima você irá para aula , mas provavelmente não participará, não fará perguntas, morrerá de vergonha de ser você mesmo.
Irá para festa , as não dançará, "imagina... quem vai querer te ver dançando”. Isso é o que pode passar na sua cabeça.
Ou seja, a auto estima pode determinar o seu fracasso ou sucesso como pessoa.
Avaliar sua auto estima é a dica pra você se conhecer melhor  e saber como está o seu relacionamento com as outras pessoas.

Autoestima x Transtornos emocionais

Encontramos questões referentes à auto-estima em toda dificuldade emocional. Se você pensar em cada transtorno emocional, depressão, ansiedade , síndrome do pânico , você verá em cada um destes transtornos a auto estima rebaixada. A falta de auto estima está evolvida na maioria das dificuldades emocionais.
O depressivo não gosta de si, da sua vida, não considera que haja algo de tão bom em si mesmo que lhe dê alegria para viver, ou seja, a auto estima está rebaixada.
Abuso de álcool , suicídio , violência, em cada um desses quadros percebemos auto-estima negativa envolvida.
Uma boa auto estima é extremamente importante para você ter uma vida satisfatória, legal, gostosa de ser vivida.

O que é autoestima?

É o julgamento que você faz de si mesmo. É autoconfiança, auto-respeito e auto aceitação.
É a auto estima que determina se você é capaz de dominar os problemas do dia a dia, como também determina sua capacidade de se respeitar e fazer valer os seus direitos e suas necessidades .
Auto estima é se sentir confiante e adequado. É se sentir competente e merecedor .
Não ter auto-estima é se sentir inadequado, se sentir errado diante das pessoas e da vida. É considerar que não será capaz, não será competente.  É o sentimento de ser errado como ser humano.

Auto estima é privilégio de poucos?

Não. Todo mundo merece uma boa auto-estima, ser autoconfiante e ter auto-respeito. Por quê? Porque somos seres pensantes, e a própria capacidade de pensar é prova de que somos competentes, e só o fato de estarmos vivos é prova suficiente de que temos o direito de lutar pela felicidade.
O ideal seria que todos tivéssemos excelente auto-estima, mas esta não é a realidade. Muitos se sentem inadequados, sentem medos , insegurança , culpa , um sentimento de não ser “suficiente”.
Muita gente nunca chega a ter uma visão positiva de si mesmo, pois fizeram julgamentos extremistas sobre si, foram severos demais consigo mesmos. Tem gente que consegue ser seu próprio carrasco, nem precisa de outras pessoas pra falarem mal dele, ele mesmo faz isso.
Não conheço ninguém que não seja capaz de desenvolver sua auto-estima, desenvolver a convicção de ser merecedor de viver com felicidade , e assim ter mais autoconfiança , mas inda assim há muitas pessoas não utilizam esta capacidade, e passam a vida com sentimentos de inferioridade.

Auto estima pra quê?

Quanto maior a auto-estima maior será a capacidade em lidar como os problemas. Quem nunca teve que lidar um rompimento de relacionamentos , com a solidão , com desemprego, com marido agressivo, com filhos que dão trabalho? A pessoa com sua auto-estima em alta tem mais chance de conseguir lidar com isso tudo de forma mais tranquila.
Flexibilidade é uma das chaves pois quanto mais flexível a pessoa for, mais resistente será à pressão, ao desespero, à derrota. Quanto mais a pessoa se valorizar mais conseguirá ver opções e possibilidades diferentes e superar os problemas da vida.
Quanto maior a auto-estima, mais criativo, e quanto mais criativo mais chance de sucesso. Porque criatividade não serve só para pintar quadros, serve para pensar em alternativas para vida.
Quanto mais você se aprovar é possível que mais pessoas irão gostar de você e mais relações saudáveis terá. Já viram aquela pessoa que todo mundo gosta, parece que atrai gente legal, que a apóia. Ela atrai gente legal porque está legal consigo mesma, porque tem vitalidade, é comunicativa. Por outro lado, já notaram aquela pessoa que não trata ninguém com respeito, observe  e você encontra auto-estima negativa nesta pessoa.
Quem não gosta de si pode não saber lidar com as outras pessoas.

Autoconfiança

Auto estima é o que você pensa sobre você mesmo, não o que o outro pensa sobre você. Por isso auto estima está muito próxima da autoconfiança, é garantir que você seja sua própria referencia, e não viver sob a referência do outro, do que o outro aprova ou não. Para quem tem boa auto-estima a aprovação do outro é apenas conseqüência.
Para você que percebe que precisa melhorar sua auto-estima, pense em fazer sua terapia. Algumas vezes fazer psicoterapia com um psicólogo é parecido a fazer ginástica, ás vezes a pessoa consegue fazer sozinha, mas outras precisam de um profissional que lhe mostrará o caminho mais curto e mais eficiente.

A autoestima nasce com a pessoa?

Não, ela começa a ser construída na infância. Como? Quanto mais você foi respeitado, amado, valorizado, encorajado a realizar atividades diversas, mais probabilidade  terá de ter construído uma boa auto-estima.
Você deve estar pensando: "Ahhh entendi porque não tenho auto-estima, a culpa foi dos meus pais que só me cobraram, me julgaram, não acreditaram em mim, e por isso eu sou o que sou, é por isso que tudo dá errado na minha vida, eu não tenho auto-estima porque meus pais não me ajudaram a ter uma".
Você pode estar certo em parte, os pais podem influenciar mas você não precisa estacionar, sempre é possível realizar  mudanças em você mesmo. Não é certo pensar que está condenado a viver assim para o resto da  vida. Agora você é adulto, e agora é com você. É possível mudar todo esse quadro de sentimentos de auto-rebaixamento se trabalhar consciente e intencionalmente para isso. Se não conseguir sozinho, conte com um psicologo.
Quando criança sua auto estima podia ser alimentada ou destruída pelos adultos. Mas você está se construindo a cada dia, e agora a definição está em sua mão. Se ninguém pode respirar por você, também não pode pensar por você. Sua cabeça depende dos pensamentos que você tem hoje, mesmo que idéias de auto-desvalorização tenham entrado em sua mente você pode retira-las. Se não está conseguindo sozinho, procure ajuda.Para isso existe o psicólogo , para ser a sua força extra nessa jornada. Uma vez alguém disse "se você já leu dois livros de auto-ajuda e continua igual, então está na hora de procurar um psicólogo".

Auto estima interna

Uma coisa é certa, a auto estima deve ser construída dentro de você. Ela não vem de fora. Você pode ter pessoas que te amam e lhe dizem todos os dias o quanto você é bacana, bonito, interessante, mas se você não se amar não vai nem perceber  o amor dessas pessoas quanto mais considerar que elas estão certas. Pode ser admirada pelos seus colegas, mas se não admirar a si mesma aquelas palavras parecerão vazias.
Você pode ter uma imagem externa de muita segurança, todo mundo pode te achar o máximo, mas sem auto estima você mesmo se achará uma fraude. Já percebeu que os aplausos dos outros não vão te ajudar a melhorar a auto-estima? Você ouvirá esses aplausos e pensará “eu engano bem, convenci todo mundo que eu sou bom”. Mas não convenceu a si mesmo.
Procurar auto-estima fora de si será trabalho perdido. Estudar para ter um título, um cargo importante, fazer cirurgia plástica, casar, ter um filho, tudo isso vai te alegrar por um tempo se você não fizer por você, se dentro de você não tiver uma valorização sua. Você perde tempo e dinheiro procurando autoconfiança em tudo quanto é lugar, menos dentro de você.
É bobagem considerar que vai melhorar a auto estima se causar boa impressão para os outros, por exemplo casando porque a sociedade cobra casamento, correndo atrás de promoção, comprando um carro maior, fazer tudo isso só para causar boa impressão. Isso só significa que você se deixa levar pelo julgamento dos outros. Se auto estima é confiança em si mesmo ninguém vai gerar essa confiança, a não ser você mesmo.

