quinta-feira, março 31, 2011

A família Fox

A FAMÍLIA FOX Em 11 de dezembro de 1847, a família Fox instalou-se em modesta casa no vilarejo de Hydesville, Estado de New York, distante cerca de 30 km da cidade de Rochester. O nome da família Fox origina-se do sobrenome Voss, depois Foss e finalmente Fox. Eram de origem alemã, da parte paterna; e francesa, holandesa e inglesa, da parte materna. Seus antecessores foram notoriamente dotados de faculdades paranormais. O grupo compunha-se do chefe da família, Sr. John D. Fox, da esposa D. Margareth Fox e mais duas filhas; Kate, com 7 anos e Margareth, com 10 anos. O casal possuia mais filhos e filhas. Entre estas, convém destacar Leah, que morava em Rochester, onde lecionava música. Devido aos seus casamentos, foi sucessivamente conhecida como Mrs. Fisch, Mrs. Brown e Mrs. Underhill. Leah escreveu um livro, "The Missing Link", New York, 1885, no qual ela faz referência as faculdades paranormais de seus parentes anteriores. Inicialmente, tomaram parte nos acontecimentos somente Kate e Margareth, mas posteriormente Leah juntou-se a elas e teve participação ativa nos episódios subseqüentes ao de Hydesville. A CASA DE HYDESVILLE JÁ ERA ASSOMBRADA Lucretia Pulver era jovem que servira como dama de companhia do casal Bell, quando elas habitavam a referida casa até 1846. Ela contou uma curiosa história de um mascate que se hospedara com os Bells. Na noite em que o vendedor passou com aquele casal, Lucretia foi mandada a dormir na casa dos pais. Três dias depois tornaram a procurá-la. Então disseram-lhe que o mascate fora embora. Ela nunca mais viu esse homem. Depois disso, passado algum tempo, aproximadamente em 1844, começaram a dar-se fenomenos estranhos naquela casa. A mãe de Lucretia, Sra. Ann Pulver, que mantinha relações com a família Bell, relata que, em 1844, quando visitara a Sra. Bell, indo fazer tricô em sua companhia, ouvira desta uma queixa, Disse-lhe que se sentia muito mal e quase nao dormia à noite. Quando lhe perguntou qual a causa, a Sra. Bell declarou que se tratava de rumores inexplicáveis; parecera-lhe ter ouvido alguém a andar de um quarto para outro; acordou o marido e fe-lo levantar-se e trancar as janelas. A princípio, tentou afirmar à Sra. Pulver que possivelmente se tratasse de ratos. Posteriormente, confessou não saber qual a razão de tais rumores, para ela inexplicáveis. A jovem Lucretia Pulver também testemunhou os fenômenos insólitos observados naquela casa. Os Bells terminaram por mudar-se. Em 1846, instalou-se ali a família Weekman: Sr. Michael Weekman, Sra. Hannah Weekman e suas filhas. Alguns dias após terem-se alojado na referida casa, passaram a ser perturbados por ruídos insólitos: batidas na porta da entrada, sem que ninguém visível o estivesse fazendo; passos de alguém andando na adega ou dentro de casa. A família Weekman, como era de esperar-se, não permaneceu muito tempo naquela casa sinistra. Em fins de 1847 deixou-a vaga, saindo de lá definitivamente. Desse modo, atingimos a data de 11 de dezembro de 1847, quando a referida casa passou a ser ocupada pela família Fox, conforme já mencionamos no início deste artigo. A NOITE DAS PRIMEIRAS TRANSCOMUNICAÇÕES Inicialmente os Fox não sofreram nenhum incômodo em sua nova residência. Entretanto, algum tempo depois, mais precisamente nos dois primeiros meses de 1848, os mesmos ruídos insólitos que perturbaram os antigos inquilinos voltaram a manifestar-se outra vez. Eram batidas leves, sons semelhantes aos arranhões nas paredes, assoalhos e móveis, os quais poderiam perfeitamente ser confundido com rumores naturais produzidos por vento, estalos do madeiramento, ratos, etc. Por isso a família Fox não deveria ter-se sentido molestada ou alarmada. Entretando, tais ruídos cresceram de intensidade, a partir de meados de março de 1848. Batidas mais nítidas e sons de arrastar de móveis começaram a fazer-se ouvir, pondo as meninas em sobressalto, ao ponto de negarem-se a dormir sozinhas no seu quarto, e passarem a querer dormir no quarto dos pais. A princípio os habitantes da casa, ainda incrédulos quanto à possível origem sobrenatural dos ruídos, levantavam-se e procuravam localizar a causas natural dos mesmos. Na noite de 31 de março de 1848, desencadeou-se uma série de sons muito forte e continuados. Aí, então, deu-se o primeiro lance do fantástico episódio, que ficou como um marco inamovível na história da fenomenologia paranormal. A garota de sete anos de idade - a Kate Fox - em sua espontaneidade de criança teve a audácia de desafiar a "força invisível" a repetir, com os golpes, as palmas que ela batia com as mãos! A resposta foi imediata, a cada estalo um golpe era ouvido logo a seguir! Ali estava a prova de que a causa dos sons seria uma inteligência incorpórea. Para apreciar-se bem o sabor desta incrível aventura, vamos transcrever alguns trechos do depoimento da Sra. Margareth Fox. "Na noite de sexta-feira, 31 de março de 1848, resolvemos ir para a cama um pouco mais cedo e não nos deixamos perturbar pelos barulhos; íamos ter uma noite de repouso. Meu marido que aqui estava em todas as ocasiões, ouviu os ruídos e ajudou a pesquisar. Naquela noite fomos cedo para a cama - apenas escurecera. Achava-me tal alquebrada e com falta de repouso que quase me sentia doente. Meu marido não tinha ido para a cama quando ouvimos o primeiro ruído naquela noite. Eu apenas me havia deitado. A coisa começou como de costume. Eu distinguia de qualquer outro ruído jamais ouvido. As meninas, que dormiam em outra cama no quarto, ouviram as batidas e procuraram fazer ruídos semelhantes, estalando os dedos. Minha filha menor, Kate, disse, batendo palmas: "Senhor Pé Rachado, Faça o que eu faço." Imediatamente seguiu-se o som, com o mesmo número de palmadas. Quando ela parou, o som logo parou. Então Margareth disse brincando: "Agora faça exatamente como eu. Conte um, dois, três, quatro" e bateu palmas. Então os ruídos se produziram como antes. Ela teve medo de repetir o ensaio. Então Kate disse, na simplicidade infantil: "Oh! mamãe! eu já sei o que é. Amanhã é