“Gente bonita”? Você já parou para pensar o que isso significa de verdade?
Sejamos francos. A expressão não tem nada a ver com a harmonia dos traços, a cor dos olhos ou a medida dos quadris. É claro – e muito triste – que existem lugares onde os porteiros são encarregados de “selecionar” as pessoas segundo a sua aparência. Mas é ainda pior do que isso: em 90% dos casos não se trata de estética e sim de poder aquisitivo.
No glossário velado da desigualdade social, a expressão “gente bonita”, amplamente utilizada na imprensa e na rua (confesso, eu também já caí nessa), serve para definir “membros da elite”. Nesse acordo tácito, “gente bonita” é sinônimo de “público selecionado” e antônimo de “público misturado”. Ou seja, por trás de palavrinhas que muita gente fala, ouve e lê sem pensar, há uma pesada carga de preconceito e deformação social.
No beach club em questão (é, no Brasil se chama beach club), a entrada na festa de Réveillon, para um casal, custava bem mais do que meio salário mínimo: eis o método de “selecionar”, por meio da exclusão, a tal da “gente bonita”. Quem sabe um outro “empreendimento audacioso” não resolve um dia, através de um flyer, prometer abrir suas portas a “gente com grana”, com todas as letras?
Não vai ficar bonito. Mas será bem mais honesto.
Sejamos francos. A expressão não tem nada a ver com a harmonia dos traços, a cor dos olhos ou a medida dos quadris. É claro – e muito triste – que existem lugares onde os porteiros são encarregados de “selecionar” as pessoas segundo a sua aparência. Mas é ainda pior do que isso: em 90% dos casos não se trata de estética e sim de poder aquisitivo.
No glossário velado da desigualdade social, a expressão “gente bonita”, amplamente utilizada na imprensa e na rua (confesso, eu também já caí nessa), serve para definir “membros da elite”. Nesse acordo tácito, “gente bonita” é sinônimo de “público selecionado” e antônimo de “público misturado”. Ou seja, por trás de palavrinhas que muita gente fala, ouve e lê sem pensar, há uma pesada carga de preconceito e deformação social.
No beach club em questão (é, no Brasil se chama beach club), a entrada na festa de Réveillon, para um casal, custava bem mais do que meio salário mínimo: eis o método de “selecionar”, por meio da exclusão, a tal da “gente bonita”. Quem sabe um outro “empreendimento audacioso” não resolve um dia, através de um flyer, prometer abrir suas portas a “gente com grana”, com todas as letras?
Não vai ficar bonito. Mas será bem mais honesto.
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