domingo, fevereiro 24, 2013

Pra ser feliz

[Samuca] Ficar pra que? Pra ver você se apaixonar
Pra ver seu beijo não ser meu
Prefiro me retirar, palavra de quem sofreu

[Péricles] Não liga não, é sempre assim meu coração
Se envolve achando que é amor
Dispara quando te vê, mais sempre guarda rancor
Quando ele te vê, pensando em outro alguém

[Samuca] Bobo apaixonado começa a se queixar
 Mais se é pra te ver feliz tá tudo bem
Estou tão disposto a me sacrificar

[Refrão] Deixe-me ir, é só questão de tempo isso va passar
Mais curta o seu momento sem pensar em mim
Meu bem eu te prometo que não vou chorar
Deixe-me ir, já tem minha palavra vou ficar em paz
Me dê sua amizade e tá bom pra mim
Talvez esteja errado por querer demais
Deixe-me ir..

[Péricles] Ficar pra que?
Pra ver você se apaixonar
Pra ver seu beijo não ser meu
Prefiro me retirar, palavra de quem sofreu

quinta-feira, fevereiro 21, 2013

Tá foda!

Há dias que a alma precisa desabafar e calar o silêncio.

Solidão e abstinência fazem a cabeça pensar e pensar. Mente vazia não é boa coisa, por mais que eu tente me esforçar pra ler um livro novo, ou me dedicar ao treino. Sinceramente, não está dando. Esse ano tá difícil, mesmo acontecendo coisas boas, coisas realmente boas.

Eu ando pensando no ano que passou. 2012 foi estranho. Muito estranho. Ainda to sentindo a ausência do Cassio. Eu não deveria. Ele não pensa em mim, mesmo eu acreditando nas força.do pensamento que leva imagens à outra pessoa. Pois é. Dizem que quando mentalizamos alguém, ela sente e pensa na gente. Será que pensa mesmo? Será que existe um momento que o homem fica quietinho pensando nas coisas que faz? Será que só as mulheres fazem isso?

"cara, tá foda!"  -  A frase é feia, mas eu gosto dele. É como se eu deixasse um lado meu ir embora. Logo o meu lado bom.

Ai apareceu outro. Esse,parece que é o equilíbrio doa outros dois. Tem a seriedade de um e o lado engraçado do outro. Mas vai embora.

Quem diz que maturidade não dói é porque se esqueceu. Não importa a idade, não existe certo ou errado na relação humana. A menos que pratiquem algo fora da lei ou da moral.

Depois eu volto. Por hoje é só.

terça-feira, fevereiro 19, 2013

O que é malboge?

Se você tem uma linguagem de programação odiada e a considera a pior possível, é porque ainda não ouviu falar de Malboge. Criada por Ben Olmstead em 1998, a linguagem foi desenvolvida com o único intuito de ser a pior linguagem de programação possível. A linguagem é tão difícil de ser entendida que somente depois de dois anos de ter sido inventada que surgiu seu primeiro programa. Por sinal, não foi criado por um humano, mas sim por um algoritmo baseado em LISP, desenvolvido por Andrew Cooke. Para se ter uma ideia da complexidade do código, um simples Hello World seria codificado da seguinte forma: 1. (=<`:9876Z4321UT.-Q+*)M'&%$H"!~}|Bzy?=|{z]KwZY44Eq0/{mlk** h 
 Basicamente, o Malbolge utiliza três registradores, que funcionam como variáveis: a, c, d. Elas iniciam com valor zero, onde c recebe a instrução que irá ser processada no momento, e d recebe um endereço de memória específico das operações implementadas. Possui 59049 locações de memórias virtuais que podem armazenar números de dez dígitos. A primeira parte dessas locações recebem o programa, e as restantes são preenchidas por dados de uma instrução chamada Crazy Operation, que recebem os endereços anteriores ([m] = crz [m - 2], [m - 1]) e realizam operações imediatas que repetem os endereços de memória 12 vezes (já que os dígitos individuais ternários se repetem a cada três ou quatro endereços, dando no total um grupo de endereços 12 vezes repetidos igualitariamente). E aí, quem se arrisca a criar um programa?
Governo corta impostos para ampliar acesso a banda larga
Empresas que queiram ampliar o serviço de 3G e 4G ficarão isentas do pagamento de três impostos
REDAÇÃO ÉPOCA, COM ESTADÃO CONTEÚDO