primeiro de abril e alguém quer nos pregar uma mentira." "Então pensei em fazer um teste que ninguém seria capaz de responder. Pedi que fossem indicadas as idades de meus filhos, sucessivamente. Instantaneamente foi dada a exata idade de cada um, fazendo pausa de um para outro, a fim de separar, até o sétimo, depois do que se fez uma pausa maior e três batidas mais fortes foram dadas, correspondendo a idade do menor, que havia morrido. "Então perguntei: Eh um ser humano que me responde tão corretamente? Não houve resposta. Perguntei: É um espírito? Se for, de duas batidas. Duas batidas foram ouvidas assim que fiz o pedido. Então eu disse: Se for um espírito assassinado dê duas batidas. Essas foram dadas instantaneamente, produzindo um tremor na casa. Pergutei: Foi assassinado nesta casa? A resposta foi como a precedente. A pessoa que o assassinou ainda vive? Resposta idêntica, por duas batidas. Pelo mesmo processo verifiquei que fora um homem que o assassinaram nesta casa e os seus despojos enterrados na adega; que a família era constituída de esposa e cinco filhos, dois rapazes e três meninas, todos vivos ao tempo de sua morte, mas que depois a esposa morrera. Então perguntei: Continuará a bater se chamarmos os vizinhos para que também escutem? A resposta afirmativa foi alta." Desse modo foram chamados vários vizinhos, os quais por sua vez convocaram outros, de maneira que, mais tarde e nos dias subseqüentes, o número de curiosos era enorme. Naquela noite compareceram o Sr. Redfield, o Sr. e Sra. Duesler e os casais Hyde e Jewell. "Mr. Duesler fez muitas perguntas e obteve as respostas. Em seguida indiquei vários vizinhos nos quais pude pensar, e perguntei se havia sido morto por algum deles, mas não obtive resposta. Após isso, Mr. Duesler fez perguntas e obteve as respostas. Perguntou: Foi assassinado? Resposta afirmativa. Seu assassino pode ser levado ao tribunal? Nenhuma resposta. Pode ser punido pela lei? Nenhuma resposta. A seguir disse: Se seu assassino não pode ser punido pela lei de sinais. As batidas foram ouvidas claramente. Pelo mesmo processo Mr. Duesler verificou que ele tinha sido assassinado no quarto do leste, a cinco anos passado, e que o assassínio fora cometido à meia noite de uma terça-feira, por Mr......; que fora morto com um golpe de faca de açougueiro na garganta; que o corpo havia sido enterrado; tinha passado pela dispensa, descido a escada e enterrado a dez pés abaixo do solo. Também foi constatado que o móvel fora dinheiro. "Quanta a quantia: cem dólares? Nenhuma resposta. Duzentos? Trezentos? etc. Quando mencionou quinhentos dólares as batidas confirmaram. "Foram chamados muitos dos vizinhos que estavam pescando no ribeirão. Estes ouviram as mesma perguntas e respostas. Alguns permaneceram em casa naquela noite. Eu e as meninas saímos. Meu marido ficou toda a noite com Mr. Redfield. No sábado seguinte a casa ficou superlotada. Durante o dia não se ouviram os sons, mas ao anoitecer recomeçaram. Diziam que mais de trezentas pessoas achavam-se presentes. No domingo os ruídos foram ouvidos o dia inteiro por todos quantos se achavam em casa". Estes são os principais trechos do depoimento da Sra. Margareth Fox, que mais nos interessam para dar uma descrição viva dos acontecimentos de Hydesville, na sinistra noite de 31 de março de 1848. AS ESCAVAÇÕES NA ADEGA Os mais interessados em esclarecer o caso resolveram escavar a adega, visando encontrar os despojos do suposto assassinado. Eis que, através de combinação alfabética com as pancadas produzidas, chegaram à identidade da vítima. Tratava-se de um mascate de nome Charles B. Rosma, o qual tinha trinta e um anos quando, há quatro anos passado, fora assassinado naquela casa e enterrado na adega. O assassino fora um antigo inquilino. Só poderia ter sido o Sr. Bell... Mas onde a prova do fato, o cadáver da vítima? A solução seria procurá-lo na adega, onde estaria enterrado. As escavações, porém, não levaram a resultados definitivos, pois deram n'água, sem que se tivessem encontrado quaisquer indício. Por essa razão foram suspensas. No verão de 1848, o próprio Sr. David Fox auxiliado por alguns interessados retomou o empreendimento. A uma profundidade de um metro e meio, encontraram uma tábua. Aprofundada a cova, encontraram o carvão, cal, cabelos e alguns fragmentos de ossos que foram reconhecidos por um médico como pertencentes a esqueleto humano; mais nada. As provas do crime eram precárias e insuficientes, razão talvez pela qual o Sr. Bell não foi denunciado. A DESCOBERTA DO ESQUELETO Em o número de 23 de novembro de 1904, do Boston Journal, foi notificada a descoberta do esqueleto de um homem cujo Espírito se supunha ter ocasionado os fenômenos na casa da família Fox em 1848. Meninos de uma escola achavam-se brincado na adega da casa onde moravam os Fox. A casa tinha fama de ser mal-assombrada. Em meio aos escombros de uma parede - talvez falsa - que existira na adega, os garotos encontraram as peças de um esqueleto humano. Junto ao esqueleto foi achada uma lata de uma espécie costumeira usada por mascates. Esta lata encontra-se agora em Lilydale, a sede central regional dos Espiritualistas Americanos, para onde foi transportada a velha casa de Hydesville. Como pode ver-se, cinquenta e seis anos depois, em 22 de novembro de 1904 (data do encontro do esqueleto do mascate), parece não haver dúvida de que foram confirmadas as informações obtidas em 1848 a respeito do crime ocorrido naquela casa. Este episódio constitui-se em um notável caso de TCD (transcomunicação direta). As evidências são muito fortes. O MOVIMENTO ESPALHA-SE As duas garotas, Margareth e Kate, foram afastadas de sua casa, pois suspeitava-se que os fenômenos eram ligados sobretudo à sua presença. Margareth passou a morar com seu irmão David Fox. A Kate mudou-se para Rochester, onde ficou em casa de sua irmã Leah, então casada e agora Sra. Fish. Entretanto, os ruídos insistiam em acompanhar as irmãs Fox; onde elas se achavam, ocorriam os fenômenos. Parece que agora se observava uma espécie de contágio, pois, Leah Fish, a