Falsa autoestima

Sabe aquela pessoa que parece estar sempre com a auto-estima altíssima? Muitas vezes pode não se tratar de auto estima verdadeira. Para identificar veja se ela se compara ou compete com os outros. Se ela diz coisas assim “estou feliz porque fui promovido, e consegui antes do meu irmão”. Esta fala denuncia que ele está competindo com outro, isso não é auto-estima verdadeira.
Em outro exemplo, a garota que se diz muito feliz com a plástica que fez no nariz, diz que melhorou muito a sua auto-estima, porque agora “ficou mais bonita que as outras garotas do colégio”. Ela está se comparando, isso não é auto-estima, é angustia. Ela está correndo, fugindo do desespero de se sentir pra trás. Não está procurando a felicidade, está fugindo da angustia, e a fuga é sempre desesperadora.
Quem diminui os outros para se sentir maior não está desfrutando de boa auto-estima.
Tem gente que chama isso de excesso de auto-estima. Eu chamo de excesso auto-engano. Porque a pessoa não está tranquila com sua conquista, não está simplesmente desfrutando da harmonia do momento, está sofrendo para ser notada.

Infância

Falamos agora a pouco da influencia da infância na construção, ou destruição de nossa auto-estima. Muitas vezes a gente continua respondendo, agora mesmo adulto, como se fosse aquela garotinha, ou garotinho inseguro, sem direito a nada, de falar, de fazer, de sair e brincar com outras crianças.
Há remédio. O que devemos fazer agora é aprender a reestruturar essa criança que todo mundo tem dentro de si. Todo mundo carrega sua infância. Se você rejeitar essa criança, por medo ou por vergonha, você vai manter essa criança mal resolvida aprisionada e ela vai te atormentar para o resto da vida.
A criança que sofreu indignações, humilhações merece ser redimida. A criança que cresceu percebendo o mundo como um lugar perigoso, perigoso se expressar, sem ter vez em casa pois estavam sempre gritando com ela, debochando ou a deixando de lado fazendo de conta que ela não estava ali. Essa criança cresceu e virou um adulto que nem sabe como ou porque, mas está lidando com o mundo que tem agora como se fosse aquele mundo da infância, e isso não é justo, as conseqüências são muito negativas.
Para este trabalho a psicoterapia poderá ser de ajuda maravilhosa.

Dicas para obter mais autoestima:

A primeira grande dica pra vencer a falta de auto estima é ter consciência . Consciência de quem você é de verdade, do que você foi um dia, e do que você é hoje. Você precisa saber o que fazer, saber que comportamentos devem mudar, e se perguntar: suas atitudes são resultado de sua intenção, ou você continua só reagindo ao conteúdo interno de sua mente e nem sabe direito o que é porque não tem consciência de si mesmo.
Ter consciência significa usar adequadamente sua capacidade de pensar, é isso que nos torna humanos, nossa capacidade de raciocinar, de nos conhecermos e agirmos conforme decidimos .
Usar a nossa consciência é sair do automático e passar a escolher. Temos o poder de escolha, podemos ser mais ou menos consciente, depende da nossa escolha.
Tem gente que tenta existir sem pensar , sem se auto avaliar, sem medir conseqüências. Só existe, levanta da cama de manhã e vai para vida como se fosse um robô, sem se perceber, sem se sentir.
Auto estima é resultado do que percebemos em nós mesmos, e a cada dia tomamos mil decisões,  até de nível de consciência pois  escolhemos entre pensar e não pensar. E com o tempo você vai estabelecendo que tipo de pessoa é. Dependendo da escolha que faz, você estabelece sua integridade como ser humano.
Viver conscientemente significa que você sabe exatamente as conseqüências de cada ato, as boas e as ruins, para você e para os outros. É assumir a responsabilidade de cada ato.
Ser consciente é estar de corpo e alma em cada coisa que faz. Se você tem um trabalho e se interessa por ele, se interessa em ver sua empresa crescer, sente curiosidade em aprender... isso demonstra que você está consciente do que faz e com certeza sua auto estima é boa. Mas... se voce vai para o trabalho só olhando no relógio contado os minutos para voltar pra casa, você não está consciente do seu trabalho, e com certeza a auto estima é muito ruim. A sua auto estima é conseqüência do quanto voce é consciente.

Como identificar a pessoa sem auto estima?

Para  identificar uma pessoa sem auto estima observe quem vive dizendo que tem muito azar na vida,  que nunca consegue um bom emprego, um namorado, um convite para sair.  Olhe se essa pessoa é do tipo que mal inicia seu trabalho e já está  olhando no relógio para ver a hora de sair.
Aquele que diz que nunca consegue um namorado decente. Mulheres sempre tiveram dicas de que cada homem com quem se envolveram não era a pessoa certa, mas ela se deixou enganar e quando vai ver está em outra enrascada. Ou seja, não vive conscientemente e claro não tem auto-estima.
Aqueles  que vivem levando o cano de todo mundo. Se não é na escola, é no trabalho, em todo lugar ele encontra alguém que lhe dê uma rasteira. Esse é aquele que não se dá o trabalho de olhar de frente para cada uma das pessoas com quem convive.
Na realidade no mundo tem gente legal e gente que não é legal, porque será que algumas pessoas só se envolvem com as que não são legais? Quem faz isso não tem auto-estima e conseqüentemente não tem consciência do que está acontecendo a seu redor, e pronto, dali a pouco já estão admiradas porque levaram mais uma rasteira.
Perceberam que viver conscientemente é o que lhe proporciona auto-estima. Pode ser mais cansativo ser consciente, mas vale à pena. Ser mais racional, raciocinar, observar a vida e aprender com ela. Não ser consciente é fugir da realidade, e a conseqüência é colocar sua auto-estima ladeira abaixo.

Autoestima x Depressão

Na clínica recebemos muitas queixas de desanimo e depressão.
Desanimo é medo e falta de forças para enfrentar e assumir os riscos adequados. Tudo na vida envolve algum risco, e quando você fica assustado demais com a vida, tudo parece mais difícil do que precisaria ser. Dá medo, e claro que a sensação é de desanimo e a consequência é a redução da auto estima.
Perceberam que ser consciente é ser independente intelectualmente, é pensar por você mesmo, e quem pensa por si mesmo, que não se preocupa com o julgamento dos outros, não se preocupa porque está consciente do que faz e pensa, essa pessoa gosta de si mesma, tem auto-estima.
A gente pode, e deve, aprender uns com os outros, mas o importante é o entendimento e não só a repetição do que o outro faz ou pensa.
Quem tem auto-estima é, por conseqüência, independente. Já perceberam que as pessoas que mais sofrem com baixa auto estima são as que mais se preocupam como que os outros pensam, quando estão sozinhas são de um jeito, podemos dizer normal, mas na frente dos outros travam totalmente, isso é a prova de que se incomodam demais com que pensam dela ou como a julgam. O medo do julgamento do outro é a base da falta de auto-estima.

Auto aceitação

Quando falta  auto estima falta também a auto aceitação.
Aceitar a si mesmo não significa gostar de tudo o que há em você, significa ser consciente do que é. Alguns consideram que ao aceitar tudo em si mesmo vão acomodar-se. Mas não é assim que funciona. Claro que você pode aceitar-se e ainda assim ter objetivos de mudança quanto as coisas que não estão funcionado. Na realidade você só muda se conseguir aceitar-se como é agora, se conseguir ver-se claramente, senão você nem sabe o que deve ser mudado porque não conseguiu nem se enxergar.
Quer fazer um teste simples? Olhe-se no espelho de corpo inteiro e fique assim por um tempinho, é possível que voce se sinta desconfortável ao olhar para certas partes, o seu impulso vai ser tirar o olhar, isso é fugir, é repudiar a si mesmo, é não se aceitar, e como alguém poderia mudar essa parte se nem consegue tomar consciência dela? Ou seja, não aceita essa parte.
Aceitar é vivenciar sem negação, você pode querer mudar essa parte, mas só se aceitar que essa parte existe.
Você não consegue se sentir motivado a mudar uma coisa que nega existir. E isso vale pra tudo, não só para aceitar seu corpo. Por exemplo, você terá que fazer uma exposição do seu trabalho na sala de reunião da empresa, um grupo de pessoas estará lá para te ouvir. E você começa a suar, sente medo e esse medo te faz ficar com vontade de fugir, quer mudar a data, quer colocar alguém no seu lugar, qualquer coisa pra não ter que falar na frente das pessoas. Se você ficar dizendo para si mesmo “não fique com medo” não vai adiantar nada, por quê? Porque você está negando sua emoção, está negando o medo. Aceite esse medo, aceite que ele existe, e converse com ele. O que ele te diz, o que esse medo diz que pode acontecer? Você pode se tornar consciente de onde vem esse medo quando ele começou, e vai acabar se conscientizando de que esse medo não tem fundamento, aí sim você irá  vencê-lo. Fingir que o medo não existe não vai te levar a lugar nenhum.
Auto aceitação implica em aceitar seus sentimentos, inclusive os negativos. Olhe seus sentimentos de frente, o que sua insegurança, seu medo, sua raiva estão lhe dizendo, observe e converse com eles, aceite que eles existem e assim você vai perceber que é possível supera-los. Um exemplo seria aquela pessoa que não tem o pai, a mãe que gostaria de ter, e passa a vida tentando mudar o que depende dos outros. Conte com o que você pode fazer por você mesmo.