O governo federal publicou decreto nesta segunda-feira (18) criando o Regime Especial de Tributação do Programa Nacional de Banda Larga para Implantação de Redes de Telecomunicações (REPNBL-Redes). Na prática, o decreto corta impostos nas obras e compras de equipamentos ligados à expansão do acesso à internet banda larga no Brasil.

Segundo o secretário de Telecomunicações do Ministério das Comunicações, Maximiliano Martinhão, com a medida o governo deve deixar de arrecadar cerca de U$ 3,6 bilhões até 2016. Com a renúncia fiscal, o governo espera um investimento adicional do setor, por parte das empresas de telecomunicações, de R$ 16 bilhões.

Segundo o secretário, o objetivo da medida é massificar a banda larga no Brasil. Empresas que queiram ampliar o serviço de 3G e 4G ficarão isentas do pagamento de três impostos, o Programa de Integração Social (PIS), a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

quarta-feira, fevereiro 06, 2013

Claudia Penteado
Difícil fugir do único assunto que vem povoando minha mente há vários dias, depois da morte de duas centenas de jovens numa fatalidade estúpida que, sabe-se, poderia ter sido evitada. Algumas tragédias podem sim, ser evitadas.  O episódio que aniquilou várias famílias me lembrou uma senhora que conheci recentemente em uma viagem, acompanhada da filha, do genro e do neto de uns 2 anos. Em um papo despretensioso sobre a vida, ela me confessou, orgulhosa: quando minha filha era adolescente a fiz prometer que jamais faria três coisas na vida – tatuagem, andar de avião pequeno ou helicóptero e nunca subir em uma moto. Aquele pacto vitalício me impressionou bastante, e fiquei pensando até que ponto nós temos o direito de interferir dessa maneira na vida dos nossos filhos, tolindo-os em nome da nossa própria felicidade e para nos poupar de decepções e tristezas.  A suposta segurança que lhes impomos garantirá que, por mais que eles tenham uma vida longa, sejam felizes?
Eu que tenho uma filha de 10 anos fiquei pensando: que lista imensa de coisas eu seria capaz de pedir a ela que jamais fizesse,  em nome de me sentir mais segura de que sua vida será mais longa, uma vez eliminados uma boa parte dos perigos que a põe em risco? Andar de moto, de helicóptero, de avião pequeno, evitar boates que não tenham alvará de incêndio em dia, não usar drogas, não pular de para-quedas, não andar de asa delta, não praticar escalada, jamais entrar em um carro de corrida, não andar a cavalo, não andar de barco…a lista é interminável. Que espécie de pacto seria esse, para garantir que nada de mal lhe acontecerá – em nome da minha tranquilidade? Eliminando-se umas 20 coisas explicitamente perigosas, minhas chances de envelhecer e morrer antes dela, como deve ser, aumentam?
Conversei sobre esse assunto com minha pequena grande menina de 10 anos, na base da brincadeira, e ela achou pertinentes algumas das possíveis reivindicações da mãe protetora. De outras, ela riu, claro: ah, mãe, não andar de moto? Risos. Bom, de barco eu não gosto mesmo de andar. Andar de avião pequeno e de helicóptero não curto mesmo, acho que posso prometer.
Mas o fato é que nessa vida temos que ajudar nossos filhotes a aprender a voar e deixá-los ir, cruzando os dedos para que dê tudo certo. Como diz o poeta Lulu Santos, tolice é viver a vida sem aventura. Que se divirtam no caminho, que sejam felizes, que tenham liberdade para cumprir seus próprios destinos, enquanto seguimos com os nossos, nesse interminável “andar do bêbado”, onde o acaso domina a cena mais do que gostaríamos.
Por sinal, o livro com esse mesmo título (Andar do bêbado, de Leonard Mlodinow) aborda exatamente os fatores aleatórios que transformam nossas vidas e que não dependem, necessariamente, de grande habilidade ou competência, mas de “circunstâncias fortuitas”. Lidar com elas, infelizmente, não tem receita.
Não há mesmo consolo para a dor de uma perda. Mas sempre haverá algum alento se fizemos a nossa parte, dando amor e proteção sim, mas permitindo que a eles liberdade de escolha, dentro dos limites normais das relações entre pais e filhos. Esse amor é o que realmente funda uma base emocional e “protege”, dando melhor  preparo para tomar decisões acertadas e reagir diante do desconhecido, de eventos aleatórios, das causalidades. Mais do que as grandes decisões – uma profissão, um casamento -, são muitas vezes as aparentemente pequenas escolhas diárias que fazem toda a diferença, como não sair de casa num dia de muita chuva, não pegar carona com alguém que bebeu, não experimentar drogas, não entrar em diversas furadas. No mundo das redes sociais e das comunidades, dizer não tornou-se, afinal de contas, cada vez mais difícil. Alguém com segurança emocional é capaz de fazer escolhas melhores – embora naturalmente não esteja livre das roubadas, como todos nós.