irmã mais velha, passou a apresentar também os mesmos fenômenos. Logo mais, começaram a surgir em outras famílias: "Era como uma nuvém psíquica, descendo do alto e se mostrando nas pessoas suscetíveis. Sons idênticos foram ouvidos em casa do Rev. A.H.Jervis, ministro metodista residente em Rochester. Poderosos fenômenos físicos irromperam na família do Diacono Hale, de Greece, cidade vizinha de Rochester. Pouco depois Mrs. Sarah A. Tamlin e Mrs. Benedict de Auburn, desenvolveram notável mediunidade (...)". O movimento espalhar-se-ia, mais tarde, pelo mundo, conforme fora afirmado em uma das primeiras comunicações através das irmãs Fox. As próprias forças invisíveis insistiram para que se fizessem reuniões públicas onde elas pudessem manifestar-se ostensivamente. Era uma nova mensagem que vinha do mundo dos Espíritos, conclamando os homens para uma outra posição filosófico-religiosa. "SPIRITUALISMO" E ESPIRITISMO A "Onda Espiritualista" passou da América para a Europa, cujo terreno já se encontrava preparado pelo desenvolvimento científico, e onde os fenômenos de TC (transcomunicação) iriam ser estudados mais tarde, com rigor e profundidade pelos fundadores da "Psychical Reserch" e da Metapsiquica. A forma bastante comum sob a qual a manifestações de TC (transcomunicação) se apresentaram na Europa, foi a das "mesas girantes". Vamos focalizar mais adiante e resumidamente esse período, do qual tambem se originou o Espiritismo na França, gracas às investigações científicas e ao método didático do ilustre intelectual lionês, Denizard Hypplite Leon Rivail (Allan Kardec). Nunca é supérfluo enfatizar que não se deve confundir o "Spiritualism" com o espiritismo. O primeiro nasceu como um movimento popular, provocado por evidências a favor da crença na existência, sobrevivência e comunicabilidade do Espírito. Posteriormente o "Spiritualism"adquiriu a forma de um religiao organizada que aspira, também, ser uma Ciência e uma Filosofia. Agora, um ponto importante: o "Spiritualism" não incorporou a idéia da reencarnação. Ele admite apenas a continuidade da vida após a morte, sem inferno ou céu, porém em contínuo aprendizado e evolução no "Mundo Espiritual". Há algumas diferenças entre os princípios básicos do "Spiritualismo" e do Espiritismo. A mais profunda é a questão da "reencarnação". O Espiritismo não só aceita o renascimento, como admite a Lei do Carma, considerando serem estes os fatores naturais da evolução do Espírito. Embora Allan Kardec, o codificador da Doutrina Espírita, considere Sócrates e Platão como os precursores da idéia cristã e do Espiritismo, a sua atenção para a realidade da comunicação dos Espíritos foi despertada pelo fenômeno das "mesas girantes". REPERCUSSÃO ENTRE INTELECTUAIS A partir do episódio das irmãs Fox, a transcomunicação, aqui no ocidente, passou atrair a atencao de um pequeno grupo de cientistas. Inicialmente, tais investigadores achavam-se, em sua maioria, imbuidos de forte cepticismo acerca do fenômenos paranormais que passaram a ganhar popularidade inusitada na Europa. Somente a curiosidade diante da estranheza de tais ocorrências conseguiu levar esses poucos cientistas a observá-las. Logo no começo da fase, as pesquisas conduziram à formação de três categorias de pessoas, conforme suas opiniões acerca da natureza dos referidos fenômenos. O primeiro grupo consistiu nos que viram nesses fatos uma confirmação de suas crencas na sobrevivência, na comunicabilidade e progresso dos Espíritos. A natureza do homem, para eles, era dual, e continha um componente espiritual além do material. Desta interpretação, surgiu um aspecto religioso como decorrência imediata do reconhecimento da natureza espiritual da criatura humana. O "Spiritualism", na Inglaterra, e o Espiritismo, na França, são exemplos dessa interpretação, embora ambos reivindiquem, também, para suas doutrinas, os aspectos filosóficos e científicos. Um segundo grupo constituiu-se, em sua maioria, por cidadãos de acentuado interesse científico. Alguns já eram cientistas profissionais, professores e investigadores em diversas áreas de conhecimento teórico e prático. Outros, com títulos e formação superior, embora nao especialistas em disciplinas científicas, sentiram-se também interessados em investigar de maneira racional os referidos fatos, denominados, na época, "fenômenos psiquicos". Daí a designação usual desta atividade: "Psychical Research" (Pesquisa Psiquica). Na França, Charles Richet deu-lhe outro nome: "Metapsiquica". No segundo grupo, figuravam, indistintamente, os espiritualistas, os indiferentes e os materialistas. Apenas os seguintes objetivos pareciam movê-los: confirmar ou negar os propalados fenômenos e, no caso afirmativo, descibrir a sua real causa eficiente. Finalmente, um terceiro grupo, compreendendo a maioria dos interessados, colocou-se em franco antagonismo relativamente aos dois primeiros. Compunha-se de cientistas, intelectuais em geral, jornalistas e pessoas comuns. Alguns eram fieis ou chefes de religiões instituídas. Grande número desses cidadãos, especialmente os intelectuais, achava-se impregnado de filosofias materialistas e havia absorvido as ideias positivistas. Revelaram-se profundamente céticos e procuraram liquidar com a crença nos aludidos fenômenos. Para eles, os fenômenos paranormais eram manifestações de superstição, ilusões e fraudes, ou alienação mental. Para alguns religiosos, poderiam ser armadilhas do "demônio", ou tentativas de indivíduos mal intencionados que visavam abalar as bases das religiões tradicionais. Outros chegavam a acreditar que se tratava da revivescencia da Magia e do Ocultismo, numa tentativa de dominio de opinião pública. CONCLUSÃO Foi neste clima que se desenrolaram as dramáticas transcomunicações, cuja iniciativa, ao que parece, partiu do Plano Espiritual. As manifestações mais em evidência foram as chamadas "Mesas Girantes". Este episódio inaugurou o Período Espíritico, conforme a classificação de Charles Richet. Segundo este sábio, tal período vai das irmãs Fox ate as pesquisas de Sir Willian Crookes, em 1872.