Solidão...

Texto rertirado do link:

http://www.marisapsicologa.com.br/solidao-e-timidez.html

Solidão é...

Solidão é a discrepância entre os níveis de contatos sociais desejados x efetivados. Solidão é um estado emocional, não por estar só, mas por sentir-se só.

Solidão é um vazio existencial

Para sentir solidão você não precisa estar sozinho. Tem gente que está só mas com um diálogo interno tão bom que não sofre, até se diverte sendo boa companhia para si mesmo, pois encontrou sua força pessoal. Mas tem gente que está no meio da multidão com uma sensação de “ausência”, de perda de alguma coisa importante. Solidão, física ou emocional, é um sentimento  angustiante.
A solidão te faz perguntar que sentido a vida tem? Pra que estar aqui nesse mundo? Fazendo o que?
São perguntas que ficam sem respostas, mas só enquanto você não desenvolver sua capacidade de gerar companhia, nem que seja sua própria companhia.
A angústia da solidão é um alerta, é um sinal de que você precisa amadurecer, se conhecer melhor e aprender caminhos de superação.
Solidão tem tudo a ver com sensação de abandono. A solidão faz você pensar que Deus não tem consideração. Na solidão você sem sente um estranho para você mesmo.
Estamos em uma cultura que valoriza demais o fato de estar em grupos. A TV mostra o tempo todo pessoas felizes sempre rodeadas de gente. Isso provoca sofrimento psicológico para a pessoa que optou por ficar fazendo companhia para si mesmo, e essa é a palavra mágica opção. Se você estiver sozinho por opção sincera, está tudo bem - não há sofrimento. Mas mentir para você mesmo e dizer que está sozinho porque quer, quando na realidade você está sozinho porque não teve outro jeito - está colocando o lixo debaixo do tapete, não está assumindo que tem um problema.

Fazer amigos: Antídoto para Solidão

O antídoto para solidão é o amigo. Amizade sincera, leve, amizade que não gera obrigação. Amigos não são necessariamente pessoas de sua família, pois eles nem sempre te confortam quando você se sente solitário. Família tende a ser um pouco mais cobradora, menos perspicaz com suas fragilidades. Amigo é aquela pessoa que você se sente à vontade para ligar a qualquer hora e perceber que pode se abrir “eu tô mal, preciso que você fique comigo agora” e ele fica.
Um namorado pode ou não ser seu amigo. O ideal é quando ele é seu amigo. Marido pode não ser amigo, mas é muito melhor quando ele é seu amigo. Amigo te chama de linda até quando você está descabelada, você sabe que não é verdade, mas mesmo assim adora ouvir. Marido, filho, é uma coisa, mas amigo é como um amor, mas sem ciúmes, sem mágoas guardadas, com amigo você briga agora e daqui a pouco já está conversando normalmente.

Timidez

E se você faz parte daquele grupo de pessoas que tem uma baita dificuldade em fazer amigos? E se você for tímido? Esse é o grande entrave.
Primeiro vamos identificar se você é mesmo tímido. Para auto avaliaçao me diga, este é um pensamento comum em sua cabeça?: “Hi, tá todo mundo me olhando”, ou “Ah meu Deus... eu só disse bobagens” ou “Que adianta ir na festa se eu vou entrar e sair sozinho, ninguém vai conversar comigo”.
Se este é o tipo de pensamento que passa na sua cabeça, então você é tímido. O tímido é ansioso, sente confusão, embaraço, vergonha, sente aquele aperto no estômago, quando precisa falar com as pessoas.
Como o tímido pode vencer a solidão
Para superar a solidão e fazer amigos, ter relacionamentos, melhorar sua auto-estima você precisa em 1º lugar entender esse problema. Entendendo a timidez você dá o 1º passo. Usar essas informações a seu favor será o segundo e grande passo.

Causas da timidez

Às vezes problemas familiares causam timidez, divórcio, violência na família, pais super protetores que não permitem que o filho treine ter relacionamentos fora de casa, ou pais muito severos, muito exigentes, ou brigas em casa. Outras pessoas são tímidas porque nasceram assim, possuem uma característica de personalidade que é própria delas. Algumas pessoas são timidos porque pertencem a um tipo de cultura, a japonesa, por exemplo, onde as pessoas são mais introvertidas, ou quando a pessoa tem um problema físico, como acne, obesidade, etc.
A mídia ajuda muito, ou, aliás, seria melhor dizer atrapalha muito. Tudo quanto é propaganda de guaraná, sabão em pó, cerveja, seja o que for mostra as pessoas felizes pulando na praia, todos em grupos. Parece que é uma imposição “você tem que ter amigos, muitos amigos, um ou dois não basta, você tem que ter muitos”. Quem está sozinho sente que jamais vai conseguir porque ele já fez de tudo, já tomou o guaraná da propaganda, já usou o sabão em pó, já escovou os dentes com aquelas pasta que vai fazer todo mundo querer ficar pertinho de você e, nada deu resultado - continua só, então parece que isso não tem solução, mas só parece porque tem solução sim.
Insegurança e inadequação
Um ponto comum a todo tímido é a sensação de insegurança e inadequação. Um tímido me contou: “Toda vez que eu tenho que me relacionar com alguém que não é da minha família eu me sinto bloqueado. Principalmente se eu souber que a pessoa é de um nível social, ou econômico superior do meu, eu tenho medo de fazer feio, de não conseguir falar as coisas certas”.

O que trava o tímido

É a excessiva atenção que ele dá do julgamento dos outros. É o pensamento do tipo “tão olhando para mim, tão me achando uma boba, tão achando que eu só falo bobagem, cheguei na hora errada, eu to incomodando”, mas sabemos que na grande maioria das vezes esse tipo de pensamento não está correto.

Existe tratamento para timidez

O tratamento psicoterapeutico costuma ser  bem objetivo e pratico, pois tem que atingir a raiz do problema, que é a dificuldade em conviver tranquilamente em um grupo. O tímido sofre de solidão. O psicólogo  treina habilidades sociais, iniciar conversas, formas de se tranqüilizar diante de situações sociais. Treina para que a pessoa fique à vontade com outras pessoas. Isso é o trabalho comportamental da terapia. É a modificação de atitudes.
A outra parte da terapia cognitiva é o trabalho que do psicólogo com os pensamentos terroristas. Por exemplo: é muito comum na pessoa que sofre de solidão por ser tímida fazer uma avaliação muito negativa de si mesma. Ela pensa que não é interessante, que não é bonita, que não é inteligente, esse pensamento a deixa bloqueada quando está diante de outras pessoas. Imagine, se você acreditar que o outro é tão mais bacana que você, e que não vai querer papo contigo, é aí que você vai se trancar mesmo. Mas a gente sabe que em quase 100% das situações esse pensamento não é correto. Quantas e quantas vezes não aconteceu de ter duas pessoas querendo se conhecer, querendo conversar, mas ninguém tomou a iniciativa porque achou que o outro não a achava interessante o suficiente?

Como funciona a psicoterapia para a timidez

Na terapia o psicólogo trabalha a auto-aceitação.Tem gente que acha que é gravíssimo ficar vermelha na frente dos outros, mas sabemos que ninguém desconsidera o outro, olha de uma forma negativa a pessoa que ficou corada ou que se sente envergonhada. Na realidade ninguém liga. Então o 1º passo na terapia é fazer a pessoa “descentrar-se”, ou seja, fazer com que ela não fique se auto observando tanto. Porque a tendência do tímido é essa. É ficar se auto-avaliando o tempo todo “Será que eu estou bem, será que falei certo, será que a camisa combina com a calça, tenho que colocar a mão no bolso ou na cintura?”.
A intervenção na terapia é no sentido de ajudar a pessoa a “não se ver com os próprios olhos” mas com olhos dos outros, porque os outros são menos severos com você do que você mesmo. Acredite se quiser, mas o tímido é um carrasco com ele mesmo, ele se cobra, se exige muito mais do que os outros cobram dele.
Outra frente de trabalho na terapia é focar os aspectos cognitivos, ou seja, trabalhar além do comportamento manifesto, trabalhar o conteúdo mental. Trabalhar as crenças que essa pessoa foi formando ao longo da sua vida.
A terapia trabalha no sentido de descobrir e reavaliar as suas crenças pessoais que estão te deixando tímido e solitário.

