quarta-feira, agosto 31, 2011

Identidade

Antes, a pergunta que determinava nosso lugar no mundo era: “De que família você é?” ou “Qual é o seu sobrenome” ou “Você é filho de quem?”. Depois, a pergunta migrou para: “O que você faz?”. Tanto que, junto ao nome, em qualquer matéria jornalística, segue a profissão e, de preferência, a filiação profissional. Não é mais a filiação paterna, mas sim a filiação da instituição ou da empresa que confere legitimidade a um indivíduo e o autoriza a falar e a ser escutado. “O que você faz?” ou “Onde você trabalha?” é também a segunda ou a terceira pergunta que você escuta de quem acabou de conhecer em uma festa ou evento social. Só não é a primeira porque ainda faz parte da boa educação se apresentar pelo nome antes, ou fazer algum comentário sobre a qualidade da comida ou qualquer outra banalidade. A questão que se impõe, antes ou agora, é a mesma: a partir de que lugar você fala. A partir do lugar de onde alguém fala, prestamos atenção ou não naquilo que diz. O lugar de onde falamos é, portanto, o que nos confere identidade. E a identidade é uma exigência do nosso mundo. 


Agora, minhas respostas sobre quem sou eu não satisfazem ninguém. Porque o melhor e mais honesto que posso oferecer ao meu interlocutor são mais pontos de interrogação. E, definitivamente, pontos de interrogação não são populares. O mundo exige respostas com pontos finais e, de preferência, exclamações peremptórias. 
Ora, quem sou eu? Não sei quem sou eu. E, quando penso que sei, me escapo. Alguém já conseguiu responder a esta pergunta com alguma quantidade razoável de certeza? Ainda assim, por não ter uma resposta fácil para uma pergunta que define as relações do nosso mundo, tornei-me um incômodo. Mas, como a questão é legítima, tenho me aprofundado nela. E, nessa busca para compreender a questão da identidade, deparei-me com uma ótima história de Michel Foucault.
Em uma passagem pelo Brasil, em Belo Horizonte, Foucault foi questionado sobre o seu lugar: “Mas, finalmente, qual é a sua qualificação para falar? Qual é a sua especialidade? Em que lugar o senhor se encontra?”. Foucault ficou chocado com a “petição de identidade”. A exigência, constante em sua trajetória, motivou uma resposta de grande beleza em seu livro Arqueologia do Saber (Forense Universitari):


“Não estou, absolutamente, lá onde você está à minha espreita, mas aqui de onde o observo, sorrindo. Ou o quê? Você imagina que, ao escrever, eu sentiria tanta dificuldade e tanto prazer, você acredita que eu teria me obstinado em tal operação, inconsideradamente, se eu não preparasse – com a mão um tanto febril – o labirinto em que me aventurar, deslocar meu desígnio, abrir-lhe subterrâneos, soterrá-lo bem longe dele mesmo, encontrar-lhe saliências que resumam e deformem seu percurso no qual eu venha a perder-me e, finalmente, aparecer diante de quem nunca mais tivesse de reencontrar? Várias pessoas – e, sem dúvida, eu pessoalmente – escrevem por já não terem rosto. Não me perguntem quem eu sou, nem me digam para permanecer o mesmo: essa é uma moral do estado civil que serve de orientação para elaborar nosso documento de identidade. Que ela nos deixe livres no momento em que se trata de escrever”.
Lindo. Michel de Certeau que, como Foucault, foi alguém que conseguiu escapar dessa identidade de túmulo e, ao mesmo tempo, construir um sólido percurso intelectual, analisa essa questão em um dos textos de um livro muito instigante: História e Psicanálise – entre ciência e ficção (Autêntica). Certeau diz o seguinte sobre o episódio vivido por Foucault em Belo Horizonte:
“Ser catalogado, prisioneiro de um lugar e de uma competência, desfrutando da autoridade que proporciona a agregação dos fiéis a uma disciplina, circunscrito em uma hierarquia dos saberes e das posições, para finalmente usufruir de uma situação estável, era, para Foucault, a própria figura da morte. (...) A identidade imobiliza o gesto de pensar, prestando homenagem a uma ordem. Pensar, pelo contrário, é passar; é questionar essa ordem, surpreender-se pelo fato de sua presença aí, indagar-se sobre o que tornou possível essa situação, procurar – ao percorrer suas paisagens – os vestígios dos movimentos que a formaram, além de descobrir nessas histórias, supostamente jacentes, ‘o modo como e até onde seria possível pensar diferentemente’”.
A resposta de Foucault para a plateia de Belo Horizonte foi: “Quem sou eu? Um leitor”.
Quando me perguntam sobre o lugar de onde eu falo, tenho dito nos últimos tempos: “Quem sou eu? Sou uma escutadeira”. E agora posso até citar Foucault para a resposta ficar mais chique.
Na semana passada, participei de um debate na Jornada Nacional de Literatura, em Passo Fundo (RS), com Edney Silvestre e Nick Monfort. Terminava minha apresentação dizendo:
“A vida é um traçado irregular de memórias no tempo. Quero que, como inventário do vivido, meu corpo tenha as marcas de todas as histórias que fizeram de mim o que sou. E, se meus netos e bisnetos forem me contar, espero que jamais cheguem a qualquer conclusão fechada sobre a minha identidade. Esta seria a maior prova de que vivi”.