segunda-feira, março 28, 2011

Café da manhã no McDocnald's

Café da manhã no McDonald's


Esta é uma bela história e é também uma história real. Sou mãe de três crianças (14, 12 e 3 anos) e recentemente terminei a minha faculdade. A última aula que assisti foi de sociologia....


O professor dava as aulas de uma maneira inspiradora, de uma maneira que eu gostaria que todos os seres humanos também pudessem ser. O último projeto do curso era simplesmente chamado "Sorrir"... A classe foi orientada a sair e sorrir para três estranhos e documentar suas reações...


Sou uma pessoa bastante amigável e normalmente sorrio para todos e digo oi de qualquer forma. Então, achei que isto seria muito tranquilo para mim... Após o trabalho ser passado para nós, fui com meu marido e o mais novo de meus filhos numa manhã fria de Março ao McDonald's. Foi apenas uma maneira de passarmos um tempo agradável com o nosso filho...


Estávamos esperando na fila para sermos atendidos, quando de repente todos a nosso redor começaram a ir para trás, e então o meu marido também fez o mesmo... Não me movi um centímetro... Um sentimento arrebatador de pânico tomou conta de mim, e me virei para ver a razão pela qual todos se afastaram... Quando me virei, senti um cheiro muito forte de uma pessoa que não toma banho há muitos dias, e lá estava na fila dois pobres sem-teto. Quando eu olhei ao pobre coitado, próximo a mim, ele estava "sorrindo"... Seus olhos azuis estavam cheios da Luz de Deus, pois ele estava buscando apenas aceitação... Ele disse, Bom dia!, enquanto contava as poucas moedas que ele tinha amealhado... O segundo homem tremia suas mãos, e ficou atrás de seu amigo... Eu percebi que o segundo homem tinha problemas mentais e o senhor de olhos azuis era sua salvação.. Eu segurei minhas lágrimas, enquanto estava lá, parada, olhando para os dois...


A jovem mulher no balcão perguntou-os o que eles queriam... Ele disse, "Café já está bom, por favor...", pois era tudo o que eles podiam comprar com as poucas moedas que possuiam... (Se eles quisessem apenas se sentar no restaurante para se esquentar naquela fria manhã de março, deveriam comprar algo. Ele apenas queria se esquentar)...


Então eu realmente sucumbi àquele momento, quase abraçando o pequeno senhor de olhos azuis... Foi aí que notei que todos os olhos no restaurante estavam sobre mim, julgando cada pequena ação minha... Eu sorri e pedi à moça no balcão que me desse mais duas refeições de café da manhã em uma bandeja separada... Então, olhei em volta e vi a mesa em que os dois homens se sentaram para descansar... Coloquei a bandeja na mesa e coloquei minha mão sobre a mão do senhor de olhos azuis... Ele olhou para mim, com lágrimas nos olhos e me disse, "Obrigado!!" Eu me inclinei, acariciei sua mão e disse "Não fui eu quem fiz isto por você, Deus está aqui trabalhando através de mim para dar a você esperança!!" Comecei a chorar enquanto me afastava deles para sentar com meu marido e meu filho...


Quando eu me sentei, meu marido sorriu para mim e me disse, "Esta é a razão pela qual Deus me deu você, querida, para que eu pudesse ter esperança!!"... Seguramos nossas mãos por um momento, e sabíamos que pudemos dar aos outros hoje algo pois Deus nos tem dado muito..... Nós não vamos muito à Igreja, porém acreditamos em Deus... Aquele dia, me foi mostrada a Luz do Doce Amor de Deus...