Formas erradas de lidar com a Timidez

A terapia também serve para que a pessoa não caia no que a gente chama de “extroversão liquida”, que é quando a pessoa usa o álcool para ficar mais extrovertida, como todo mundo sabe a bebida não só não resolve o problema cria mais um, o vício.
Outra estratégia que as pessoas usam para se sentirem melhores é mudar a aparência, é claro que se você fizer uma plástica você vai ficar mais bonita, mas é só, eu já acompanhei muitos e muitos casos que depois da plástica, do regime, a pessoa percebe que a cabeça continua a mesma, é claro, a plástica nos pensamentos é possível, mas não é com o cirurgião que é feita, esse trabalho é do psicólogo.
Há quem se entrega a relacionamentos só virtuais, como é moda hoje. Tem o lado bom, mas devemos ficar sempre alerta para que você não substitua uma pessoa de carne e osso por alguém que diz o que quer na internet.
Às vezes percebemos pessoas que mentem para si mesmo, e até acabam acreditando na própria mentira. Tem gente que diz que está sozinha porque as pessoas hoje em dia têm muitos defeitos. Defeitos com os quais ela não suporta conviver. Tem gente que diz que prefere ficar sozinho a ter que conviver com gente que não seja religiosa, ou com quem não seja vegetariano. Prefere ficar só a ter que conviver com capitalistas? Ter que conviver com consumistas? Pare um instante. Se ouça um pouco. Veja se tudo isso não são desculpas que de tanto que você repetir acabou acreditando nelas.
Porque as pessoas contam essas mentiras? Por que acham que o  problema da solidão é insolúvel. Que não tem o que fazer. Então já que não dá pra resolver o problema da solidão vamos disfarçar o problema e dizer que ficamos sós porque não tem mais ninguém na face da terra que possa ser boa companhia.

Dicas para sair da solidão

Se você é solitário e não fala de você mesmo, não se abre, saiba que isso faz com que as outras pessoas também se fechem.
Se você tem um estilo de interação centrado em você mesmo, e responde pouco às outras pessoas, ou seja, faz poucas perguntas pessoais, não segue o tema da conversa da outra pessoa, dá respostas muito curtas, saiba que a outra pessoa não vai se esforçar pra ter sua companhia.
O solitário é muito passivo, não sabe ser assertivo, ele acha que tem que se calar pra preservar o relacionamento, mas muitas vezes quanto mais ele se cala pior a coisa vai ficando.
Se você não confia nas outras pessoas muitas vezes terá a sensação de que vai ser deixado pra trás, de que vão lhe dar uma rasteira, vão mentir e iludir, tudo isso fará de você uma pessoa defensiva, e irá se defender tanto que no fim estará em casa chorando por estar sozinha.
Outro comportamento destrutivo do solitário é não dar sinais claros de que gostou de uma coisa, um lugar, uma pessoa. Se você costuma dizer apenas “eu gostei...” e acha que com isso sua mensagem já foi transmitida saiba que quem ouve não percebe uma verdadeira emoção de sua parte. Se você for  indiferente você mesmo impedirá que se crie a “cola” que une as pessoas. O nome desta “cola” é a “emoção”.  A sua indiferença não permite que outras pessoas se liguem a você.
Outro defeito é falar muito lentamente quem ouve fica meio sem paciência ou falar muito pouco ou falar demais o que também tira a paciência do outro de continuar conversando  e você  acaba ficando sozinho.
Sorrir muito pouco - o solitário em geral é o fica com a cara fechada. As pessoas “respeitam” quem está demonstrando publicamente que quer ficar só, mas preste atenção: você não quer ficar só. Mas é essa mensagem que está passando.
Você tem iniciativa para começar uma conversa com as outras pessoas? Ou, fica só ali parado esperando que o outro comece o papo? Evita o contato visual, também não olha para as pessoas diretamente ou por vergonha ou por que aprendeu na infância que é feio ficar olhando para as pessoas, você  exagera nessa orientação e não olha para mais ninguém aliás? É muito comum que as coisas que a gente aprendeu na infância acabem atrapalhando nossa vida social hoje tem alguns estilos de educação muito rigorosos que deixaram as pessoas travadas socialmente.

Aspectos cognitivos - os pensamentos do solitário

O solitário tende a desanimar, acha-se tímido ansioso e põe a culpa em características de personalidade,  acha que nasceu tímido vai morrer tímido, quando a gente sabe que não é assim, a terapia é uma prova de que você pode mudar, é um mecanismo pra você  vencer essas dificuldades.
O que acontece é que muita gente continua solitária porque não treinou empatia.

Empatia

É a capacidade de perceber a outra pessoa. Você desenvolveu a capacidade de perceber os sentimentos das outras pessoas? Seus interesses, suas necessidades? A pessoa que não passou por esse treino não consegue se ligar a ninguém mesmo porque ela não percebe o outro como um ser humano completo aí a tendência é ir repetindo os fracassos fez uma coisa que deu muito errado tentou entrar num grupo e conversar com as pessoas como não deu certo ela se fixa no seu fracasso não aprende com os erros do passado e na próxima oportunidade faz tudo igualzinho de novo.
O solitário em geral se preocupa demais com a avaliação dos outros: o que os outros vão pensar o que os outros vão pensar de mim? Será que vão gostar de mim será que vão querer que eu vá embora?

Aspectos emocionais

Não há como negar a solidão é uma experiência desagradável as emoções sentidas por quem está sofrendo de solidão são: ansiedade, tensão, inquietação e muitas vezes a pessoa se torna hostil acaba sendo agressiva com as pessoas e é uma agressividade que vem como resultado da depressão que ela está sentindo.

Solidão provocada pelas circunstâncias da vida

Por exemplo, você terminou um namoro, divorciou-se ou separou-se do seu grupo, teve que mudar de cidade ou seus filhos saíram de casa porque se casaram ou foram estudar fora.
Mudança de status: você foi promovido no trabalho e os que eram seus colegas com quem você se relacionava de igual para igual agora são seus subordinados. Isso separa as pessoas, fisicamente ainda estão todos,  mas você perdeu os laços emocionais, de amizade, agora sua postura tem que ser outra. Seu papel é outro.
A aposentadoria também te separa do mundo que você conhecia tão bem seus amigos vão se distanciando porque agora vocês já não têm mais aquele ponto em comum como conversar sobre o trabalho quando você está longe desse meio? Vai falar sobre o que?
Assumir novos papéis na sua vida também pode te jogar num estado de solidão por exemplo: você casou, agora já não dá mais para ter o mesmo contato com seus amigos, ou as amigas solteiras ficaram diferente, por mais que você se empenhe os interesses são outros.
Você teve um filho, agora o tempo que você tinha para ficar com seus amigos será todo destinado a cuidar dele. Happy hour depois do trabalho nem pensar, o negocio é correr pra casa e fazer mamadeira ou botar criança pra dormir.

Solidão x Depressão

Solidão provoca depressão, mas também a depressão provoca solidão. Independente de quem tenha "nascido" primeiro, as duas andam de mãos dadas.

Como tratar a timidez

Timidez x Fobia Social

Quando a timidez apresenta-se tão extrema a ponto de impedir a pessoa tenha uma vida normal em situações sociais chamamos de Fobia Social. Dificilmente a pessoa que sofre com a ansiedade de falar em publico, ou com o mal estar de permanecer em festas e reuniões de trabalho, saberá que o nome técnico é Fobia social, a menos que já tenha pesquisado um pouco e identificado textos científicos que esclareçam o assunto.
A fobia social é um dos transtornos mentais mais comuns, mas ainda é um dos menos tratados em psicoterapia justamente pela falta de informação a respeito das possibilidades de superação.
Timidez intensa, fobia social ou transtorno de ansiedade social significa ansiedade intensa em situações sociais onde tenha que apresentar desempenho diante de outras pessoas, que leva ao sofrimento e perdas de oportunidades.
É caracterizada por um medo acentuado de situações onde tenha que falar ou apenas estar em público. A pessoa tem medo de fazer ou dizer coisas que lhe sejam humilhantes e embaraçosos. A exposição à situação social temida provoca ansiedade intensa, que pode chegar a um ataque de pânico. A pessoa evita estas situações ou as suporta com muito sofrimento.
A fobia social interfere no trabalho, na escola e vida social.
O medo está associado às situações de desempenho, como falar em público, as interações sociais do dia-a-dia, ir a uma festa, uma entrevista de emprego, etc.
Os fóbicos sociais apresentam  hipersensibilidade a criticas, avaliação negativa a respeito de si mesmo, sentimentos de inferioridade, e apresentam grande dificuldade em serem assertivas – falar o que precisam de forma clara e elegante.