Intimidade é uma delícia

Dizem que intimidade é uma palavra que tem significado diferente para homens e mulheres. Para os homens, ela seria sinônimo apenas de proximidade física: a possibilidade de tocar, tirar a roupa e transar. Para as mulheres, a palavra refletiria algo inteiramente subjetivo. Significaria a possibilidade de ser compreendida de forma profunda e emocional, com conotações de cumplicidade e acolhimento.

Com base nos meus próprios sentimentos e no comportamento dos homens com que eu tenho convivido, não acho que exista tamanha diferença. Nem a noção masculina de intimidade é inteiramente destituída de sutileza nem as mulheres são completamente alheias ao teor físico e sexual da intimidade. Mas há uma diferença de ênfase. Os homens parecem mais preocupados em obter proximidade física, enquanto as mulheres priorizam algum tipo de contato afetivo e emocional.

Esses, porém, são clichês que nem sempre correspondem à realidade. Lembro de uma moça com quem eu saí algumas vezes que preferia transar com gente estranha. “Informação demais”, ela dizia, “me atrapalha”. E há homens que não se sentem seguros em ir para a cama com uma mulher sem antes criar uma zona de conforto afetivo por meio do conhecimento e do convívio.

Dito isso, eu acho a intimidade essencial e imensamente prazerosa. Todos os tipos. Conversar intensamente com uma mulher, por exemplo, não é apenas um meio para se chegar à intimidade física. É um prazer em si mesmo. Algo que os homens deveriam fazer com menos pressa e com mais cuidado. Desfrutar da intimidade afetiva de uma mulher é um privilégio que frequentemente tem conotações eróticas, embora possa jamais tornar-se físico. É prazer sem sexo, assim como existe sexo sem prazer.

Ao escrever o parágrafo acima me lembrei de uma moça que esteve abertamente apaixonada por seu analista durante alguns meses. Por um longo período, esse foi o tema recorrente da conversa entre eles. De início, quando ela me contou, eu achava aquilo meio bizarro, mas, aos poucos, foi fazendo sentido. Ela sentia tanto prazer em dividir a intimidade dela com o psicanalista que a sensação podia ser percebida como paixão, mesmo sem chegado (que eu tenha sabido) a qualquer forma de contato físico.