Retornei à aula na faculdade, na última noite de aula, com esta história em minhas mãos. Eu entreguei "meu projeto" ao professor e ele o leu... E então, ele me perguntou: "Posso dividir isto com a classe?" Eu consenti enquanto ele chamava a atenção da classe para o assunto... Ele começou a ler o projeto para a classe e aí percebi que como seres humanos e como partes de Deus nós dividimos esta necessidade de curarmos pessoas e de sermos curados... Do meu jeito, eu consegui tocar algumas pessoas no McDonald's, meu filho e o professor, e cada alma que dividia a classe comigo na última noite que passei como estudante universitária... Eu me graduei com uma das maiores lições que certamente aprenderei: ACEITAÇÃO INCONDICIONAL.

Marilia Gabriela Entrevista Reynaldo Gianecchini 4de4.mpg

Marilia Gabriela Entrevista Reynaldo Gianecchini 3de4.mpg

Marilia Gabriela Entrevista Reynaldo Gianecchini 2de4.mpg

Marilia Gabriela Entrevista Reynaldo Gianecchini 1de4.mpg

terça-feira, março 15, 2011

B.o.B - Don't Let Me Fall [Official Music Video]

muito legal

Feijão de Venenosum Calabar do Physostigma

Lugar de origem: Ghana

A fisostigmina, um alcalóide tóxico é originária da planta fava de Calabar.

A fisostigmina ajuda a prolongar a atividade da acetilcolina, um neurotransmissor que estimula a secreção gástrica, os contratos de musculatura lisa e dilata os vasos sanguíneos.

Este alcalóide cristalino (C15H21N3O2) é usado em medicamentos como miótico para o tratamento de glaucoma, um agente colinérgico, e para melhorar a memória em pacientes com doença de Alzheimer.

Licenciado em vários países como um agente para reverter o efeito de drogas e venenos que causam a síndrome anticolinérgica, estudos realizados mais de duas décadas atrás, sugeriram que a fisostigmina pode melhorar a memória em pessoas com ou sem demência.

Usos: Glaucoma - doença de Alzheimer 


Physostigma venenosum (o feijão ou feijão calvário Calabar) é a semente de uma leguminosa planta , nativa das florestas tropicais da África , venenoso para os seres humanos. Deriva-se a primeira parte do seu nome científico a partir de um bico semelhante apêndice curioso no final do estigma , no centro da flor; este apêndice, embora sólida, era suposto ser oca (daí o nome de φῦσα, a bexiga, e estigma).

A planta é um grande, herbáceo , subindo perene , com o amadeirado caule, na base, até 2 polegadas (5 cm) de diâmetro; ele tem um hábito como o corredor escarlate , e atinge uma altura de cerca de 50 pés (15 m). As flores, que descansam em pedúnculos axilares, são grandes, cerca de um centímetro de comprimento, agrupadas em pendular, fascicled cachos pálido-rosa ou púrpura, e lindamente veado. As vagens de sementes, que contêm duas ou três sementes ou feijão, são 6 ou 7 polegadas (15 ou 18 cm) de comprimento; e os grãos são aproximadamente do tamanho de um simples feijão cavalo , mas muito mais espessa, com uma cor marrom-chocolate profundo.

mais uma atualização sobre feijões:

Sim, por incrível que pareça nosso primeiro componente da lista é o nosso amado feijão brasileiro de cada dia. Feijões em geral contém lectina e antitripsina, substâncias com alto poder tóxico que podem levar a morte. A lectina é uma proteína que causa sérios danos nos mamíferos, como por exemplo a aglutinação de hemácias (é como se suas células vermelhas do sangue começassem a se grudar e virar pequenas bolinhas, os coágulos) provocando o entupimento de veias, podendo causar AVC (derrame cerebral). Já a antitripsina atua de modo a impedir a formação de algumas enzimas importantes para a digestão, entre elas a tripsina. A falta de tripsina no nosso corpo pode ocasionar não só danos ao pâncreas, mas também ao próprio pulmão. Em casos severos de ingestão, podem levar a morte.
Uma pergunta fica no ar: se feijão contém substâncias altamente tóxicas, por que então não morremos já que consumimos quase todos os dias? Simples! Por se tratarem de proteínas, ao serem cozinhadas na panela de pressão, suas moléculas sofrem desnaturação e são desativadas. Sendo assim, a ação tóxica do feijão está em seu estado cru e não cozido. Mesmo o processo de cozimento não é 100% eficaz, mas permite desativar uma quantidade grande destas proteínas e a pequena parcela que sobra não nos causa nenhum mal.
Em testes de laboratório, ratos foram completamente exterminados consumindo apenas feijão cru. Você até pode oferecer feijão cru para os ratos da sua casa, eles com certeza irão morrer, o problema é você convencê-los a comer.

sábado, março 12, 2011

cleo por cleo


Tenho uma particularidade instigante: preciso da solidão. Gosto de pessoas, preciso delas, não sei viver sozinha. Mas sou mimada, preciso quando eu quero. Sou egoísta, gosto de ver televisão sozinha, sem ninguém falando junto. Sou chata, não gosto de dividir banheiro com ninguém. Sou espaçosa, bagunço as minhas coisas. Preciso da solidão pra ler, pra olhar para o teto, pra tirar ponta dupla do cabelo, pra fazer as unhas, pra pensar em tudo, pra fazer nada. Preciso da solidão pra ser eu mesma. Pra fazer alongamento, rir de mim, chorar comigo. Não entendo como tem gente que não abre a janela em dias nublados. Eu adoro janelas abertas, esteja um dia lindo de sol ou um carregamento de nuvens cinzas. Tenho que sentir o ar que vem lá de fora, seja ele qual for. Com seu gosto, cheiro, textura. Falo algumas coisas esquisitas como essa, por exemplo, ar com textura. Conheço cores que ninguém conhece, vejo alguns filmes que grande parte da população acha tosco. Não gosto de deixar as coisas pela metade, mas já deixei...

E quando o pênis humano tinha espinhos.