O que causa a Fobia Social

Uma experiência traumática, como um embaraço sofrido em publico, poderá ser responsável pelo início da fobia - por exemplo, um aluno que ficou muito nervoso ao ter que ler um texto diante dos demais em sala de aula. Este fato poderá fazer com que este aluno não mais queira ler ou falar em público. Estas experiências traumáticas têm sido reportadas por pessoas com ansiedade severa ao apresentar-se em público, mas devemos observar se os sintomas fóbicos sociais já existiam, podendo-se assim  dizer que tais experiências negativas eram já uma conseqüência da fobia, e não o início do problema.

Falta de habilidades sociais

As pessoas com fobia social sofrem de um grande dificuldade em habilidades sociais, como, por exemplo, iniciar uma conversa com uma pessoa nova, entrevista de emprego,  paquera, etc. Deficiências nas habilidades sociais podem levar uma pessoa a se comportar de uma forma desajeitada  em um primeiro encontro romântico e isto deixá-la com muita vergonha de si mesmo. A falta de habilidade social pode levar o indivíduo a evitar situações onde seja essencial  apresentar comportamento adequado, como uma entrevista de emprego. Existe uma alta incidência de déficits de habilidades sociais em pacientes com fobia social, este fato é responsável pela manutenção do quadro fóbico.

Crenças irracionais

As crenças irracionais estão no centro das neuroses. A ansiedade social pode ser explicada pelas crenças irracionais como por exemplo, a crença de que temos sempre que causar uma boa impressão para sermos aceitos pelas pessoas ou por nós mesmos. Ou a de que temos sempre que ter um desempenho perfeito para mostrarmos o nosso valor como pessoa. Como conseqüência, as pessoas tendem a se cobrar demais, querendo sempre ter um desempenho perfeito, sem erros, o que é impossível para qualquer ser humano. Este grau de exigência leva a um alto nível de ansiedade quando estiver se relacionado com as pessoas, e se sentirá frustrado quando algo não sair como planejado.

O que passa na cabeça do tímido

Os pacientes com fobia social tendem a interpretar de forma errada as situações sociais e seu próprio desempenho, isto é vulnerabilidade cognitiva. Eles consideram que fizeram mais “besteiras” passiveis de ser considerado vexame do que realmente é verdade.
O medo principal na fobia social é o de ser o centro das atenções e expor suas fraquezas, e assim ser considerado um tolo pelas outras pessoas.
O fóbico social, ou o tímido em demasia, tende a distorcer a avaliação de suas experiências. Ele mantém pensamentos patologicamente negativos acerca de si mesmo, suas experiências e seu futuro, crê que sempre se passou por incompetente e sempre será visto como desprezível; procura informações – até onde não existe - para reafirmar sua visão negativa, reforçando suas crenças e mantendo os sintomas. Os erros sistemáticos de percepção levam à manutenção dos pensamentos distorcidos do paciente, apesar das evidências em contrário. Por mais que digam à ele que se saiu bem, que todos gostaram dele, ele sempre vão achar que estão mentindo para ele, mas acreditará quando disserem que ele foi um fisco social.

Por que algumas pessoas são muito tímidas

Para alguns existe uma predisposição para o desenvolvimento da fobia social, que pode ser herdada. Para outros a timidez exagerada pode ser produzida por situações na infância ou na adolescência que sensibilizam o indivíduo para as situações sociais.
Pais com ansiedade social, ou que exigem demais de seus filhos no que se refere a forma de agir diante das pessoas , padrões exagerados de perfeição, superproteção e/ou isolamento dos contatos sociais podem criar em seus filhos mais ansiedade do que seria necessária. Estes fatos vividos na infância ou adolescência aumentam a probabilidade de a pessoa entrar em situações sociais de forma apreensiva, desta maneira sentindo muita ansiedade ou tentando evitá-las. Estas pessoas formam pensamentos de que as situações sociais são perigosas e que a única maneira de prevenir resultados negativos é evitá-las, fugir para não ter contato com o que imaginam que será desastroso. Eles imaginam que serão  humilhados sofreram grande embaraço, e devido a isto evitam as situações sociais ou de desempenho; e quando não conseguem evitá-las sofrem antes e durante de os momentos que estarão diante de outras pessoas.

COMO É O TRATAMENTO DA FOBIA SOCIAL / TIMIDEZ

Atualmente os pesquisadores e clínicos têm focalizado sua atenção sobre o tratamento com a terapia cognitivo-comportamental. As principais técnicas são: exposição, reestruturação cognitiva, técnicas de relaxamento e treino de habilidades sociais.

Técnicas de relaxamento

As técnicas de relaxamento ajudam o paciente a controlar sintomas fisiológicos antes ou durante as situações que a pessoa gostaria de enfrentar com traquilidade. A principal técnica de relaxamento utilizada é o Relaxamento Progressivo de Jacobson. As técnicas de relaxamento são apropriadas a pacientes com fobia social que apresentam intensos sintomas fisiológicos de ansiedade durante uma situação social, por exemplo, se a pessoa suar muito, tremer, ficar vermelha, perder a voz, sentir dor de barriga será especialmente beneficiada com as técnicas de relaxamento. Os estudos mostram que as técnicas de relaxamento facilitam a exposição do paciente à situação temida, porém não são eficazes isoladamente no tratamento da fobia social.

Treinamento de habilidades sociais

As técnicas usadas no treinamento de habilidades sociais são: modelagem, ensaio comportamental, reforçamento social e o treinamento realizado fora da sessão (tarefas de casa). Os estudos que investigaram os efeitos desta técnica relataram superioridade de resultados. Comparações com outras técnicas de tratamento, não-farmacológicas, da fobia social não forneceram resultados consistentes . O uso de técnicas de treinamento de habilidades sociais tem sido recomendado para todos os pacientes com fobia social, quer manifestem déficits de habilidades sociais ou não, pois este possibilita aprendizagem quanto ao que  fazer e não fazer em situações sociais.

Exposição

Exposição facilita ao paciente imaginar (exposição através de imagens mentais) ou confrontar realmente (exposição ao vivo) as situações que quer enfrentar, como, por exemplo, apresentar um trabalho na sala de aula, falar na reunião da empresa ou conversar tranquilamente em festas. O primeiro passo é construir junto com o paciente uma lista das situações temidas, do item que causa menos ansiedade ao que causa mais ansiedade e desconforto. As principais situações no tratamento da fobia social são falar diante de um grande público, comer e beber em público, conversar com outras pessoas, etc. No inicio as situações são enfrentadas através de imagens mentais até que possa enfrentar  situações reais. Após a exposição e quando a situação não provocar mais ansiedade e desconforto, passa-se ao próximo item da lista de situações problemáticas. O processo continua até o paciente poder enfrentar todos os itens com significativa redução da ansiedade e do desconforto. Diversos estudos demonstraram a clara eficácia da exposição no tratamento da fobia social.

Reestruturação cognitiva

Os pacientes com fobia social são ensinados a identificar os pensamentos disfuncionais, ou seja negativos e fora da realidade, e fazer o teste da realidade para corrigir os o que há de distorcido em sua percepção. Esta reavaliação e correção dos pensamentos distorcidos permitem ao paciente perceber que na grande maioria das vezes estava supervalorizando outras pessoas e desvalorizando sua capacidade de enfrentamento.
As técnicas de reestruturação cognitiva tem como objetivo ensinar ao tímido: observar e controlar os pensamentos irracionais e negativos; examinar as evidências favoráveis e contrárias aos pensamentos distorcidos; e corrigir as interpretações tendenciosas por interpretações calcadas na realidade, o que  resulta em redução dos sintomas da fobia social.
A reestruturação cognitiva irá desafiar as crenças errôneas, modificando-as ou substituindo-as por outras mais realistas. A técnica é aplicada tanto nos pensamentos que ocorrem antes da situação social como naqueles que ocorrem durante e após a situação temida. As técnicas de exposição ajudam mais para facilitar a identificação dos pensamentos negativos do que para habituar à ansiedade gerada pela situação social. Diversos estudos demonstraram que a reestruturação cognitiva é uma técnica eficaz no tratamento da fobia social, principalmente se for aplicada conjuntamente com técnicas de exposição.