sábado, agosto 27, 2011

Quando é hora de trocar… senhas!?


O quê!? Ele com a sua senha, você com a dele? É isso? Uma total comunhão de e-mails e redes sociais? Sério!?
Nunca! Jamais!
Moças, moças… A suprema alegria de ser ignorante! A suprema paz de não saber! Não saber é que é ser feliz! Sim, sim! A pureza de fazer a mínima ideia da folha corrida de uma mulher. De nunca ter escutado um pingo, um nada. Ô yes!
“Ai, João… Que bobagem, que infantil! Que horrível! O MEU namorado, não! Ele não tem dessas coisas…! Ele é um lindo, ele é um fofo, ele super bem resolvido…”
… olha, ele pode ser mesmo. Ele pode varrer a praia e diria até que consegue botar um suspensório na cobra, mas, numa boa, vamos dar um bom dia aqui ao meu amigo sol e a sua senhora, a vida real. Quer uma verdadezinha escondidinha sobre o seu amor?
Anota aí, por gentileza: um bom macho é uma lapiseira! Uma lapiseira, meninas. Na cabeça, há uma borracha. E essa borracha vive a ingrata tarefa de apagar os vestígios da sua existência anterior. Mesmo sabendo que passar esse branquinho no seu passado é impossível.
Dito de outro jeito: todo homem, todo mesmo, no fundo pratica o diário exercício da amnésia.
O tema é delicado, cheio, lotado de nuances. Na cuca do macho, a trilha dos seus antigos romances segue um caminho: a meta é nunca conhecer. E conhecendo, que seja o menos possível. E até esse pouquinho, se der, esquecer. Busquemos, pois, a máxima ignorância! Tenhamos, portanto, uma vida mais mineral, menos animal. Sejamos, enfim, pedrinhas. Uma rocha imune a vento e a ex-namorado.
VAMOS ENTENDER?
Ó, não tou dizendo que ninguém pode confiar no outro e que não existam homens capazes de lidar com um passado. Ou que as pessoas devam fingir que todo mundo é virgem. Ou mesmo que nunca se deve revelar a existência de um ex ao atual. Até pode. Mas com extremo cuidado, com delicadeza e bem aos poucos.
Acesso total, jamais!
Porque é viciante! Homens e mulheres são irresistivelmente atraídos ao passado do companheiro. Não tem jeito. É da raça. O ponto é que um homem vai além. Ele sempre quererá saber o que você foi, o que você fez. E, acima de tudo, com quem e como você fez. É um inferno! Aberta a portinha, o cara mergulhará sem dó nessa piscina sem água.
Aí surge a internet! Diálogos, fotos, cantadas, tudo guardado numa caixa de entrada. Aí surge a intimidade! Com ela, nasce o pavor de que as travessuras de antigos calendários apareçam como uma crise de ciúmes insuperável. Você dê a ele a senha seu e-mail como um gesto de confiança e não dou dois minutos pra que o sujeito comece a suar frio de antecipação. Por fora, ele será todo sorrisos. Por dentro, vai acariciar os dedos com a imensa vontade de que você vá pentear um macaco louro ali na rua, por uns quinze minutos. Só quinze minutos, enquanto ele se dedica a preencher o campo de busca da sua conta com as seguintes palavras-chave:
“Te amo”
“Transa”
“Sexo”
“Saudade”
“Gozei”
“Você foi o melhor”
“Pra sempre”
HOMENS TAMBÉM FUÇAM
É! Ele vai procurar isso. E também vai cavar todas as mensagens dos caras que já tiveram algo contigo. Irá, por fim, ao ápice: vasculhar as mensagens enviadas pelos caras de quem eles desconfiam! Pode acreditar. Já ouvi isso das maiores fontes.
Capaz que ele resista por uns tempos. “Pô, lindo isso de ela acreditar em mim! Vou respeitar! Vou respeitar! Jamais trairei essa confiança etc etc”. Mas na primeira crise, diante de qualquer nesga de ciúme, o menino vai fritar a barreira moral. E sua conta será dedicadamente lambuzada e esmiuçada. Vai que ele nada encontre de suspeito, de grave. Moças, até um recado inocente a uma amiga, falando que fulano é um gato (coisa que todo mundo faz, homens e mulheres comentam o tempo todo, sobre tudo…), isso, lido num e-mail, inicia as maiores fogueiras.
Ah, meninas, eu realmente não acredito que algum casal cogite tamanha jequice.
Trocar senhas…
O que dizer?
Dizer apenas que eu tenho um jerico. E o meu doce e gorducho jerico está bem aqui ao lado, no jardim, urrando grandes ideias…