Está na revista britânica Nature e na página de Ciência do jornal O Globo de hoje: os pênis humanos tinham espinhos antigamente e, com a evolução, ficaram lisinhos. Essa mudança genética, providencial para as mulheres, permitiu que o sexo passasse a ser mais prolongado…e prazeroso. O estudo é das universidades americanas de Stanford, Georgia e Pensilvânia. O mesmo mecanismo molecular que fez o homem perder os espinhos do pênis também teria levado ao crescimento do cérebro masculino.

Segundo os cientistas, os espinhos no pênis do homem – parecidos com os que havia nos chimpanzés – tinham dupla função. Davam mais sensibilidade ao homem na hora da cópula (que palavra horrível…). E “ajudavam a remover o esperma de rivais que tivessem copulado anteriormente com aquela fêmea, garantindo a propagação de seus genes”. Argh.

Claro que os espinhos não eram como os da foto que ilustra este post, embora causassem danos à “fêmea” – ou seja, às mulheres daqueles tempos. Os espinhos eram pequenas estruturas flexíveis de queratina ainda presentes em macacos, gatos e ratos, de acordo com a pesquisa.

Nessa semana de comemorações do Dia Internacional da Mulher, achei muito ilustrativo esse estudo sobre a evolução do pênis. E como não sou cientista, apenas apreciadora, reagi com três reflexões imediatas e bem simples.

1) Como é bom ser mulher no ano 2011. Que sorte. Especialmente quando se namora um homem evoluído.

2) Se os homens ainda tivessem pênis-cactos, eu seria definitivamente gay.

3) Muitos homens ainda não descobriram que essa evolução da Ciência – ou seja, o pênis mais lisinho – permite a eles ficar mais tempo transando. A revista Nature pode ajudá-los a descobrir como agem na cama os homens evoluídos.

Frases pra rir... de raiva


As pessoas não são lá muito criativas quando querem dar um fora em alguém. Homens e mulheres recorrem sempre às mesmas frases feitas, embora as mulheres, a meu ver, gostem mais de se explicar. Querem manter como amigo o cara que não serve mais como namorado. Ou talvez só não consigam ignorar o lado maternal.

Ser fofa além da conta, porém, pode ser uma grande furada. O cara pode não entender o recado. Pode achar que você está só fazendo charme e te perseguir por toda a eternidade. É melhor ser clara (embora isso nem sempre funcione). Só aposte na dubiedade se quiser uma legião de homens sedentos por atenção ao seu redor. Como naquela cena de O vento levou em que Scarlett O’Hara é paparicada durante um churrasco por vários homens que jamais deixarão o posto de meros escravos de seus caprichos. São uns iludidos.

E a ilusão, às vezes, é necessária. A verdade, nua e crua, dói. Vai ver é por isso que existem tantos adeptos do clássico “o problema não é você, sou eu”. Ou do “estou confuso, passando por um momento complicado”. Cof cof.


Frases assim não só são risíveis como podem indicar que o sujeito ou a moça tem a intenção de “cozinhar em banho-maria” o desapontado interlocutor. É mais ou menos assim o raciocínio: por que dispensar a pessoa, se posso mantê-la por perto e dar uma ligada quando EU tiver vontade?

Não seja uma vítima! E não faça vítimas! Confira a minha pequena lista de frases toscas e fuja delas:

1) Você é a pessoa certa na hora errada.

Ok. E qual seria a hora certa? Aquela em que as baladas começarem a se tornar chatas, previsíveis e você sentir a necessidade de discutir em profundidade um filme dinamarquês?

2) Não é você, sou eu.

Gosto do ar enigmático dessa. A pessoa nunca consegue explicar por que ela não é boa o bastante para você, quando sabemos que se trata do contrário: é você que não preenche os requisitos. Caridosa, a pessoa tenta não ser tão desagradável e opta por mais uma boa dose de clichês. E a gente sai da conversa meio tonta, meio com raiva. Quer dizer, totalmente com raiva.

3) Você é ótima (o), MAS…

Acho honesto se a pessoa disser qual é o problema logo depois do “mas”. Porém, é grande o risco de a frase ficar assim: Você é ótima (o), mas apareceu na hora errada. Zzz.

4) Estou confuso (a)

O mais legal dessa é que não dá para estabelecer prazos. A confusão, gente, pode nunca passar. É muito conveniente, versátil e evita perguntas, porque elas só deixarão a pessoa ainda mais confusa. E é capaz de você ainda ser feita de vilã (ou vilão) da história.

Mais exercícios e menos maconha


Pesquisadores da Universidade de Vanderbilty, em Nashville, nos Estados Unidos, estão estudando usuários de maconha para tentar entender como os exercícios atuam sobre o cérebro – e, quem sabe, usar a atividade física como prevenção e tratamento para usuários da droga. Os participantes (apenas 12, o que inspira futuros estudos para a confirmação dos resultados) relataram uma diminuição significativa na vontade de fumar depois de algumas sessões de corrida na esteira, de acordo com estudo publicado na quinta (10) no PLoS ONE. Esta é a primeira pesquisa a demonstrar que o exercício pode reduzir o consumo de cannabis por pessoas que não desejam parar.

Os cientistas escolheram oito estudantes do sexo feminino e, quatro, do masculino, que se encaixavam no critério de "dependentes" da droga e não queriam qualquer ajuda ou tratamento para parar de fumar. Durante o período acompanhado pelos pesquisadores, o desejo de fumar e o uso efetivo da maconha diminuiu mais de 50% depois de corridas de 10 a 30 minutos na esteira, duas vezes por semana. Isso resulta em 10 sessões, mas já nas cinco primeiras a vontade de fumar já havia diminuído bastante.