TERAPIA COGNITIVO-COMPORTAMENTAL NA FOBIA SOCIAL

Estudos  demonstram  eficácia significativa da terapia cognitivo-comportamental na redução da fobia social / timidez. Taylor (1996), em seu estudo comparou grupos de pessoas às quais foram aplicadas as seguintes técnicas: placebo, exposição, reestruturação cognitiva, uma combinação de exposição e reestruturação cognitiva e treinamento de habilidades sociais no tratamento da fobia social. Os resultados demonstraram que os tratamentos possibilitaram superação das dificuldades. A combinação de exposição e reestruturação cognitiva foi o tratamento que trouxe os benefícios mais significativos aos pacientes.

CONCLUSÃO

A fobia social é um dos mais prevalentes transtornos psicológicos na população geral. Seu correto diagnóstico e encaminhamento para tratamento adequado minimizam, se não todos, pelo menos os principais efeitos negativos que esta grave condição de saúde mental impõe a seus portadores. A terapia cognitivo-comportamental constituem-se hoje como principal intervenção terapêutica para os quadros de fobia social.

timidez teatroEntrevista cedida pela psicóloga Marisa de Abreu para revista Sou mais eu da Editora Abril

Timidez e teatro

1 – Como o teatro pode ajudar uma pessoa que sofre de timidez excessiva?

Psicóloga: O teatro funciona como desensibilização. Esta é uma técnica utilizada na psicoterapia. A diferença é que em consultório é estabelecido uma lista de atividades que vão se aproximando do comportamento desejado pouco a pouco. E o paciente que quer deixar de ser tímido avança nas tarefas gradualmente.
No teatro há a oportunidade de enfrentar a situação temida, ou seja falar em publico, com a segurança de “poder errar” e com a segurança de falar um texto que não é seu. Com a sensação de que “não sou responsável por este conteúdo” a pessoa se sente mais livre e facilita na perda da timidez.

2 – Uma pessoa com timidez pode fazer teatro em qualquer grupo, ou precisa ser algum tipo de grupo específico?

Psicóloga: Em grupos que tem a finalidade especifica de perder a timidez, que são coordenados por psicólogos, ela terá resultados melhores, pois será recebida por pessoas que entendem seu problema, estará junto com outras pessoas que também são tímidas e querem vencer a timidez através do teatro.

3 – Imagino que uma pessoa tímida teria problemas no início das atividades, como ela faz para não desistir?

Psicóloga: Ela deve ter em mente que no inicio tudo é mais difícil mas com o tempo e a repetição tudo se torna mais fácil. O ser humano é altamente treinável, e treinar novos comportamentos é sempre possível.
Saber que a persistência é uma nobreza de caráter também ajuda.
Se esta pessoa estiver fazendo este curso de teatro em um grupo especifico, com psicólogos orientando, ela receberá o treino mental adequado para saber que vale a pena sofrer um pouco agora para daqui a pouco se libertar das limitações que a timidez impõe.

4 – Para ajudar uma pessoa com timidez excessiva, o teatro vale apenas pelos exercícios, ou a pessoa deve se apresentar também?

Psicóloga: A apresentação é a prova final de que ela chegou lá. Não precisa se apressar, dê tempo ao tempo e aceite que cada um tem seu ritmo.

domingo, maio 25, 2014

Teoria triangular do amor - Intimidade, Paixão e Compromisso

Conheça os três componentes do amor, a intimidade, a paixão e o compromisso, e seus subtipos, base da teoria triangular do amor de Robert Sternberg.


Para entender o que é o amor temos que nos aprofundar nos estudos e nas teorias que foram desenvolvidas ao longo dos anos por grandes pesquisadores, nosso objetivo hoje é apresentar os principais conceitos daTeoria Triangular do Amor, desenvolvida pelo psicólogo americando Robert Sternberg apresentada inicialmente no livroThe triangle of love: intimacy, passion, commitment (O triangulo do amor: Intimidade, paixão, compromisso) Basic Books, 1988.
Em suas pesquisas realizadas com dezenas de casais Robert Sternberg descobriu que o amor se manifesta de diferentes formas e a partir dessas manifestações o pesquisador propôs a Teoria Triangular do Amor na qual ele define os 3 principais componentes encontrados no amor, em um relacionamento, são eles: Intimidade, Paixão e Compromisso. Para Sternberg os componentes do amor podem se combinar de diferentes maneiras, intensidades, dando forma a diferentes tipos de manifestações do amor. Para explicar essas manifestações o pesquisador utilizou a figura de um triangulo o que deu nome a sua teoria, na sequencia vamos explicar em detalhes os três componentes do amor.

"O amor verdadeiro fundamenta-se na vivencia e no equilíbrio do triangulo perfeito composto de intimidade, paixão e compromisso, mais do que uma utopia, pode se transformar numa realidade quando vivido por duas pessoas que querem mais do que uma simples história de amor, querem viver intensamente um momento que se estenda para a eternidade comungando ambos da plenitude que se encontra na perfeição de se compreenderem e aceitarem como são, dois universos complexos que se complementam.(Luis Alves)


INTIMIDADE

intimidade é o primeiro componente do amor proposto na teoria de Robert Sternberg. A intimidade é um dos principais ingredientes para que um relacionamento possa se sustentar ao longo dos anos pois envolve sentimentos, proximidade, contato direto entre as partes envolvidas, uma maneira de cada um descobrir seu parceiro, não somente no ato sexual mas no que se diz respeito aos sentimentos pessoais, a história de vida individual e conjunta que irão desenvolver ao longo do relacionamento.
Se diz que somente na intimidade do dia a dia é que as pessoas realmente se conhecem por isso é muito importante o desenvolvimento da intimidade em um relacionamento para que ambos possam transformar dois universos totalmente distintos em um único mundo habitável por dois seres que se amam e se completam.
Em seu livro Sternberg enfatiza que a intimidade ajuda a desenvolver a honestidade, o respeito, aceitação, generosidade, compreensão e mais uma série de sentimentos que se complementam quando ambos começam a se conhecerem profundamente.



PAIXÃO

livro teoria triangular do amor de Robert Sternberg
segundo componente da teoria de Sternberg é a Paixão e esta está relacionada ao desejo sexual, a atração física muitas vezes ambas as partes não conseguem compreender mas a vivem intensamente, aquele sentimento que cria uma história de amor, desenvolve os elementos contidos em um verdadeiro romance e gera uma grande satisfação em ambas as partes por estarem vivendo e compartilhando esse sentimento mútuo. Uma das descobertas que Sternberg fez sobre a paixão é que essa tem uma característica muito particular em um relacionamento por ser rápida, geralmente começa com grande intensidade arrebatando os corações de ambas as partes onde experimentam um pico de emoções e sentimentos muitas vezes que nem podem ser descritos, no entanto da mesma forma que a paixão chega rapidamente ela também vai perdendo sua força numa intensidade proporcional o que muitas vezes explica histórias rápidas, relacionamentos que duram apenas alguns dias mas que foram vividos com a intensidade de alguns anos.
Outra característica da Paixão em um relacionamento é o forte apelo sexual, a necessidade da satisfação sexual de ambos que muitas vezes gera sentimentos e desejos de dominar o parceiro(a), torna-lo submisso aos seus desejos, da mesma forma que uma parte se entrega outra quer dominar.