Mas intimidade não é sinônimo apenas de conversa e informação. Ela significa estar à vontade para ser você mesmo, em várias dimensões. Seres humanos desabrocham nas situações de intimidade. Eles se tornam mais engraçados, mais frágeis e muito mais ousados. Os homens deixam cair a máscara de conquistador e mostram-se mais ternos e mais complexos, enquanto as mulheres podem dar vazão a aspectos menos convencionais da sua personalidade. Isso tudo tende a ser muito envolvente e muito erótico.
Há quem goste,mas eu acho o sexo sem intimidade uma droga. Coisa de adolescentes e de amadores. Imagine você passar a vida transando uma única vez com as pessoas – essa é a perfeita metáfora do sexo sem intimidade. Há o turbilhão da conquista, há a sensação maravilhosa de ver um corpo nu pela primeira vez, há o triunfo de colocar as mãos num objeto desejado e... pronto, acabou. O resto é precariedade. As mãos desajeitadas. Palavras que faltam ou sobram. A vergonha e a insegurança. O cérebro funcionando numa dimensão paralela. A broxada. O gozo precoce... As possibilidades de erro são tantas que ninguém com alguma vivência leva a sério um fiasco de primeira vez – da mesma forma que as pessoas experientes ficam impressionadas com sexo bom de primeira. É muito improvável.

Sexo bom em geral é precedido de intimidade. Há tempo envolvido, vivências comuns e conhecimento do outro. Você descobre as fantasias que funcionam para os dois - e tem espaço e intimidade para lançar mão delas. Sem esse terreno comum o sexo não avança - ou avança de um lado só, penso, com uma das partes se sentindo incompleta ou insatisfeita enquanto a outra se exibe.

Nos últimos anos eu ouvi várias vezes, em tom de piada, que “intimidade é uma merda”. A queixa se refere aquele momento da relação em que as pessoas fazem xixi de porta aberta e começam a contar coisas que o outro preferiria não saber. Eu nunca achei isso ruim. Acho um preço baixo a pagar pela proximidade física verdadeira, pelo acesso ao corpo e à mente da parceira. Sem essa intimidade, as relações, mesmo gostosas, não passam de teatro: todo mundo fica pelado, interpreta e fala alto, mas ninguém se transforma ou se vincula.

Ivan Martins

Por que os homens mentem tanto?

 Outro dia uma moça me perguntou, no meio de uma festa, por que os homens “mentem tanto”. Achei a pergunta agressiva, mas resolvi discutir com ela da forma mais objetiva possível, para entender.

Pedi que ela me contasse sobre a mentira que a incomodava, e a resposta veio na forma de uma história bastante comum: no começo, o sujeito fala e se comporta como um homem totalmente apaixonado. Uma semana depois, ele nem atende mais o telefone. “É isso que eu chamo de mentira”, ela resumiu.

A moça estava obviamente ferida, e tinha suas razões. Na história dela, do ponto de vista dela, houve uma mentira. Ela acreditou em sentimentos que não existiam ou que deixaram de existir em tempo recorde. Tinha o direito de estar indignada.

Admitido esse fato, a situação que ela conta tem nuances – e essas merecem ser discutidas tanto quando a suposta vocação masculina para a mentira, que eu acho um tema pertinente na relação entre homens e mulheres.

 A primeira nuance no caso da moça é a distorção amorosa.

Esse é o nome que eu dou ao estado de confusão mental em que a gente se encontra quando está muito interessado por alguém. Basta a pessoa nos olhar, basta falar conosco para que a gente acredite – com todas as forças, e nenhuma justificativa – que nossos sentimentos são correspondidos. É patético, mas é humano. A gente deseja tanto que enxerga apenas aquilo que quer ver.

Quando se considera a distorção amorosa, é possível que a moça não tenha sido assim tão enganada. Ela pode ter levado uma cantada banal e recebido um grau de atenção protocolar, mas, movida pelos seus próprios sentimentos, acreditou estar sendo intensamente cortejada. É muito comum que, nessas situações, a pessoa que se sente enganada apresente como “evidências” frases e atitudes do outro que, vistas por alguém de fora, não pareçam evidência de coisa alguma além de um triste auto-engano. Essas coisas acontecem.