Os participantes do estudo, que declararam fumar em média 5,9 cigarros de maconha por dia, frequentaram o centro de estudos de Vanderbilt cinco vezes por semana durante duas semanas para as sessões na esteira. Os pesquisadores mediram a quantidade de exercício necessária para cada um atingir entre 60% e 70% de sua frequência cardíaca máxima, e assim criaram um programa personalizado para cada jovem. Depois da corrida, os estudantes viram fotos relacionadas ao uso da maconha e seu estímulo, para depoir rankear seus desejos pela droga. Foi então que expressaram ter menos vontade de consumi-la. Além disso, disseram que reduziram o uso para 2,8 cigarros de maconha por dia durante o programa de exercícios.


O estudo avaliou o uso e o desejo pela droga em jovens que não queriam ajuda ou tratamento para o vício"Hoje não há formas de tratar a dependência de cannabis com medicamentos. Essa é uma grande (descoberta), considerando a magnitude do problema do uso da droga nos EUA", diz o co-autor da pesquisa, Peter Martin, diretor do Centro de Dependência de Vanderbilt. Ele diz que é importante repetir tais experimentos em um estudo maior, randomizado e controlado.

Segundo outro pesquisador, Mac Buchowski, o estudo mostra que o exercício pode realmente mudar como o cérebro trabalha e a maneira como ele responde ao mundo. Para ele, o uso da maconha pode parecer "um hábito inocente e recreacional", mas é uma doença que deve ser tratada.

Nos Estados Unidos, o abuso ou dependência da maconha e suas complicações aumentaram em todas as faixas etárias na última década. Em 2009, aproximadamente 16,7 milhões de americanos acima de 12 anos já haviam usado a droga nos meses anteriores, sendo 6,1 milões usuários frequentes – 20 ou mais dias durante o mês.

No Brasil, o consumo também vem crescendo. Em 2001, 6,9% da população usava a droga. Em 2005, passou a 8,8%. Ja a dependência atinge 1,2% dos brasileiros, segundo levantamento domiciliar sobre o uso de drogas psicotrópicas no Brasil feito pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). O último levantamento, de 2007, mostra que o uso de maconha entre mulheres cresceu de 3,4%, em 2001, para 5,1%, em 2005. Entre os homens, o aumento foi de 10,6 para 14,3%, respectivamente.


sexta-feira, março 11, 2011

Cientistas desenvolvem sistema que filma, em tempo real, transcrição molecular

O spliceossoma é o responsável por retirar dos genes as partes que não façam sentido no código para depois “grudar”, uma na outra, as partes restantes, dando sentido ao gene
Redação Época
Filmar o trabalho do RNA (ácido ribonucleico) em nível molecular e ao vivo agora é uma realidade. Cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Massachusets desenvolveram um novo método que permite, pela primeira vez, filmar em tempo real as pequenas partículas de RNA realizando seu trabalho de transcrição - o copiar e colar de informações genéticas dentro do núcleo celular.

O estudo partiu de uma série de pesquisas desenvolvidas com o chamado spliceossoma. Ele é o responsável por retirar dos genes as partes que não façam sentido no código para depois “grudar”, uma na outra, as partes restantes, dando sentido ao gene e criando os mapas celulares finais para que se formem as proteínas.

Como cada splicing de RNA - o processo de “copiar e colar” - desenvolve um mapeamento celular diferente, os genes humanos conseguem codificar tipos diferentes de proteínas. A importância do processo é que, sem ele, os genes conteriam muito menos informação genética.

“Entender como essas micromáquinas funcionam dentro da célula é importante por inúmeras razões. Uma delas é aprofundar os estudos da biologia básica - o que nos faz sermos humanos”, explica Aaron Hoskins, co-autor do artigo científico em que foram divulgadas as descobertas.

Dada a complexidade do spliceossoma, até hoje não tinham sido realizados estudos conclusivos. “A única maneira de realmente entendê-lo era abrí-lo ao meio e olhá-lo por dentro”, afirma Melissa Moore, autora do estudo. Ao invés de fazer isso, os cientistas criaram um tipo de “câmera” que filma a atividade nesse nível molecular através de uma série de raios laser de cores diferentes, da técnica de microscopia fluorescente e de um método de colorir as proteínas, o que permitiu aos pesquisadores captarem, em tempo real, a transcrição acontecendo.

Analisando o spliceossoma de célular da levedura, Moore e sua equipe conseguiram descobrir que o caminho na composição celular é reversível - antes ele era considerado como uma espécie de “via de mão única”, mas na verdade “é uma via de mão dupla que leva a diversas ruas sem saída”.

Podendo ver tudo isso ao vivo, os cientistas agora têm mais ferramentas para entender um dos mais cruciais e obscuros processos genéticos, o splicing alternativo - processo em que o RNA se reconecta de diversas formas diferentes para criar os códigos de proteínas diferentes.

Para se ter uma ideia da importância, na cadeia genética humana, 95% dos genes participam nesse processo de splicing alternativo. “Essa pesquisa tem uma série de implicações para a biologia e para a medicina. O splicing é um processo tão dogmático na transferência de informação do DNA para o RNA para as proteínas que um estudo mais aprofundado disso pode levar a uma melhor compreensão de como e quando algumas partes desse processo falham”, afirmou Terence Flotte, reitor da Escola de Medicina da Universidade de Massachusets.

“É sempre importante quando um dos processos fundamentais da natureza é finalmente desvendado com clareza pela primeira vez”, disse Flotte

FLAGRANTE - TSUNAMI INVADINDO A COSTA CHILENA

Tsunami passa pelo Hawaii, Nova Zelandia e Norte do Japão após terremoto...

Terremoto e tsunami matam mais de 300 no Japão

TÓQUIO, 11 de março (Reuters) - O maior terremoto já ocorrido no Japão em 140 anos de medições atingiu na tarde desta sexta-feira (madrugada no Brasil) a costa nordeste do arquipélago, provocando uma onda de dez metros de altura que varreu tudo em seu caminho, incluindo casas, navios, carros e estruturas agrícolas.