Reynaldo Gianecchini recebe alta de hospital


O ator Reynaldo Gianecchini recebeu alta na tarde desta sexta-feira (26) do hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde estava internado há cerca de três semanas. O ator saiu pela porta principal do hospital onde se encontrou com fãs e jornalistas. 
Em um breve pronunciamento, Gianecchini, que no início desta semana iniciou sessões de quimioterapia para combater um linfoma, disse estar forte para enfrentar o tratamento. “Estou muito forte e essa força vem em grande parte desse carinho todo, desse amor, dos amigos. As pessoas têm me mandado muitas mensagens de carinho, de amor, tenho recebido muito e-mail e tenho lido todos”, disse.
Segundo ao ator, que deve seguir fazendo sessões de quimioterapia, agora o momento é de ficar “quietinho” para fazer o tratamento. “Mas não estou me afastando de vocês. Quando der, eu me pronuncio de novo. Mas conto com o carinho de vocês e da imprensa”, disse. Acompanhado da mãe, parentes e amigos, Gianecchini foi aplaudido ao deixar o local.
Após passar por problemas de saúde, Gianecchini, de 38 anos, recebeu o diagnóstico de linfoma não-Hodgkin de células T, um tipo menos comum (ocorre em menos de 15% dos casos) e mais agressivo.
O tratamento com quimioterapia estava previsto para começar dia 18 de agosto, mas uma intercorrência com a colocação do cateter através do qual o medicamento seria administrado teria perfurado a veia subclávia de Gianecchini, o que teria feito com que o ator tivesse que ser levado para a UTI.
Durante o tempo em que ficou internado, o ator recebeu as visitas da ex- mulher, a apresentadora Marília Gabriela, e de amigos como os atores Claudia Raia e Elias Gleiser.
Quando descobriu que estava com linfoma, o ator fazia temporada com a peça Cruel, em São Paulo. A peça, que tem no elenco os atores Erik Marmo e Maria Manoela, foi suspensa por tempo indeterminado.
A equip médica que acompanha o ator é liderada por Yana Novis (hematologista), Raul Cutait (urologista) e David Uip (infectologista).

quinta-feira, agosto 25, 2011

Sonhar com dentes... sonhei que estava arrancando um dente e o outro caiu junto.