Outra nuance importante na história da moça diz respeito ao papel de homens e mulheres no jogo de sedução.

As mulheres ainda não são responsáveis por tomar a iniciativa. Muitas fazem isso, mas, normalmente, ainda cabe aos homens o ônus de vencer a própria timidez e avançar com elegância os vários sinais colocados entre ele e o seu desejo. As meninas ficam lá, lindas e passivas, enquanto os caras se empenham em parecer engraçados, inteligentes, sensuais... Não pensem que é fácil.

É natural que quem está nessa posição de vendedor de si mesmo fale demais. E nem sempre diga a verdade. Cada sujeito que está por aí já descobriu, em algum momento da vida, qual é o papo dele que cola com as mulheres. Para alguns, será aquela conversa agressiva de macho questionador e indiferente, que deixa as garotas inseguras. Para outros, funciona uma postura mais contida, quase tímida, que demonstra os sentimentos menos pelas palavras e mais pelos olhares.

Há tipos diferentes de atitudes masculinas de sedução, mas a mais comum costuma ser o ataque direto e sem tréguas ao ego da moça. O cara diz que ela é a mais linda do mundo. Jura que quando olhou para ela percebeu que o tempo tinha parado. Sugere, de todas as formas possíveis, que se ficar com ela será o homem mais feliz do planeta. Às vezes o sujeito garante, meia hora depois de conhecer a moça, que ela é a mulher da vida dele. Oferece, nas palavras imortais de um amigo meu, “casa, comida & roupa lavada”.

Que mulher resiste a esse tipo de avalanche? Mas, ao mesmo tempo, que mulher com mais de 20 anos não sabe que esses exageros não passam de fogos de artifício?

Esse é o contexto, eu acho, para localizar a queixa da moça no mundo real.

No dia em que as mulheres tiverem de assumir o papel dos homens no jogo da conquista, talvez descubram que não é fácil ser ao mesmo tempo sedutor e verdadeiro. Talvez elas percebam que é muito difícil, para a maioria dos seres humanos, evitar dizer coisas que o outro deseja ouvir. Precisa ter muito integridade para estar carente diante de uma mulher bonita e não usar as palavras que provavelmente o levarão para dentro do quarto dela – mesmo sabendo, lá no fundo, que você talvez não devesse.

Os homens sabem que as mulheres costumam ser mais sentimentais do que eles e (até inconscientemente), procuram agradá-las. Depois somem, muitas vezes por vergonha. As mulheres, do lado delas, sabem que os caras têm urgência em transar e, às vezes, fingem ser mais safadas e menos românticas do que realmente são. No dia seguinte, sentem vergonha ou cobram do sujeito atenções que não estavam no contrato invisível firmado na noite anterior.

Para evitar esses desencontros, melhor seria tratar as coisas pelos seus verdadeiros nomes.

Um homem que está com tesão não deveria esconder o seu desejo por trás de uma embalagem de romantismo. As mulheres, ouvindo a verdade, poderiam escolher se querem ou não – e muitas diriam sim, porque sexo desencanado também é bom. Num mundo assim, menos mulheres se sentiriam enganadas e um número menor de caras faria papel de mentiroso. E a moça da festa talvez não estivesse com tanta raiva.

Ivan Martins
Até que enfim alguém falou algo sensato neste país...

Cirurgia de lipoaspiração?

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?

Uma coisa é a saúde e outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é a dieta. Fé, só na estética. Ritual é a malhação.

Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem.

Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de policia. Celulite é falta de educação e Filho da Puta bem sucedido é exemplo de sucesso.

A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?

A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem, imagem, estática, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.

Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.

Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber na roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...

Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.

Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.

Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.

“CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA ELE QUEM FOR.”