Cerca de 300 corpos foram encontrados na cidade costeira de Sendai, no nordeste do país, segundo a emissora de TV NHK. Aparentemente, as pessoas morreram afogadas. A dimensão dos danos ao longo de uma extensa faixa costeira indica que o número de mortos pode aumentar significativamente.

Centenas estão desaparecidos.

A Cruz Vermelha disse em Genebra que a parede de água é mais alta do que algumas ilhas do Pacífico, e um alerta de tsunami foi emitido para toda a bacia do oceano, com exceção do Canadá e da parte continental dos Estados Unidos.

A Indonésia, o Estado norte-americano do Havaí e as Filipinas, entre outros, determinaram a desocupação de áreas costeiras.

Países da região como Taiwan, Austrália e Nova Zelândia, no entanto, já suspenderam o alerta.

Por causa do tsunami, a população japonesa foi orientada a fugir de áreas costeiras para terrenos mais elevados.

Foram registrados incêndios em pelo menos 80 lugares, segundo a agência de notícias Kyodo. A Kyodo também informou que uma embarcação com cem pessoas naufragou por causa do tsunami.

Cerca de 3 mil pessoas que moram perto de uma usina nuclear na localidade de Fukushima foram orientadas a deixar suas casas, mas o governo afirmou que não há riso de vazamento. Segundo as autoridades, a remoção da população da área era uma precaução por causa do mau funcionamento do equipamento de resfriamento do reator.

'Eu fiquei apavorado e ainda estou com medo', disse Hidekatsu Hata, 36 anos, gerente de um restaurante no bairro de Akasaka, em Tóquio. 'Eu nunca vivi um terremoto dessa magnitude antes.'

O primeiro-ministro Naoto Kan disse a políticos que eles precisam 'salvar o país' após o desastre, que segundo ele causou danos profundos em toda a faixa norte do país.

O tremor dividiu uma rodovia perto de Tóquio e derrubou vários prédios no nordeste japonês. Um trem estava desaparecido na região litorânea atingida pelo tsunami.

Um navio que levava 100 pessoas foi levado pelo tsunami, de acordo com a agência Kyodo, e imagens de TV mostraram a força da água, escurecida pelos destroços, carregando casas e carros e levando embarcações do mar para a terra.

Algumas usinas nucleares e refinarias de petróleo foram paralisadas, e havia fogo em uma refinaria e numa grande siderúrgica.

O governo do Japão afirmou que um sistema de resfriamento da usina nuclear Fukushima Daiichi, da Tokyo Electric Power, não está funcionando após o terremoto. Os trabalhos para reparar o problema já foram iniciados.

O governo declarou situação de emergência como precaução, mas não há vazamento radioativo e não era esperado por ora algum problema decorrente da falha no sistema, afirmou o secretário da chefia de gabinete, Yukio Edano, a jornalistas.

Cerca de 4,4 milhões de imóveis ficaram sem energia no norte do Japão, segundo a imprensa. Um hotel desabou na cidade de Sendai, e há temores de que haja soterrados.

A gigante eletrônica Sony, um dos maiores exportadores do país, fechou seis fábricas, informou a Kyodo. Jatos da Força Aérea foram deslocados para a costa nordeste para determinar a extensão dos danos.

O Banco do Japão (Banco Central) prometeu medidas para assegurar a estabilidade do mercado financeiro, mas o iene e as ações de empresas japonesas registraram queda.

MAR E FOGO

Filipinas, Taiwan e Indonésia emitiram alertas de tsunami, reavivando a lembrança do gigantesco maremoto que atingiu a Ásia em dezembro de 2004. O Centro de Alerta de Tsunamis do Pacífico advertiu sobre riscos em países tão distantes quanto Colômbia, Chile e Peru, no outro lado do Pacífico.

O terremoto no Japão foi o quinto mais forte do mundo no último século.

Houve vários tremores secundários após o terremoto principal. Em Tóquio, os edifícios sacudiram violentamente. Uma refinaria de petróleo perto da cidade estava em chamas, com dezenas de tanques de armazenamento sob ameaça.

Impressionantes imagens de TV mostraram o tsunami carregando destroços e incêndios em uma grande faixa litorânea perto da cidade de Sendai, que tem cerca de 1 milhão de habitantes. Navios foram erguidos do mar e jogados no cais, onde ficaram caídos de lado.

Sendai fica a 300 quilômetros de Tóquio, e o epicentro do tremor, no mar, não fica muito distante dessa região.

A emissora NHK mostrou chamas e colunas de fumaça negra saindo de um prédio em Odaiba, um subúrbio de Tóquio, e trens-balas que seguiam para o norte do país parados.

Fumaça escura também encobria uma região industrial em Yokohama. A TV mostrou moradores da cidade correndo para deixar prédios atingidos pelo tremor, protegendo as cabeças com as mãos enquanto destroços caiam sobre elas.

'O prédio sacudiu por bastante tempo e muitas pessoas na redação pegaram seus capacetes e se esconderam debaixo da mesa', disse a correspondente da Reuters em Tóquio Linda Sieg.

'Isso foi provavelmente o pior que eu já vivi desde que vim morar no Japão há mais de 20 anos'

O tremor aconteceu pouco antes do fechamento do mercado em Tóquio, derrubando o índice Nikkei para a cotação mais baixa em cinco semanas. O desastre também prejudicou mercados em outras partes do mundo.

Enfim você chegou!

O Tarot e a Psicologia

Ψ Jung e o Tarot - Uma Jornada Arquetípica - O Tarô é um dos espelhos do  pensamento inconsciente.  - Cada uma das cartas...