Sonhar com Dentes: Os dentes representam os parentes, a família, as pessoas íntimas, a interpretação profana. Sonhar que está arrancando dentes significa que lhe estão sendo tiradas as possibilidades de luta, a inibição ou derrota. Dentes cariados sugerem doença. Falhas nos dentes, prejuízo.
Outro símbolo de agressividade, vitalidade e energia. Se eles caem, indicam doença ou falecimento de alguma pessoa próxima. Se um dente cair na nossa mão, pode sugerir um nascimento. Se eles estão sãos e limpos indicam aumento da sua influência pessoal ao seu redor. Se estão sujos, expressam vergonha em relação a algum membro da familia.
Se os dentes são belos e bem dispostos, significam bons presságios, aumento de poder e riqueza. São também sinônimos de saúde. Dentes cariados fazem temer a perda de um parente. Pouco limpos, é que existe um elemento vexaminoso na família. Enfim, malcheirosos, anunciam discussões familiares. Um dente que cai sempre representa a morte, mas se cai na mão, é sinal de nascimento que está para acontecer. Cuspir os dentes corresponde a transtorno inspirado por calúnias.
Quem sonha que está desdentado, ficará como o único sobrevivente da família. É sempre sinal de mau agouro sonhar com dentes, pois denota- complicações de toda espécie, brigas e discussões.
Sonhar que estão caindo é medo de perda de libido. Antes de tudo, veja se há problemas com seus dentes. Em geral, nos sonhos, eles simbolizam poder e controle, pois são usados na alimentação, para mostrar raiva, para sorrir, para seduzir. Verifique se você está perdendo ou abusando do poder e do controle em alguma área da sua vida.
Dentes bonitos e sadios: prosperidade.
Dentes Feios: dificuldades e perda de dinheiro.
Dor de dente: embaraço financeiro.
Dor de dente para o homem: pode significar enfraquecimento sexual.
Para a mulher: frustração amorosa. Os místicos acham que é um mau agouro: dificuldades financeiras vêm ai.

Dentes quebrados, acidente. Sonhar que escova os dentes é sinal de que os sofrimentos e inquietações por que passa serão detidos e a vitória ocorrerá em sua vida.

Sonhar com dentes, segundo a sabedoria popular, é mal sinal. Inconscientemente os dentes representam a nossa força e confiança em nós mesmos, e sonhos com dentes podem ter várias interpretações. Algumas são absurdas, mas fica aí uma lista:

  • Dentes caindo: no misticismo este sonho significa doença grave ou falecimento de parente. Pode representar também um sinal de baixa estima e dificuldade em expressar-se.
  • Dentes cariados: sonhar com dentes cariados pode ser sinal de problemas no trabalho. Se no sonho os dentes estão muito deteriorados, também pode significar remorsos por mentiras contadas.
  • Dentes sujos: significa elemento vexaminoso na família.
  • Dentes mal cheirosos: discussão familiar. Também pode significar que deve dar mais atenção á saúde.
  • Desdentado: sonhar que está desdentado significa que irá ficar como único sobrevivente da família.
  • Dentes fortes, brancos e brilhantes: é das poucas variantes positivas na interpretação dos sonhos com dentes, significa confiança e sucesso.
  • Dor de dentes: é um aviso para não cometer injustiças e não ter remorsos mais tarde.
  • Ir ao dentista: outro sonho benéfico, sonhar com uma ida ao dentista significa um período de sorte.
  • Dentes quebrados: presságio de problemas nas relações amorosas.
  • Dentes balançando: se tiver este sonho tenha cuidado com amigo desleal.
  • Dentes do siso: cuidado com colegas de trabalho.
  • Dentes de amigos e parentes: se você não for dentista, este sonho pode significar más notícias que estão para chegar.
  • Dentes que nascem: sinal de nascimento de um novo familiar.
  • Dentes de leite: se viu dentes de leite no sonho, não permita que se intrometam na sua vida familiar, irá evitar problemas conjugais.
  • Dentes estragados que foram arrancados: sorte nos negócios futuros ou no emprego.
  • Escovar os dentes: se sonhou que está escovando os dentes, significa que irá ultrapassar vários obstáculos que estão atormentando sua vida.
  • Fio Dental: usar o fio dental no sonho (e muitos não usam nem em sonhos…) significa dinheiro e sucesso próximos.
  • Raízes do dentes: cuidado, não faça empréstimos e não arrisque no jogo.
  • Palitar os dentes: se sonhou com palitos de dentes, esta é óbvia, traição na certa.

terça-feira, agosto 23, 2011

Carlos Drummond de Andrade - casa arrumada



Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa
entrada de luz.

Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um
cenário de novela.

Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os
móveis, afofando as almofadas…
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida…

Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras
e os enfeites brincam de trocar de lugar.

Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições
fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.

E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.

Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante,
passaporte e vela de aniversário, tudo junto…
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.

A que está sempre pronta pros amigos, filhos…
Netos, pros vizinhos…
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca
ou namora a qualquer hora do dia.

Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.
Arrume a sua casa todos os dias…

Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela…
E reconhecer nela o seu lugar.

domingo, agosto 21, 2011


Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade – emocionalmente. Nudez pode ter um significado diferente. Muito mais intenso é assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. É erótico ver uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos – aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em quem sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais. Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expôr nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo.

sábado, agosto 20, 2011

A síndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda


A síndrome de Guillain-Barré ou polirradiculoneurite aguda é uma doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram. Estes nervos enviam mensagens do cérebro para os músculos, instruindo-os a se moverem, e também levam sensações como a dor, prazer, gosto, etc., para o cérebro. O dano de um nervo causa freqüentemente fraqueza muscular (muitas vezes chegando a causar paralisia total), e pode causar anormalidades de sensação, inclusive dor, formigamento, sensação de “comichão na pele”, ou até desequilíbrio. É também caracterizada por uma inflamação aguda com perda da mielina (membrana de lipídeos e proteína que envolve os nervos e facilita a transmissão do estímulo nervoso) dos nervos periféricos e às vezes de raízes nervosas proximais e de nervos cranianos (nervos que emergem de uma parte do cérebro chamada tronco cerebral e suprem às funções específicas da cabeça, região do pescoço e vísceras)..

A síndrome de Guillain Barré tem carácter autoimune. O indivíduo produz auto-anticorpos contra a sua própria mielina. Então os nervos acometidos não podem transmitir os sinais que vêm do sistema nervoso central com eficiência, levando a uma perda da habilidade dos grupos musculares responderem aos comandos cerebrais. O cérebro também recebe menos sinais sensitivos do corpo, resultando em inabilidade para sentir o contacto com a pele, dor ou calor.

Em muitas pessoas o início da doença é precedido por infecção de vias respiratórias altas, de gastroenterite aguda e num pequeno número de casos por vacinação especialmente contra gripe e em raras ocasiões contra hepatite B e contra o tétano. Antecedentes de infecções agudas por uma série de vírus tais como, Epstein Bar, citomegalovirus, HTLV, HIV, e diversos vírus respiratórios têm sido descritos.

Normalmente é caracterizada por: 

Dor nos membros inferiores seguida por fraqueza muscular progressiva de distribuição geralmente simétrica e distal que evolui para diminuição ou perda dos movimentos de maneira ascendente com flacidez dos músculos.

A perda dos reflexos profundos de início distal, bilateral e simétrico a partir das primeiras horas ou primeiros dias

Os sintomas sensitivos mais comuns são: dor neurogênica, queimação e formigamento distal

Pode haver alteração da deglutição devido a acometimento dos nervos cranianos XI, X e IX (relacionados com a deglutição), e paralisia facial por acometimento do VII par craniano (que inerva os músculos da face); a paralisia facial pode ser bilateral

 Alteração dos movimentos dos olhos decorrente de acometimento do III, IV e VI nervos cranianos e ataxia cerebelar (déficit de equilíbrio e incoordenação) associada a ptose palpebral (pálpebra caída) e perda dos reflexos sobretudo na variante Miller-Fisher

Comprometimento dos centros respiratórios com risco de parada respiratória, o que constitui a Síndrome de Guillain-Barré

Sinais de disfunção do Sistema Nervoso Autônomo traduzidos por variações da pressão arterial (pressão alta ou pressão baixa), aumento da freqüência ou arritmia cardíaca, transpiração, e, em alguns casos, alterações do controle vesical e intestinal

Assimetria importante da fraqueza muscular ou da perda de movimento, distúrbios graves de sensibilidade e disfunção vesical ou intestinal persistentes induzem questionamentos embora não excluam o diagnóstico.