COMPROMISSO

terceiro componente da teoria triangular do amor de Robert Sternberg é o Compromisso ou como também definido como Decisão. Para entender esse componente temos que analisar suas duas características: Primeiramente é necessário tomar a decisão de amar uma pessoa e em seguida é necessário ter o compromisso de manter esse relacionamento. Nos dias atuais dos famosos "ficar", "pegar" o aspecto do compromisso está sendo deixado de lado, o objetivo maior é viver intensamente um momento, com uma pessoa que muitas vezes não importa quem, uma entrega ao desejo.
Muitas vezes esses dois componentes, Compromisso e Decisão, ocorrem não necessariamente em uma ordem, tudo depende do momento em que o relacionamento se iniciou, pode ser que uma pessoa tome a decisão de amar alguém, de assumir um compromisso de longo prazo que possa evoluir para algo mais sério. Pode ser que uma pessoa esteja a procura de um compromisso mas só poderá tomar a decisão depois que experimentar um pouco da intimidade ou viver uma paixão.



Agora que entendemos os 3 componentes da Teoria Triangular do Amor de Sternberg (Intimidade, Paixão e Compromisso) vamos nos aprofundar mais no assunto entendendo como esses 3 componentes se desdobram nos 8 subtipos do amor. Para Robert Sternberg as relações amorosas não são estáticas, precisam de mobilidade para que possam se firmar, se estabelecer, se desenvolver e principalmente se manterem por um longo tempo. Vamos a seguir explicar os 8 subtipos do Amor.

1. Só Intimidade

Esse subtipo parte pelo principio de um relacionamento entre amigos, onde a amizade prevalece e muitas vezes ganha uma intimidade muito maior do que o comum, nesse primeiro subtipo a intimidade é o alicerce do relacionamento e não há paixão ou o compromisso de algo mais sério.

2. Só Paixão

Aqui podemos citar o amor à primeira vista, quando duas pessoas se encontram e sentem algo a mais, muitas vezes incompreensível, um desejo ardente de dominar, de tomar a outra pessoa, de se integrar através de um ato sexual, aqui entra o que comentamos anteriormente a característica de ser rápido, intenso, como numa curva de um gráfico que atinge seu topo num espaço de tempo muito curto e logo em seguida provoca sentimentos de posse, uma certa obsessão pelo outro, uma história caracterizada pelo desejo intenso de ambas as partes e que da mesma maneira que começa vai terminando, esfriando. Uma das suas características é a ausência de intimidade, da necessidade de se conhecer e uma falta de compromisso em ter algo mais sério.

3. Só Compromisso ou Decisão

Esse subtipo do amor é caracterizado pelo termo "Amor Vazio" é quando apenas existe uma decisão de amar alguém, ou o fato de firmar um compromisso de amar alguém sem que haja a necessidade de intimidade ou paixão. Esse subtipo pode evoluir de outros e se caracteriza pelo fato de um casal estar com um relacionamento estagnado, seja pelo longo tempo da relação ou por outros problemas que levam a um afastamento da atração física e do envolvimento emocional entre as partes.

4. Amor Romântico (Intimidade + Paixão)

Um pouco de romantismo não faz mal a ninguém no entanto isso não quer dizer que o relacionamento será longo e duradouro, neste subtipo intitulado amor romântico é caracterizado pela atração física e emocional muito intensa entre as partes cuja duração é limitada pois ambos não conseguem sobreviver as situações difíceis e os conflitos vivenciados no dia a dia do casal.

5. Amor Companheiro (Intimidade + Compromisso)

O amor companheiro muitas vezes surge de uma relação de amizade caracterizada pelo compromisso da vida a dois mas com o tempo a paixão e a atração física vão desaparecendo, o relacionamento vai esfriando, a intimidade deixa de existir, só o compromisso de viver juntos prevalece.

6. Amor Ilusório (Paixão + Compromisso)

Esse subtipo do amor é muito conhecido, você pode não ter vivido ele mas certamente conhece alguma história parecida, é caracterizado por aquela súbita paixão onde ambos fazem juras eternas de amor sem ao menos se conhecerem, tomados pelo momento escrevem uma história de amor e paixão a qual nunca se tornará realidade, isso se dá por não existir a intimidade ou quando essa começa a se tornar realidade se mostra incompatível com o roteiro previamente planejado pelo casal no furor da paixão e das juras eternas de amor.

7. Amor Verdadeiro (Intimidade + Paixão + Compromisso)

Talvez o subtipo que todas as pessoas sonham, o fato de encontrar o parceiro(a) perfeito(a) e viver um Amor Verdadeiro composto dos 3 componentes iniciais, intimidade onde ambos se conhecem profundamente e aceitam suas virtudes e defeitos, encontram um ponto de equilíbrio na paixão onde não são posse mas sim doação e por ultimo a decisão de manter um compromisso sério, estável, duradouro. Em pleno século 21 o amor verdadeiro pode estar se transformando em uma utopia mas ainda possível de se viver.

8. Sem Amor - Ausência dos três componentes

Entramos no âmbito dos relacionamentos interpessoais, a vida profissional, as pessoas com quem nos relacionamos em nosso dia a dia no trabalho, na escola, as pessoas comuns, os colegas, nesse subtipo do amor não existe a intenção de se aprofundar na intimidade alheia, ou de ter um relacionamento amoroso ou algum tipo de compromisso de vida a dois.


Conclusão

Robert Sternberg
Toda pessoa que está em um relacionamento, seja um simples namoro com alguns dias de duração ou um casamento já de longa data, deveria conhecer a fundo a Teoria Triangular do Amor de Robert Sternberg para poder entender a fundo o que realmente deseja em um relacionamento a fim de tomar uma decisão que o leve a experimentar aquilo que ele quer e da mesma maneira respeite a outra parte dando a oportunidade que essa também tenha direito a uma opção.
Importante observar que a Teoria de Sternberg não é voltada a proporcionar um conhecimento sobre o Amor Verdadeiro mas sim dar ferramentas para que uma pessoa possa entender o momento que está vivendo e tomar decisões que possam levar a experimentar isoladamente um dos 3 componentes do amor, intimidade, paixão ou compromisso de tal forma que ciente de sua decisão possa usufruir desse momento intensamente, seja conhecendo melhor uma pessoa, vivendo uma intensa história de amor ou uma vida a dois que ultrapasse a barreira das décadas.
Apresento um pequeno texto dos autores Hernandez e Biasetto contido no livro Os componentes do amor e a satisfação onde explicam sobre a importância de considerar que cada individuo possui diversos triângulos de amor e a partir da dinâmica entre esses componentes é que poderá atingir o sucesso ou o fracasso em um relacionamento.
Não há apenas um triângulo em qualquer relacionamento, mas vários. Por exemplo, cada pessoa tem um triângulo real e um triângulo ideal. Quanto maiores as diferenças entre os vários triângulos, menor a satisfação no relacionamento. Para que o amor possa florescer, as ações num relacionamento amoroso devem refletir o tamanho e a forma do triângulo do amor. Para cada membro de um casal podemos observar o que um sente realmente pelo outro, o que cada um gostaria idealmente de sentir pelo outro, o que cada um sente por ele e como cada um gostaria, idealmente, que o outro sentisse por ele.