Herbert Vianna
Cantor e Compositor

segunda-feira, fevereiro 04, 2013

Nada sério

O que mais machuca em mim é ouvir: eu não te fiz promessas, a gente não tinha nada sério.
O que é ser sério? A formalidade? O sentimento, a vontade de ficar perto, a saudade nunca foram nada sério?
A gente transa com alguém seis meSes. A gente ouve segredos, confissões... A gente olha um no olho do outro. Nos abraçamos depois, rimos, ficamos em silêncio. E isso não é nada sério?
A gente sabe. A gente sente qdo alguém gosta da gente, mas elas complicam. Criam obstáculos de que não estão prontas. E quando percebe que o amor nasceu, se vão.
Pq a vida tem que ter regras? Dinheiro, casa e ficar junto? Pq não pode simplesmente viver cada coisa por vez sem ordem certa?
I wont vive up

domingo, fevereiro 03, 2013

Planejamento de vida!

A gente planeja cada ano, cada possivel vitória e derrota num determinado período de tempo, mas a vida distorce um pouco, ou totalmente tudo aquilo que havíamos planejado.
Eu queria ser dentista desde sempre. Colecionava dentes de leite de todas as crianças que eu conhecia. Nunca tive dúvida de que aos vinte e cinco anos já teria meu consultório, estaria casada e esperando o primeiro filho. Menino. Sempre quis ter menino.
Qual nada. A vida me levou pra longe de tudo. Me fez mudar de cidade, entrar num curso técnico em contabilidade, me fez trabalhar em comércio e conhecer o mundo das letras. Namorei um dentista, trabalhei numa clínica odontológica, mas isso foi o mais perto que cheguei.
Conheci o amor. A dor. Anorexia...
Perdi três anos que não me lembro do que aconteceu, porque eu só sabia chorar.
Ganhei peso e um aparelho ortodôntico. Nunca tive dentes tortos, mas muita dor de cabeça por causa do bruxismo. Depois que tirei o aparelho, não parei mais de sorrir. Isso é evidente em fotos, mas e os olhos? Eles continuam tristes.
Enveredei-me no universo das leis. Estudei Direito. Me apaixonei. Vontade de mudar o mundo, ser diplomata e conhecer o resto.
Sonhar é para os bons. Não sou boa nessa prática.Só tenho ideias e elas não se completam.
Dizem que sou boa gente, que sei ouvir e deixo as pessoas à vontade. E eu? Eu fico à vontade? Eu tenho alma?
Dizem também que tenho personalidade forte. Que ninguém faz minha cabeça. Será que não? Já mudei tanto por causa de gente. Eles nem sabem a marca que me deixaram. Sou um pouco de cada um que passou por mim.
Minha vida se conjuga no passado. Tudo nela passa. Eu fico. Fico sozinha com minhas lembranças, esperanças...
Acho que amo alguém. Tá doendo não poder vê-lo mais. Ele decidiu assim. Diz que não quer me fazer mal. Conheceu outra...
Chega por hoje. Não quero mais pensar que eu perdi. Perdi mais um pedacinho de mim que eu doei.

Cleonice

ORIGEM DO NOME CLEONICE
Qual a origem do nome Cleonice: GREGO
SIGNIFICADO DE CLEONICE
Qual o significado do nome Cleonice: GLORIOSA.
SIGNIFICADO E ORIGEM DO NOME CLEONICE - ANALISE DA PRIMEIRA LETRADO NOME: C
Pessoa charmosa, amavel e expressiva, muito criativa e um tanto curiosa. Tem uma certa dificuldade na concentração e como gosta de compartilhar tudo com os outros é o tipo de pessoa que não consegue guardar suas idéias só para si. Sempre de bom astral, é daquelas que adora festa. Só tem um problema em enfeitar demais a realidade, exagerando nadose e não conseguindo controlar sua mania de falar. Pode criar a imagem de fofoqueiro.

Enfim você chegou!

O Tarot e a Psicologia

Ψ Jung e o Tarot - Uma Jornada Arquetípica - O Tarô é um dos espelhos do  pensamento inconsciente.  - Cada uma das cartas...