Embora a síndrome de Guillain-Barré seja uma desordem terrível, o prognóstico a longo prazo é geralmente bom. A maioria dos pacientes tem recuperação completa quando acompanhados por profissionais de excelência, embora possa levar meses, ou até mesmo anos, para recuperar a força e o movimento anteriores à doença. Aproximadamente 30 por cento dos pacientes ainda permanecem com um pouco de fraqueza até três anos após a melhora da doença. Só aproximadamente 3 por cento de pacientes têm um retorno da fraqueza e do formigamento anos depois. Uma percentagem muito pequena de pacientes, aproximadamente 3 a 5 por cento, morre, quase sempre porque eles desenvolvem uma paralisia da respiração antes que eles cheguem ao hospital.

domingo, agosto 14, 2011

O que é Hope Skipping?


O Rope Skipping é uma atividade física que tem por base o pular corda, utilizando-se de uma diversidade de saltos, elementos acrobáticos, manejos com a corda, assim como das infinitas combinações de elementos e habilidades, do sincronismo dos saltadores e destes com a música. É comum a criação de composições coreográficas, com ou sem acompanhamento musical, valorizando aspectos de criatividade e nível de habilidade.
Uma das características deste esporte é a facilidade de sua prática, pois não há restrições quanto à idade, sexo, peso e, além disso, pode ser usado qualquer tipo de corda, tornando-o bastante acessível.

O Rope Skipping pode ser praticado de duas formas: individualmente ou em grupo.

- Individualmente, pratica-se valorizando a velocidade de execução, dificuldade e precisão dos saltos.
- Em grupo, procura-se dar ênfase à coordenação, sincronismo, criatividade e o trabalho em equipe.
- Para o treinamento de equipes de alto nível são utilizados, em muitos clubes, vários tipos de cordas específicas. Para os exercícios de velocidade são usadas cordas bem finas, portanto mais leves; para seqüências de single rope e double dutch, de um modo geral, usam cordas comuns e, para condicionamento físico, usam cordas mais pesadas.
- No Rope Skipping existem diferentes maneiras de bater e saltar a corda, determinando as modalidades:

A) Single Rope (Corda Simples): quando uma pessoa salta com apenas uma corda; Nesta modalidade a pessoa realiza saltos e manobras individuais, ou exercícios de velocidade denominados speed.

B) Chinese Wheel (Roda Chinesa): quando duas ou mais pessoas, cada uma portando uma corda, executam saltos combinados sobre a sua própria corda, entretanto com uma ponta batida por ela mesma e a outra ponta por outra pessoa.
Esta é a mais difícil dentre as três modalidades, pois exige muita precisão técnica, sincronismo e ritmo.

C) Double Dutch (Corda Dupla): quando uma ou mais pessoas saltam entre duas cordas, normalmente grandes, batidas alternadamente por outras duas pessoas que se defrontam.
Esta é uma das modalidades em que o indivíduo tem diversas possibilidades de combinações de saltos, acrobacias e formações e recursos coreográficos.


História do Rope Skipping

Pular corda é uma atividade física bastante conhecida no mundo, seja em forma de brincadeiras de criança, nas brincadeiras de rua, ou nos exercícios de preparo e condicionamento físico de atletas. Porém, até a década de 60, ninguém havia pensado em tornar esta prática um esporte. As duas mais importantes manifestações nessa direção ocorreram no final da década de 60 e no início da década de 70, com a fundamentação do Rope Skipping e da modalidade Double Dutch. Salientamos que, embora o Double Dutch seja uma das modalidades integrantes do Rope Skipping, em diversos momentos da História, percorreu caminhos distintos, principalmente nos EUA.