Gene da felicidade

Um único gene pode tornar o mais promíscuo dos ratos dos prados num marido atento e devotado, tal como os seus primos ratinhos do campo, relata a revista Nature na sua edição mais recente.
Alterando a química hormonal do cérebro deste pequeno roedor, os cientistas obtiveram uma ratinho fiel, o que, acreditam, pode levar a uma maior compreensão da forma como o comportamento social é controlado no Homem. A actividade da mesma hormona pode também desempenhar um papel importante em doenças como o autismo, onde os indivíduos não apresentam competências sociais básicas.
Menos de 5% dos mamíferos são habitualmente monogâmicos, sendo os ratinhos do campo Microtus ochrogaster um desses raros casos. Após o acasalamento, os machos apaixonam-se pela sua parceira, mantendo-se perto dela todo o tempo, protegendo-a vigorosamente e ajudando na criação das ninhadas.
Já os seus parentes próximos, os ratinhos dos prados Microtus pennsylvanicus, por sua vez, têm uma atitude mais comum: acasalam com várias fêmeas e dão muito pouca atenção às suas crias.
Estudos prévios já tinham demonstrado que a hormona vasopressina encorajava a ligação dos casais nos ratos dos campos, bem como o facto de os animais mais promíscuos apresentarem um menor número de receptores V1a para a vasopressina na zona do cérebro anterior designada paládio ventral. 
De forma a provar que a vasopressina tem um efeito "amansador", os investigadores forneceram aos ratos dos prados uma dose extra de receptores V1a no paládio ventral. Os resultados foram espantosos: depos da introdução do gene dos receptores  V1a, os antigos playboysmudaram completamente. De repente, os machos fixaram-se numa única fêmea, escolhendo permanecer com ela mesmo quando tentados por outras fêmeas.
Os cientistas consideram que uma cadeia de acontecimentos leva a que uma única hormona tenha um efeito tão dramático. Pensam que quando os ratos acasalam a vasopressina é libertada e liga-se aos receptores V1a do cérebro, que, por sua vez, vai desencadear um "sistema de recompensa" neural. 
O sistema de recompensa faz o macho sentir-se feliz, associando esses sentimentos com a fêmea com que acabaram de acasalar, encorajando-os a permanecer com ela, explica Larry Young, da Emory University, co-autor do estudo.
Os investigadores concluíram, portanto, que os ratos dos prados são promíscuos porque lhes falta um elo dessa sequência de acontecimentos, os receptores V1a no cérebro anterior.
No entanto, as implicações deste estudo vão muito para além de ratinhos Casanova, pois os cordelinhos do comportamento humano podem ser puxados por hormonas e cadeias de acontecimentos semelhantes.
É sabido que a vasopressina é libertada quando os humanos têm relações sexuais, refere Young. O sexo é quase de certeza utilizado como forma de reforçar laços entre humanos e a vasopressina pode desempenhar um papel a esse nível.
Apesar das implicações interessantes para as mulheres ciumentas, os investigadores consideram que este estudo abre novas perspectivas para a compreensão de problemas de socialização, como o autismo.
Estamos a fazer este estudo porque queremos compreender o cérebro social, explica Young. Porque interagimos com outras pessoas e o que pode estar a correr mal quando surgem doenças como o autismo? 
O professor Joseph Piven, psiquiatra da Universidade da Carolina do Norte, concorda que os ratinhos podem revelar algo importante sobre o autismo. Até agora não tinha sido encontrada uma ligação forte entre o autismo e a vasopressina mas após este estudo, de certeza devemos olhar para essa possibilidade com novos olhos, concluiu Piven.

4 dicas para deixar de amar alguém




Publicado em 27.02.2013 
original
O amor é lindo, só que nem sempre. Não sei se existe um estudo científico sobre isso, mas algumas pessoas concordariam que parecem existir mais amores não correspondidos do que finais felizes no mundo.
Em vez de intimidade, parceria e carinho, o que nos resta é rejeição e sofrimento. O que fazer nesses momentos?
Embora não exista nenhuma cura rápida para coração partido, especialistas dizem que é possível se “desapaixonar”. Confira as melhores maneiras de parar de amar alguém:

Largando o vício

Você pode sentir que o amor é algo além de seu controle, mas pesquisas psicológicas mostram que há, na verdade, formas de domar esse sentimento selvagem. A antropóloga Helen Fisher, da Universidade Rutgers (EUA), por exemplo, trabalhou com neurocientistas para produzir imagens do cérebro das pessoas enquanto elas estão apaixonadas, e descobriu que os sentimentos de amor intenso ativam a uma região do cérebro (núcleo accumbens) associada com recompensas e vícios.
Ou seja, o amor ativa as partes do nosso cérebro que também são ativadas no cérebro de viciados em cocaína e cigarro quando eles antecipam a sensação de se drogar ou fumar. Por conta disso, Fisher recomenda tratar seu amor do jeito que você trataria um vício: jogando fora cartões e cartas, ou escondendo-os em um armário. “Se você está tentando parar de ingerir álcool, você não deixa uísque em sua mesa”, explica. Idealmente, você quer parar de pensar na pessoa totalmente, então precisa se livrar de objetos que a lembrem.
Também é necessário não procurar seu ex, seja na internet ou na vida real, permanecendo o mais distante possível.

Mudando de pensamento

É fácil jogar suas memórias em uma caixa e tentar não abri-la. Evitar de pensar na pessoa, entretanto, é bem mais difícil.
Porém, segundo o psicólogo Robert Sternberg, da Universidade Estadual de Oklahoma (EUA) e autor de “A Teoria Triangular do Amor”, existem algumas coisas que você pode fazer para tornar a tarefa mais acessível.
Uma delas é refletir sobre o fato de que relações nunca podem funcionar a menos que ambas as pessoas estejam dispostas a fazê-las funcionar. Ou seja, você e a pessoa que você quer esquecer nunca teriam dado certo.
Outra coisa superimportante é manter-se ocupado. Não se dê tempo de pensar na pessoa: vá fazer algo melhor do seu dia. Estude, leia, saia, conheça outras pessoas, etc.
Encontrar alguém também ajuda a evitar que você pense no seu amor antigo. No entanto, Sternberg alerta para o risco de que parceiros transitórios geralmente não acabam sendo parceiros permanentes (aquelas pessoas que você conhece entre um relacionamento e outro).
Por fim, caso se veja pensando sobre a pessoa, seja rápido em enfatizar suas características negativas. Assim, você deve perceber, a longo prazo, que teve sorte em ter saído desse relacionamento.

Se nada disso adiantar, aguarde pela “pílula do desamor”…

O psiquiatria Thomas Lewis, da Universidade de São Francisco (EUA) e coautor do livro “Uma Teoria Geral do Amor”, suspeita que não há nada que uma pessoa possa fazer para se “desapaixonar” por alguém, da mesma forma que não há nada que uma pessoa bêbada possa fazer para ficar sóbria.
“Apaixonar-se é um estado semelhante de intoxicação, e é bem possível demonstrar, em estudos de neuroimagem, que áreas do cérebro que controlam julgamento crítico e processam emoções negativas são suprimidas durante o estado da paixão. Assim, em geral, nenhuma quantidade de raciocínio, e nenhuma quantidade de evidências sobre quão nociva a outra pessoa realmente é acabam penetrando na cabeça de alguém que está apaixonado”, sugere.
Basta pensar na famosa frase “O amor é cego” para saber que Lewis está certo. Mas nem tudo está perdido.
“Eu disse que não há nada que a pessoa possa fazer, por si só, para parar de amar. Mas acho que é possível que medicamentos modernos que alteram neurotransmissores, inclusive alguns que provavelmente não foram inventados ainda, possam interromper o estado de se apaixonar”, opina.
Lewis cita a recente descoberta de uma molécula (dihydromyricetin, em inglês) que, quando administrada, impede ratos de ficarem intoxicados quando bebem álcool. Eles podem beber o quanto quiserem, mas praticamente nada acontece a sua função cerebral (embora algo possa acontecer a seus fígados).
“Se é possível evitar que o álcool seja inebriante, então eu suspeito que é, pelo menos teoricamente possível, impedir que o amor seja inebriante, embora também suspeite que o amor possa ser mais complexo do que a embriaguez habitual”, diz.
Ou seja, o amor poderia exigir mais ajustes em neurotransmissores, além de alterações nos sistemas de dopamina, opioide endógeno e ocitocina.
Pode ser interessante pensar em uma “pílula” para se desapaixonar, mas essa solução certamente está no futuro – se é que vai chegar ao mercado um dia.

…ou aposte na única cura confiável: o tempo

Por menos romântico que isso possa soar, é verdade: o amor não dura. Cada um dos especialistas que opinou neste artigo notou que raramente param para pensar em como se “desapaixonar”. Em vez disso, eles geralmente se perguntam como duas pessoas podem permanecer apaixonadas ao longo do tempo.
Esta é uma boa notícia para os que querem afastar a sensação dolorosa da rejeição. Geralmente, a intensidade apaixonada do amor não dura. Claro, pode se aprofundar em um relacionamento duradouro ou casamento, mas nunca vai permanecer tão intensa quanto é durante o começo da relação.
Fisher explica que há verdade no velho ditado de que o tempo cura, mesmo em um nível neurológico. Ela e sua equipe descobriram que as pessoas que haviam sido rejeitadas mostravam atividade reduzida ao longo do tempo no paládio ventral, uma área do cérebro associada com sentimentos de apego.
Para ajudar o seu cérebro com esse “desapego”, faça bastante exercício físico para liberar hormônios como a dopamina. E abrace muito seus amigos: o toque é uma maneira de circular ocitocina em seu sistema, hormônio que poderia ajudá-lo a se sentir mais calmo.
“Para melhor ou para pior, a fase apaixonada não dura para sempre, não importa se queremos isso ou não. Portanto, se você se vê preso ao fardo de estar apaixonado pela pessoa errada, pode encontrar algum consolo no fato de que, algum dia no futuro relativamente próximo, você estará livre”, comenta Lewis