Em 1969, o norte-americano Richard Cendali, nesse tempo jogador de futebol americano, ao cumprir parte de seu treinamento em que deveria pular corda por um longo período de tempo – o que considerava monótono e cansativo – começou a inventar novas maneiras de tornar seus treinos mais agradáveis, explorando diferentes manejos para brincar e saltar com a corda.

Sendo professor de Educação Física em uma escola infantil, Cendali decidiu ensaiar suas idéias nas aulas de Educação Física Escolar aplicando-as com seus alunos, os quais gostaram tanto que ajudaram-no a criar outros novos saltos e truques, usando cordas grandes e pequenas.

Com os estimulantes resultados obtidos, Cendali investiu na formação de um grupo para realizar apresentações em seu próprio país e pelo mundo afora. Três anos mais tarde, estava fundado o primeiro grupo de Rope Skipping, chamado Skip Its, que permanece até hoje com a mesma denominação e alguns de seus primeiros integrantes.

Nas décadas de 40 e 50 uma brincadeira trazida pelos imigrantes holandeses da época, que pulavam corda cantando em sua própria língua, estava sendo bastante difundida nos EUA. Denominada Double Dutch de forma satírica pelos americanos – dutch significa holandês, e double faz referência a duas línguas na boca, já que as canções soavam engraçadas pelas variações fonéticas dos idiomas – a brincadeira consistia em pular cordas grandes, as quais eram utilizadas aos pares e batidas alternadamente por duas pessoas defrontando-se, enquanto uma terceira pulava. Foi um passatempo assimilado e jogado basicamente por meninas negras e pobres dos EUA, que só podiam brincar por que não precisavam de tantos recursos e espaço. Brincavam na rua, em frente às suas casas, com apenas um pedaço de corda.

O Double Dutch, de uma atividade física orientada para o lazer, foi pesquisado e sistematizado por professores de Educação Física em conjunto com oficiais de polícia, dando início ao processo de esportivização desta prática a partir de 1973, desenvolvendo-o para o modelo que conhecemos hoje. Neste mesmo ano, foi fundada a American Double Dutch League – ADDL (Liga Americana de Double Dutch), uma liga formada exclusivamente por negros, que divulga somente a prática da modalidade Double Dutch.

segunda-feira, agosto 08, 2011

"Rir é correr o risco de parecer tolo. Chorar é correr o risco de parecer sentimental. Estender a mão é correr o risco de se envolver. Expor teus sentimentos é correr o risco de mostrar seu verdadeiro eu. Defender seus sonhos e idéias diante de uma multidão é correr o risco de perder as pessoas. Amar é correr o risco de não ser correspondido. Viver é correr o risco de morrer. Confiar é correr o risco de se decepcionar. Tentar é correr o risco de fracassar. Mas os riscos devem ser corridos, porque o maior perigo é não arriscar nada. As pessoas podem evitar sofrimentos e desilusões, porém não conseguem nada, não sentem, não mudam, não crescem, não amam, não vivem. Acorrentadas por sua "liberdade", elas viram escravas de si mesma. Somente a pessoa que corre riscos é livre..."

sábado, agosto 06, 2011

Eita, se tem uma coisa que não funciona comigo é a tal da situação de ter que tomar decisões significativas. Esta semana que se finda me deixou a pensar em um monte de coisa. Término e recomeço.

Dia 03, tudo parecia encerrado e pela primeira vez na vida, fui persuasiva. Decidi que não cederei mais pessoas de quem eu gosto para nenhuma outra mulher. Agora é hora de ser forte. E não é que tive uma das melhores noites da minha vida?

Me sinto alheia a qualquer tipo de paixão, entretanto quando estou com ele (esse da foto), a paz de espírito me acomete e me sinto até feliz. Queria poder ter momentos assim por muitas vezes.

você só descobre que se deu mal quando mensagens e convites param de chegar ao celular

lI ESTA POSTAGEM DO IVAN mARTINS HOJE E NÃO RESISTI. BATEU FEITO FLECHA.... Queira ou não, gente solteira vive em processo seletivo...